11 novembro, 2016

Papa encontra os promotores da unidade entre os cristãos


(RV) Às 11,45 horas de Roma, o Papa Francisco recebeu em audiência na Sala Clementina do Vaticano, os 70 participantes à Plenária do Pontifício Conselho para a promoção da Unidade Cristã, aos quais no seu breve discurso, Francisco salientou que “a unidade dos cristãos è uma exigência essencial da nossa fé, uma exigência que brota do íntimo do nosso ser crente em Jesus Cristo”. E que por isso mesmo, “invocamos unidade, porque invocamos Cristo. Queremos viver a unidade porque queremos seguir a Cristo, viver o seu amor, gozar do mistério do seu ser um só com o Pai” que no fundo è a “essência do amor divino”.

Em virtude desta realidade, salientou ainda o papa, è preciso ter bem presente que “não basta estarmos de acordo na compreensão do Evangelho, mas è necessário que todos nós, crentes, sejamos unidos a Cristo e em Cristo”. E’, por conseguinte, acrescentou o Santo Padre, “ a nossa conversão pessoal e comunitária, a nossa gradual conformação” aos seus desígnios e a “Ele, o nosso viver sempre radicados n’Ele que nos permite de crescer na comunhão entre nós. Esta, vincou, è a alma que sustenta também as secções de estudo e todo qualquer outro tipo de esforço levado a cabo neste sentido para se chegar a ter pontos de vista mais próximos”.

Tendo bem presente tudo isso, disse ainda Francisco, é possível desmascarar alguns falsos modelos de comunhão que na verdade não levam à comunhão ma a contradizem na sua verdadeira essência. Antes de mais è preciso saber que “ a unidade não è fruto dos nossos esforços humanos ou o produto da diplomacia eclesiástica, mas è um dom que vem do alto. Nós homens, não estamos à altura de praticar sozinhos a unidade, nem podemos decidir as formas e os tempos”.

Qual è então a nossa tarefa em tudo isso, questionou Francisco? O que è que devemos fazer nós para promovermos a unidade dos cristãos? Nossa tarefa, responde o Papa, è o de acolher este dom que nos veio do alto e torná-lo visível à todos. Isto significa compreender que a unidade antes de ser uma meta è um percurso, um caminho com as suas tabelas de marcha, os seus ritmos, os seus abrandamentos e as suas acelerações como também as suas pausas, os seus bloqueios. Por isso, a unidade como caminho requer então paciência, tenacidade, fadiga e empenho; saber que ele não anula os conflitos e nem cancela os contrastes, antes, as vezes até pode expor à novos riscos de incompreensões.

Neste sentido sublinhou o Santo Padre, a unidade só pode ser acolhida por quem decide de colocar-se em caminho rumo à uma meta que hoje poderia aparecer longe de qualquer possível realização. Todavia, quem percorre este caminho è confortado pela experiência contínua de uma comunhão alegremente prevista, mesmo se ainda não plenamente conseguida, todas as vezes que se abandona a presunção e se reconhece todas as necessidades do amor de Deus.
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Em segundo lugar, sublinhou ainda Francisco, a unidade não è uniformidade. Isto significa compreender que as diferentes tradições teológicas, litúrgicas, espirituais e canónicas que se desenvolveram no mundo cristão, no arco dos tempos, são genuinamente radicados na tradição apostólica e são por isso mesmo uma riqueza e não uma ameaça para a unidade da Igreja. Procurar suprimir esta diversidade è portanto agir contra o Espírito Santo que age por sua vez enriquecendo a comunidade dos crentes com uma variedade dos dons. A tarefa do ecumenismo è por isso respeitar as legítimas diversidades e levá-las a superar as divergências inconciliáveis com a unidade que Deus nos pede. A persistência destas divergências não nos deve portanto paralisar, mas pelo contrário, empurrar-nos a procurar juntos a melhor forma de enfrentar com sucesso tais obstáculos.

Finalmente, disse Francisco, a unidade não è atrair tudo para si, pois o ecumenismo è verdadeiro quando se è capaz de deslocar a própria atenção, das próprias argumentações e formulações, para se encaminhar rumo a palavra de Deus que exige de ser escutada, acolhida e testemunhada no mundo. Enfim a unidade dos cristãos não è um ecumenismo “em retromarcha ”, pelo que alguém deveria renegar a própria história de fé”, concluiu dizendo o Santo Padre, agradecendo vivamente os presentes pelo seu empenho e assegurando-lhes, ao mesmo tempo, a sua oração e bênção apostólica.

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