15 agosto, 2018

Papa: o serviço a Deus expressa-se também no serviço aos irmãos

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 Papa Francisco na janela do apartamento pontifício  (ANSA)

Francisco rezou o Angelus esta quarta-feira com os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro na Solenidade da Assunção - celebrada neste dia 15 EM Itália e em vários países -, cuja festa a Igreja no Brasil celebrará no próximo domingo. 

Raimundo Lima - Jackson Erpen - Cidade do Vaticano 

“A assunção de Maria, criatura humana, confirma o nosso destino glorioso.” Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus ao meio dia desta quarta-feira, 15 de agosto, solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco

Na alocução que precedeu a oração rezada com milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Santo Padre explicou o sentido e o significado desta festa mariana, e o seu alcance também para nós.

O Senhor eleva os humildes

Francisco ressaltou que nesta solenidade o santo povo fiel de Deus expressa com alegria a sua veneração à Virgem Mãe, e o faz na liturgia comum e também com diferentes formas de piedade, realizando a profecia de Maria: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48). “Porque o Senhor elevou a sua humilde serva”, recordou.

De seguida, o Pontífice evidenciou que a assunção ao céu, em corpo e alma, “é um privilégio divino concedido à Santa Mãe de Deus pela sua união particular com Jesus”.
“Trata-se de uma união corporal e espiritual, iniciada com a Anunciação e amadurecida durante toda a vida de Maria mediante a sua participação singular no mistério do Filho.”
“A existência de Nossa Senhora deu-se como de uma mulher comum do seu tempo: rezava, ocupava-se da família e da casa, ia à sinagoga... Mas toda a ação cotidiana que fazia dava-se em união total com Jesus. E no Calvário esta união alcançou o ápice, no amor, na compaixão e no sofrimento do coração. Por isso Deus lhe concedeu uma participação plena também na ressurreição de Jesus.” 

Aquela que gerou o Senhor da vida não conheceu a corrupção do sepulcro

“O corpo da Mãe – prosseguiu – foi preservado da corrupção, como o corpo do Filho. É o que proclama o Prefácio da Missa de hoje; “Vós não quisésseis que aquela que gerou o Senhor da vida conhecesse a corrupção do sepulcro”.

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“A Igreja convida-nos hoje a contemplar este mistério: ele mostra que Deus quer salvar o homem inteiro, alma e corpo. Jesus ressuscitou com o corpo que assumiu de Maria; e subiu ao Pai com a sua humanidade transfigurada. A assunção de Maria, criatura humana, dá-nos a confirmação do nosso glorioso destino.” 

Ressurreição da carne, elemento próprio da revelação cristã

Francisco lembrou que os filósofos gregos tinham entendido que a alma do homem é destinada à felicidade após a morte. Todavia, observou, “eles desprezavam o corpo – considerado prisão da alma – e não concebiam que Deus estivesse disposto que também o corpo do homem fosse unido à alma na beatitude celeste”. “A ressurreição da carne – prosseguiu – é um elemento próprio da revelação cristã, eixo da nossa fé.”

“A realidade maravilhosa da Assunção de Maria manifesta e confirma a unidade da pessoa humana e recorda-nos que somos chamados a servir e glorificar Deus com todo o nosso ser, alma e corpo.”
 
Se tivermos vivido assim, no alegre serviço a Deus, que se expressa também num generoso serviço aos irmãos, o nosso destino, no dia da ressurreição, será igual ao da nossa Mãe celeste.

Após a oração mariana, na saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes, o Papa confiou a Nossa Senhora Consoladora dos aflitos “as angústias e os tormentos daqueles que, em muitas partes do mundo, sofrem no corpo e no espírito”. 

Tragédia de Gênova: a proximidade espiritual do Papa 

Em seguida, dirigiu um pensamento particular a todos os atingidos pela tragédia ocorrida esta terça-feira em Génova, noroeste da Itália, que provocou vítimas e desconsolo na população.

Ao tempo em que confio as pessoas que perderam a vida à misericórdia de Deus, expresso a minha proximidade espiritual aos seus familiares, aos feridos, aos deslocados e a todos aqueles que sofrem por causa deste dramático evento. Convido-os se unirem a mim na oração, pelas vítimas e por seus entes queridos.”
VATICAN NEWS

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