12 junho, 2019

Papa: "abandonar o egocentrismo e não temer a diversidade"

 
 
A comunhão é o primeiro testemunho dos Apóstolos da obra de salvação de Cristo e da ação de Deus na história, disse o Papa na sua catequese, na audiência geral.
 
Cristiane Murray - Cidade do Vaticano

Cerca de 20 mil pessoas participaram na Praça de São na audiência geral do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 12 de junho. Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Atos dos Apóstolos, o Papa iniciou-a afirmando que a Ressurreição de Cristo não foi um evento entre outros, mas a fonte da vida nova.

 A volta na praça com o Papa-móvel é uma tradição nas audiências

A 'viagem' do Evangelho

Os seus discípulos sabiam e por isso, ficaram unidos a Maria, perseverantes na oração e fortalecidos na comunhão. Os apóstolos procuravam recompor o seu corpo que, após os eventos dolorosos da Paixão do Senhor, ficara reduzido a 11 membros.

Judas Iscariotes, muito embora recebera a grande graça de ser parte do círculo íntimo de Jesus e de participar no seu ministério, num determinado momento isolou-se, apegando-se ao dinheiro e caindo no orgulho ao ponto de preferir a morte à vida. 

Recompor o corpo, fechar a ferida

Os Apóstolos, ao contrário, escolheram a vida e a bênção e, para tal, decidiram eleger alguém para o lugar de Judas. Pedro indica que deveria ser um discípulo de Jesus desde o Batismo no Jordão até à Ascensão de Jesus ao Céu.

Elegeu-se Matias através do discernimento comunitário, ou seja, procurando olhar a realidade com os olhos de Deus segundo a ótica da unidade e comunhão.
“ O novo corpo dos Doze é um sinal de que a comunhão vence sobre as divisões e o isolamento, que a comunhão é o primeiro testemunho oferecido pelos Apóstolos da obra de salvação de Cristo e da ação de Deus na história, na fidelidade às palavras do Senhor. ”
Eles não expressam ao mundo uma presumível perfeição, mas através da graça da unidade, fazem emergir um Outro, que vive de um modo novo no meio do seu povo: o Senhor Jesus.

Ao terminar a sua reflexão, o Papa exortou:

“Nós também precisamos redescobrir a beleza de testemunhar o Ressuscitado, abandonando atitudes egocentricas, renunciando a apropriar-nos dos dons de Deus e não cedendo à mediocridade. A recomposição do colégio apostólico demonstra que no DNA da comunidade cristã existem unidade e liberdade de si mesmos. Isto permite não temer a diversidade, não apegar-mo-nos às coisas e dons e tornarmo-nos mártires testemunhas luminosas do Deus vivo e atuante na história". 

VN

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