25 agosto, 2015

Papa: rezo para que haja espírito de paz na Ucrânia, e pelos que sofrem



(RV) "Rezo pelo vosso país nesta situação difícil" e "apoio os esforços que ajudam a nação ucraniana avançar num espírito de paz e reunificação” - são as palavras da mensagem que o Papa Francisco enviou ao presidente Poroshenko, no dia do 24° aniversário da independência deste país da Europa Oriental. Os auspícios do Papa - que também renova a "proximidade espiritual às vítimas, suas famílias e todos aqueles que sofrem" – vão na sequência do apelo pela paz para a Ucrânia lançado no domingo durante o Angelus, para cesse um conflito que já custou milhares de mortos, feridos e deslocados.

A Ucrânia celebrou nesta segunda-feira, 24 de agosto, o 24° aniversário da sua independência e Kiev foi o epicentro das celebrações. Contudo, os números que o presidente Poroshenko oferece ao público e ao país no seu discurso oficial não dão nemhum sorriso. Cerca de 2.100 soldados mortos no conflito na Donbass contra os pró-russos, cerca de 7000 os feridos, 6.800 mortes no total desde o início das hostilidades, e muitos deles eram civis. No clima tenso que paira sobre a Ucrânia, as palavras de Francisco durante o Angelus foram uma brisa ligeira que dá esperança, como confirmou o Padre Ivan Kulyk, pároco da Paróquia dos Santos Sérgio e Baco, igreja nacional dos ucranianos em Roma:

"Para nós é muito importante que o Papa tenha feito este apelo pela paz na Ucrânia. Creio que todos os ucranianos que ouviram estas palavras ficaram satisfeitos porque o Papa, que é o Chefe da da Igreja, reza pela Ucrânia e recorda no seu coração o povo da Ucrânia, recorda esta difícil situação que estamos a viver na Ucrânia”.

Sobre as agendas das chancelarias da Europa, a crise ucraniana está nas primeiras páginas como a crise da imigração, questões prioritárias na cimeira trilateral a ter lugar em Berlim entre a Alemanha-França-Ucrânia. Por detrás das tentativas da política e da diplomacia, agita-se entretanto a questão humanitária das dezenas de milhares de pessoas que ficaram sem casa nem terra:

"Há muitas pessoas que saíram e devem deixar a terra onde vivem porque quase tudo foi destruído. Há muitas crianças, mulheres e homens que devem abandonar esta zona de conflito. Esta gente, ao fugir, precisa de uma casa, uma habitação e esta é uma emergência muito grande”.

Nascem, então, do coração os melhores votos de Dom Ivan para o seu país, para este dia de festa sem o sabor da festa:

"Nós devemos ser um povo unido. Devemos estar juntos, sobretudo neste momento difícil, porque a unidade nos dá força. E realmente espero que possamos sentir sobretudo no nosso coração este grande dom da independência, da liberdade. Na verdade, já há 24 anos o povo da Ucrânia é um povo livre, e este é um grande dom  do Senhor”. (BS)

Lançado o hino em português da JMJ 2016 Cracóvia



(RV) Lançado hino em português da JMJ 2016 Cracóvia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou em Aparecida, na última sexta-feira (21) durante o Encontro Nacional dos Responsáveis Adultos pela Evangelização da Juventude, a letra cifrada e a teologia do hino da JMJ em português. A tradução e adaptação do polaco para o português esteve a cargo dos Padres Zezinho e Joãozinho e do jovem Jonas Rodrigues, da Diocese de Mogi das Cruzes (SP), após aprovação da CNBB para esta elaboração da versão em língua portuguesa.

O hino foi gravado no último dia 30 de julho, nos estúdios da Gravadora Paulinas/Comep, em São Paulo (SP), reunindo diversos nomes da música católica. Padre Joãozinho foi o responsável pela produção artística e musical e Jonas, que também é cantor e actua na Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Mogi das Cruzes, também participou cantando a versão oficial.

Padre Joãozinho falou com os Jovens Conectados sobre esta versão em português:

“Todo este hino tem uma palavra central que é “misericórdia”. O Papa Francisco escolheu como tema/lema da Jornada Mundial da Juventude, aquela Bem-aventurança: “Bem aventurados os pobres porque eles alcançarão misericórdia”. Esta foi um pouco a nossa teologia que esteve por trás da versão. Versão não é simplesmente uma tradução, mas ela é absolutamente fiel ao original polac mas claro, que tem o nosso toque quando a gente fala de “com o seu sangue libertador, livra do mal e da dor”, a compaixão aqui na América Latina já foi traduzida em termos de libertação, solidariedade, há uma teologia da solidariedade. Parece que esta palavra que foi marcante na vida e magistério de João Paulo II, solidariedade, agora renasce no magistério de Francisco com o nome de misericórdia e Jesus é o rosto da misericórdia”

O Padre Zezinho, por sua vez, falou sobre a importância da misericórdia na evangelização da juventude:

“Ontem à tarde eu conversava com o bispo de São José dos Campos e com o Cardeal Dom João Braz Aviz e falávamos do empenho do Santo Padre com os cardeais e com todos em Roma de acentuar a compaixão. E interessante como em Roma tá todo mundo insistindo na teologia da compaixão. Eu gostei muito do que ouvi de Dom João e também do que o Papa tem pedido dos cardeais, dos outros, de acentuar a catequese da misericórdia, da compaixão. E a canção acho que vai ajudar muito, porque num mundo violento como ele está, onde as pessoas são cortadas, queimadas e decapitadas, é muito interessante a gente pensar sobre isto, sobretudo nós cristãos, porque a barbárie tomou conta do mundo e nós temos uma mensagem de compaixão. Vamos ter muitos mártires por causa disto, mas, vai ser semente de novos cristãos. Exactamente lá onde estão martirizando os cristãos e cortando-os em pedaços, é lá que o cristianismo vai renascer por causa da misericórdia”.

Padre Joãozinho explica que diferentes arranjos do hino podem ser feitos, de acordo com os ritmos próprios de cada região do país, contanto que não saia da essência. “Inculture esse hino, mas sem sair dessa questão da compaixão”, recomenda.

Oiça aqui o hino JMJ 2016 Cracóvia, em português:


Cardeal Pell: colocar em ordem as finanças da Igreja



(RV) “Para a Igreja é o momento de ter os seus negócios em ordem. A próxima onda de ataques poderia de facto ser ligada a irregularidades financeiras”. Foi o que disse na noite deste sábado (22) durante o Meeting de Rimini falando sobre o tema “Igreja e dinheiro”, o Prefeito da Secretaria para a Economia, Cardeal George Pell, que enfatizou que esse é o objectivo pelo qual todos no Vaticano “estamos a trabalhando duro”.

No Vaticano, estamos a procurar colocar em prática os ensinamentos cristãos sobre a gestão de propriedades e riquezas, em particular, ao serviço dos que sofrem e dos pobres. “Os modernos métodos de contabilidade são bons”, e isso também requer competências de especialistas leigos e a adopção do princípio da transparência financeira. “O património da Igreja deve ser usado para financiar as obras de bem da Igreja. Estou certo - disse o Cardeal Pell - que é triste ter que vender bens da Igreja, mas às vezes as necessidades pastorais do povo devem vir em primeiro lugar”.

“Quando a Igreja tem investimentos e bens, as autoridades da Igreja têm a obrigação moral de alcançar níveis adequados de retorno financeiro”. Quando isso não acontece, significa que outros estão ganhando, em detrimento dos pobres. Também é importante que a instituição se distinga da gestão económica de seus bens, de tal modo que, por exemplo, um pároco não considere os bens da paróquia como seus.

Cardeal Pell também citou o caso de um pároco na Austrália que alugava locais a um amigo por um valor baixo. Alugar a amigos ou amigos de amigos por valores mais baixos do que o valor de mercado, sublinhou, é “moralmente errado”. É perigoso e “moralmente errado”, também quando um bispo, um pároco ou um superior religioso “se satisfaz” na gestão do dinheiro da Igreja, afirmando “não ter capacidade para gerir o dinheiro”. “Isso - disse Pell - deixa o campo aberto para incompetentes”. Um responsável da Igreja “não precisa ser especialista, mas deve ser capaz de reconhecer uma má gestão do dinheiro”. (BS/SP)

24 agosto, 2015

Papa ao Sínodo da Igreja Valdense: caminhemos rumo à plena comunhão



(RV) Papa Francisco num telegrama ao Sínodo Valdense escreve: caminhemos rumo à plena comunhão cooperando em particular "em defesa da dignidade da pessoa humana, na promoção da justiça e da paz".

 “Que o Senhor conceda a todos os cristãos de caminhar com sinceridade de coração rumo à plena comunhão”. O desejo do Papa Francisco é dirigido, num telegrama assinado pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, aos participantes do Sínodo da Igreja Valdense-Metodista que se realiza em Torre Pellice, na Província de Turim, a partir deste, domingo 23 de agosto, até o próximo dia 28 agosto.

O caminho rumo à plena unidade permita, prossegue o Papa, “testemunhar Jesus Cristo e o seu Evangelho, cooperando ao serviço da humanidade, especialmente na defesa da dignidade da pessoa humana, na promoção da justiça e da paz e na resposta comum ao sofrimento que aflige tantas pessoas, especialmente os pobres e mais vulneráveis”. (BS/SP)

23 agosto, 2015

PARÓQUIA DE OTA - Almoço Convívio (despedida do Pe. Manuel Silva)



Papa no Angelus: apelo pela Ucrânia. “Jesus nos sacia, não a mundanidade”



(RV) Antes da oração mariana do Angelus e dirigindo-se aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça de S. Pedro o Papa Francisco comentando o Evangelho deste XXI domingo do Tempo Comum, disse que hoje se conclui a leitura do sexto capítulo do Evangelho de João, com o discurso sobre o “Pão da vida”. No fim desse discurso, sublinhou o Papa, o grande entusiasmo do dia anterior se apagou, porque Jesus tinha dito ser o Pão que desceu do céu, e que ele iria dar a sua carne como alimento e seu sangue como bebida, aludindo assim claramente ao sacrifício da sua própria vida. E acrescentou:

“Estas palavras provocaram decepção no povo, que as julgou indignas para um Messias, palavras não "vencedoras". E assim, alguns observavam Jesus como um Messias que devia falar e agir de modo que a sua missão tivesse sucesso. Mas precisamente sobre isso eles se enganavam, no modo de entender a missão do Messias!”

Até mesmo os discípulos – prosseguiu Francisco - não conseguem aceitar aquela linguagem inquietadora do Mestre e mostram o seu desconforto com as palavras: “Este discurso é duro, quem o pode escutar?”. Mas na verdade, eles tinham entendido bem o discurso de Jesus, disse, tão bem que não queriam escutá-lo, porque é um discurso que põe em crise a sua mentalidade. Mas Jesus oferece a chave para superar as dificuldades, uma chave composta de três elementos:

“Primeiro, a sua origem divina: Ele desceu do céu e subirá "para onde estava antes"; segundo: as suas palavras só podem ser compreendidas através da “acção do Espírito Santo”, Aquele “que dá a vida”; terceiro: a verdadeira causa da incompreensão das suas palavras é a falta de fé: “Entre vocês há alguns que não acreditam”.

De facto, a partir daquele momento, “muitos dos seus discípulos haviam desistido e perante estas deserções, Jesus não poupa e nem atenua as suas palavras, ao contrário, obriga a fazer uma escolha precisa: ou estar com Ele ou separar-se d’Ele, e diz aos Doze: "Também vós quereis ir embora?”. E é então quando S. Pedro faz a sua confissão de fé em nome dos outros Apóstolos: "Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna".

S. Pedro não diz "onde iremos?", mas "a quem iremos?" – explica o Papa – porque o problema básico não é ir e deixar a obra iniciada, mas é a quem ir. Daquela interrogação de Pedro, entendemos que a fidelidade a Deus é uma questão de fidelidade a uma pessoa, e esta pessoa é Jesus:

“Tudo o que temos no mundo não satisfaz a nossa fome de infinito. Precisamos de Jesus, de estar com Ele, de nos alimentar à sua mesa, das suas palavras de vida eterna! Crer em Jesus significa fazer d’Ele o centro, o sentido da nossa vida. Cristo não é um acessório opcional é o "pão vivo", o alimento essencial”

E o Papa pediu a cada um dos presentes um momento de silêncio para se interrogar: “quem é Jesus para mim?”

Que a Virgem Maria nos ajude a "ir" sempre a Jesus para experimentar a liberdade que ele nos oferece, e que nos permita limpar nossas escolhas das sujeiras mundanas e dos medos – concluiu.

Depois do Angelus o Papa lançou um premente apelo sobre o deteriorar-se da situação na Ucrânia:

“Com profunda preocupação, sigo o conflito no leste da Ucrânia, que novamente se deteriorou nas últimas semanas. Renovo o meu premente apelo para que sejam respeitados os compromissos assumidos para se chegar à paz e com a ajuda das organizações e pessoas de boa vontade, se responda à emergência humanitária no país. Que o Senhor conceda a paz à amada terra ucraniana, que está prestes a celebrar amanhã a festa nacional. A Virgem Maria interceda por nós!”

E a concluir o Papa saudou cordialmente todos os peregrinos romanos e os de vários países, em particular os novos seminaristas do Pontifício Colégio Norte-Americano, em Roma para os estudos teológicos. E a todos desejou um bom domingo e bom almoço pedindo-lhes por favor para que não se esqueçam de rezar por mim! (BS)

22 agosto, 2015

Papa Francisco: um fiel entre os fiéis



(RV) A memória litúrgica de São Pio X foi celebrada de uma maneira especial na manhã desta sexta-feira, 21 de agosto, no Vaticano. Na missa das 7 horas, celebrada no altar de São Pio X na Basílica vaticana pelo Mons. Lucio Bonora, da terra do santo italiano e que trabalha na Secretaria de Estado, de facto, havia um fiel especial sentado entre os bancos: Papa Francisco.

O Santo Padre já estava em oração diante do altar de São Pio X desde cedo e, quando teve início a missa, ficou e participou dela, recebendo o abraço da paz e a comunhão das mãos do padre Lucio, colocando-se na fila dos fiéis que receberam a Eucaristia.

No final da celebração, Mons, Lucio convidou os presentes que estavam em grande número na capela, a entregar nas mãos de São Pio X todas as necessidades de suas famílias e da Igreja e, em particular, a pessoa do seu sucessor Papa Francisco. Uma bonita surpresa e um presente especial para o celebrante e os fiéis presentes.

O próprio Santo Padre, no final da celebração, disse a Mons. Lucio que rezou de maneira especial pelos catequistas. Na Argentina São Pio X, o “Papa do Catecismo”, é o padroeiro dos catequistas e quando Jorge Mário Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires, no dia da memória litúrgica de São Pio X, fazia questão de se encontrar com os catequistas da sua Diocese.

No fim da celebração Mons. Lucio agradeceu de coração ao Papa, que lhe disse: “Vim só para rezar diante dos restos mortais de Pio X, porque já tinha celebrado a missa bem cedinho, mas depois que vi que vinhas celebrar a este altar e então fiquei”.

Card. Tauran em Rimini: guerras não são de religião mas políticas



(RV) “A religião não divide e não gera violência”: eis a mensagem do Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, na inauguração, na tarde desta quinta-feira, em Rimini, parte centro-ocidental da Itália, do tradicional Encontro de Amizade entre os Povos, promovido pelo Movimento “Comunhão e Libertação”.

Juntamente com expoentes do Islamismo e do Judaísmo, o Cardeal Tauran recorda que “as religiões não devem ser um problema, mas parte da sua solução, num mundo ferido pelo fundamentalismo e aterrorizado por atentados, perpetrados por uma minoria anónima.

Os três expoentes das grandes religiões monoteístas afirmam o seu “não” decidido aos sectarismos e às deviações e o seu “sim” ao respeito da dignidade humana e a uma responsabilidade sempre maior dos guias espirituais.

O Cardeal Tauran, por sua vez, frisa que “a tolerância é um termo que implica a ideia de aceitação e não de partilha”. É preciso dar um passo em frente, afirma, acatando a existência do outro como condição essencial da própria existência. Eis a prova que enriquece a vida de um ser humano.

Vivemos num mundo muito paradoxal, conclui o Cardeal francês: de um lado, alguns proclamam a morte de Deus e a não necessidade de Deus; de outro, nunca se ouviu falar tanto de Deus, como nos nossos dias. “Cristãos, Judeus e Muçulmanos devem acolher três desafios: a identidade da nossa fé; o altruísmo com os irmãos das outras religiões; enfim, sinceridade nas nossas intenções. O diálogo inter-religioso deve favorecer a conversão, o diálogo e a verdade”! (BS/MT)

Igreja nos Estados Unidos prepara com catequeses a visita do Papa Francisco



(RV) Diante da iminente viagem apostólica do Papa Francisco aos Estados Unidos, por ocasião do Encontro Mundial das Famílias na cidade de Filadélfia, a Igreja nos Estados Unidos se prepara para o evento com catequeses, que são realizadas pela Arquidiocese de Washington em colaboração com o Secretariado de Evangelização e Catequese da Conferência Episcopal dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB).

“Há muita emoção e expectativa pela visita do Papa Francisco no próximo mês de setembro. Uma parte fundamental na preparação da visita papal é a catequese”, sublinha o Secretariado de Evangelização e Catequese no seu site.

Por isso  no site do Episcopado foi colocada à disposição uma série de informações sobre o Papado e a visita de Francisco, que servirá de apoio para o trabalho de professores, catequistas e jovens ministros.

“Exortamos os professores, catequistas e ministros a utilizarem estes recursos para criar planos de ensino projectados para atender às necessidades de aprendizagem de cada classe ou grupos particulares levando em consideração a idade, habilidade, cultura e o conhecimento prévio sobre o papado”, afirma o episcopado americano no seu site.

Entre os recursos, estão disponíveis textos em inglês e em espanhol sobre o Papa Francisco para crianças e adultos, onde se descreve a sua biografia, o brazão e lema do seu pontificado, assim como as suas mensagens mais importantes. Além disso, foram colocadas várias actividades para as crianças e a oração pela visita papal.

“Como membros da Igreja, damos as boas-vindas ao Papa entre nós. Celebramos a oportunidade de saber que ele estará entre nós durante um breve momento. No entanto, rezamos para que, como líder da Igreja, desperte em nossas mentes e corações, por um longo tempo, a importância da nossa Fé na sociedade actual”, lê-se no início da oração pela visita do Papa Francisco.

Entre os subsídios há vários que se destinaram àquelas pessoas que participarão do Encontro Mundial das Famílias, realizados pelo Secretariado dos Leigos, Matrimónio, Família, Vida e Juventude da USCCB, como textos sobre o frade franciscano Junípero Sierra, conhecido como o “evangelizador da Califórnia”, que será canonizado pelo Papa Francisco em Washington.

De acordo com o programa oficial, o Santo Padre chegará a Washington, Estados Unidos, proveniente de Cuba, no próximo dia 22 de setembro. A cerimónia de boas vindas ocorrerá às 09h15 locais na Casa Branca com a visita de cortesia ao Presidente dos EUA. Em seguida, às 11h30, se encontrará na Catedral de São Mateus de Washington com os Bispos do país; e às 16h30 presidirá à Santa Missa com a cerimónia de canonização do Beato Junípero Sierra, evento que se realizará no Santuário Nacional da Imaculada Conceição de Washington.

Para o dia 24 está prevista a sua viagem à Nova Iorque, onde às 18h45, na Catedral de São Patrício, recitará as Vésperas com o clero, religiosos e religiosas. Na manhã do dia seguinte, 25, o Papa visitará a Sede da Organização das Nações Unidas e à tarde presidirá à Santa Missa no Madison Square Garden.

A participação do Papa Francisco no Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, será entre os dias 26 e 27 de setembro. (BS/SP)

20 agosto, 2015

Divulgado tema do 102º Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados

(RV) No próximo dia 17 de janeiro de 2016 celebra-se o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que terá como tema “Migrantes e refugiados nos interpelam. A resposta do Evangelho da misericórdia.

O tema escolhido pelo Papa Francisco para esta edição – lê-se na nota do Conselho Pontificio para os Migrantes e Itinerantes - deve ser logicamente inserido no contexto do Ano da Misericórdia por ele convocado por meio da Bula Misericordiae vultus de 11 de Abril de 2015, e que terá lugar entre 8 de dezembro de 2015 e 20 de novembro de 2016.

Com o tema "Migrantes e refugiados nos interpelam. A resposta do Evangelho da misericórdia" se querem sublinhar dois aspectos:

Na primeira parte do tema, "Migrantes e refugiados nos interpelam" se quer fazer presente a dramática situação de tantos homens e mulheres, forçados a abandonar as suas terras. Não se devem esquecer, por exemplo, as actuais tragédias do mar que têm como vítimas muitos migrantes. Diante do risco evidente que este fenómeno seja esquecido, o Santo Padre apresenta o drama dos migrantes e refugiados como uma realidade que nos deve interpelar.

Na segunda parte do tema, "A resposta do Evangelho da misericórdia", pretende-se ligar de modo explícito o fenómeno da migração com a resposta do mundo e, em particular, da Igreja. Neste contexto, o Santo Padre convida ao povo cristão a reflectir durante o Jubileu sobre as obras de misericórdia corporais e espirituais, entre as quais se encontra o acolhimento aos estrangeiros. E sem esquecermos que o próprio Cristo está presente entre os "mais pequeninos", e que no fim da vida seremos julgados pela nossa resposta de amor.

Em linha com o desejo do Santo Padre, que quer que cada Igreja particular seja "directamente envolvida a viver este Ano Santo", o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes oferece as seguintes indicações: propõe que o Dia do Jubileu seja celebrado particularmente a nível diocesano e nacional, no âmbito mais próximo aos migrantes e refugiados, com a sua participação, e envolvendo também as comunidades cristãs; que o evento jubilar central seja mesmo o próximo dia 17 de janeiro de 2016, por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado; encoraja as dioceses e comunidades cristãs, que ainda não o fazem, a programarem iniciativas, aproveitando a oportunidade oferecida por este Ano da Misericórdia; convida a não esquecer o aspecto da sensibilização nas comunidades cristãs do fenómeno da  migração; espera que a atenção para com os migrantes e a sua situação não se reduza a um único dia; e recorda finalmente que é também importante realizar sinais concretos de solidariedade, que tenham um valor simbólico, e que exprimam a proximidade e atenção aos migrantes e refugiados.

Por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado será publicada, como de costume, uma Mensagem do Papa.

O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem a sua origem na carta circular "A dor e as preocupações" que a Sagrada Congregação Consistorial enviou aos 6 de dezembro de 1914 aos Bispos Diocesanos da Itália. Nessa carta pedia-se, pela primeira vez, para estabelecer um dia anual de sensibilização sobre o fenómeno da migração e também para promover uma colecta em favor das obras  pastorais para os emigrados italianos e para a preparação dos missionários da emigração. Como resultado dessa carta, aos 21 de fevereiro de 1915 teve lugar a primeira celebração do tal Dia

A VIDA CRISTÃ NÃO É UM COFRE!




Por vezes fazemos da nossa vida cristã um cofre!

Tanto a queremos proteger de influências exteriores, que a fechamos ao mundo, que a escondemos no nosso dia-a-dia, que fazemos dela uma relação quase exclusiva entre Deus e nós, onde outros não entram.

E, no entanto, a vida cristã é essencialmente comunitária, é Igreja, ou seja, assembleia de fiéis, pois se assim não fosse, como poderíamos dar testemunho cristão, como chamar outros a Deus, na certeza de que Ele se quer servir de nós para essa missão?

A nossa relação com Deus, a nossa vida cristã deve revestir-se da certeza de que Ele está sempre connosco, e assim, deve enformar de tal modo a nossa vida diária, que não devemos temer a influência do mundo, pois na comunhão com Cristo e com os irmãos, reside a nossa força para resistir ao pecado.

O mundo é bom, é belo, é uma criação de Deus e como tal o mal não está no mundo, mas sim naquilo que o homem pecador transforma no mundo, e o afasta de Deus.

A Confissão/Reconciliação é realmente uma relação inteiramente a dois, entre o pecador e Deus/sacerdote, mas é celebrada em Igreja e leva sempre à Eucaristia, à Comunhão de Cristo Sacramentado, e essa Comunhão só se torna completa verdadeiramente, quando se torna também comunhão com os outros, amando-nos uns aos outros como Ele nos ama.

Sim, a nossa vida cristã deve ser um cofre para proteger o tesouro mais sagrado da fé em Deus, mas deve ter como combinação de abertura a oração, a Confissão, a Eucaristia, a Comunhão, combinação essa que nos torna sempre abertos ao mundo, aos outros, precisamente porque estamos abertos a Deus.


Monte Real, 20 de Agosto de 2015
Joaquim Mexia Alves


Nota:

Não sei bem porque escrevi este texto, mas sem dúvida que alguma coisa o Senhor me quer dizer com ele.

Papa: propor com vigor a boa notícia do Amor de Deus

(RV) Iniciou-se nesta quinta-feira dia 20 de agosto em Rimini, Itália, mais um Encontro para a amizade entre os povos. O Papa Francisco enviou uma mensagem para os participantes através do Cardeal Secretário de Estado do Vaticano Pietro Parolin.

Na sua mensagem o Santo Padre pede aos cristãos que despertem a consciência dos homens e das mulheres num tempo em que as interrogações decisivas são ofuscadas por respostas parciais.

Pode-se ler na mensagem que o coração é “inquieto”, jamais se satisfaz e “está sempre em busca”. As perguntas “sobre o significado da vida e da morte, sobre o amor, o trabalho, a justiça e a felicidade”. O mundo de hoje, porém, coloca o homem diante de “tantas respostas parciais que oferecem apenas falsos infinitos”. O drama consiste no “perigo sobranceiro da negação da dignidade da pessoa humana” – revela a mensagem.

O Papa afirma que Deus oferece “a resposta que todos aguardam”, enquanto os homens de hoje “buscam-na no sucesso, no dinheiro, no poder, nas drogas de todo e qualquer tipo, na afirmação dos próprios desejos momentâneos”. Somente Deus “pode preencher a medida do coração”.

“Deus está na vida de todo homem”. “Mesmo se a vida de uma pessoa é um terreno repleto de espinhos e ervas daninhas – observa o Santo Padre –, há sempre um espaço em que a boa semente pode crescer. É preciso confiar em Deus.”

O Papa Francisco faz votos aos organizadores e aos voluntários do evento de Rimini de que “saiam ao encontro de todos, sustentados pelo desejo de propor com vigor, beleza e simplicidade a boa notícia do amor de Deus, que também hoje se curva perante o nosso vazio para preenchê-lo com a água da vida que brota de Jesus Ressuscitado”.

(RS)