20 julho, 2014

Papa Francisco durante o Angelus: "a violência vence-se com a paz!"

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(RV) Aos milhares de fiéis reunidos na Praça de S. Pedro para a oração mariana do Angelus o Papa, na sua reflexão neste XVI Domingo do Tempo comum, falou da parábola da boa semente e do joio, uma parábola que enfrenta o problema do mal no mundo pondo em evidência a paciência de Deus. A cena – explicou o Papa – tem lugar num campo onde o proprietário semeia o trigo mas numa noite chega o inimigo e semeia a cizânia. Os servos queriam arrancar imediatamente a erva daninha mas o proprietário disse que não, para que não suceda que, arrancado o joio se arranque também o trigo. E sobre o significado da parábola disse o Papa:

O ensino da parábola é duplo. Antes de tudo, ela nos diz que o mal que existe no mundo não vem de Deus, mas do inimigo, o Maligno. Este inimigo é astuto: semeou o mal no meio do bem, de modo que é impossível para nós homens separá-los claramente; mas Deus, no fim dos tempos, poderá fazê-lo.
O segundo tema, continuou o Papa é o da contraposição entre a impaciência dos servos e a espera paciente do proprietário do campo, que representa Deus. Nós por vezes temos pressa de julgar, classificar, colocar aqui os bons e para lá os maus …

Mas Deus sabe esperar. Ele olha para o "campo" da vida de cada pessoa com paciência e misericórdia: ele vê muito melhor do que nós a sujeira e o mal, mas também vê os germes do bem e espera com confiança que amadureçam. Deus é paciente, sabe esperar.
Para o Papa Francisco a atitude do proprietário é a da esperança fundada na certeza de que o mal não tem nem a primeira nem a última palavra. E é graças a esta esperança paciente de Deus que a própria cizânia se pode tornar, ao fim, bom trigo. Mas também advertiu:

Mas cuidado: A paciência evangélica não é indiferença ao mal; não se pode fazer confusão entre o bem e o mal! Diante da cizânia presentes no mundo, o discípulo do Senhor é chamado a imitar a paciência de Deus, e a alimentar a esperança com o apoio de uma fé inabalável na vitória final do bem, que é Deus.
No dia da colheita final, disse ainda o Papa, o juiz será Jesus, aquele que semeou a boa semente e se tornou ele mesmo o "grão de trigo", que morreu e ressuscitou. E nós todos seremos julgados com a mesma medida com a qual teremos julgado os outros. E o Papa terminou invocando a Virgem Maria para que nos ajude a crescer na paciência, esperança e misericórdia.

Depois do Angelus o Papa manifestou uma vez mais profunda preocupação pela situação dos cristãos no Iraque e Médio Oriente em geral:

Soube com preocupação as notícias que chegam das comunidades cristãs em Mosul (Iraque) e outras partes do Médio Oriente, onde eles viveram desde o início do cristianismo, com os seus concidadãos, oferecendo um significativo contributo ao bem da sociedade. Hoje são perseguidos, os nossos irmãos, são mandados embora, devem deixar as suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. Asseguro a estas famílias e a estas pessoas a minha proximidade e a minha constante oração. Caríssimos irmãos e irmãs, tão perseguidos, eu sei quanto sofreis, eu sei que sois despidos de tudo, , estou convosco na fé naquele que venceu o mal. E a vós aqui na Praça, e a todos os que nos seguem … convido-vos a recordá-los na oração. Vos exorto também a perseverar na oração pelas situações de tensão e conflito que persistem em diversas partes do mundo, especialmente no Médio Oriente e na Ucrânia. Que o Deus da paz inspire em todos um autêntico desejo de diálogo e reconciliação. A violência não se vence com a violência. A violência vence-se com a paz!
E por último o Papa saudou cordialmente a todos os peregrinos, vindos da Itália e de outros Países, tendo desejando a todos bom domingo e bom almoço.

18 julho, 2014

Paz na Terra Santa – o apelo do Papa suscitou orações em Roma, Jerusalém, Gaza e em todo o mundo

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(RV) Na noite desta quinta-feira, em resposta ao apelo do Papa Francisco no Angelus de domingo passado para continuarmos “a rezar com insistência pela paz na Terra Santa", aconteceram em Roma, em Jerusalém, em Gaza e noutras partes do mundo várias vigílias de oração que juntaram muitos grupos de fiéis.
Como disse o Santo Padre no domingo dia 13, trata-se de uma oração que "nos ajuda a não deixar-nos vencer pelo mal", para que o ódio não prevaleça "sobre o diálogo e a reconciliação". Recordemos um excerto das palavras do Papa Francisco:

“Dirijo a todos vós um premente apelo para que continueis a rezar com insistência pela paz na Terra Santa, à luz dos trágicos acontecimentos dos últimos dias. Ainda tenho na memória a viva recordação do encontro do passado 8 de Junho, com o Patriarca Bartolomeu, o Presidente Peres e o Presidente Abbas, com os quais invocámos o dom da paz e escutámos a chamada para quebrar o ciclo do ódio e da violência. Alguns poderiam pensar que esse encontro realizou-se em vão. Mas pelo contrário não, porque a oração nos ajuda a não nos deixarmos vencer pelo mal, nem a resignar-nos que a violência e o ódio levem a melhor contra o diálogo e a reconciliação. Exorto as partes interessadas e todos aqueles que têm responsabilidades políticas a nível local e internacional, para não poupar a oração e algum esforço para pôr fim a todas as hostilidades e alcançar a paz desejada para o bem de todos.”

Entre as muitas vigílias de oração registamos aquela que se realizou na Basílica romana de Santa Anastácia. A esse propósito, eis o que disse o reitor da Basílica, P. Alberto Pacini, entrevistado pela Rádio Vaticano:

"Como sempre, respondemos imediatamente aos convites que o Santo Padre nos faz, que é o nosso bispo e pastor da Igreja universal, conscientes da gravidade do momento presente, conscientes da eficácia da oração: a oração diante do Senhor é certamente uma arma potentíssima na qual devemos acreditar muito mais."

"O mal parece sempre ter mais força porque fala mais alto. Mas exatamente por essa razão a nossa resposta deve ser adequada e comedida. E o Papa, justamente, domingo passado fez-nos pensar quando disse: não creiam que a oração que foi feita aqui no Vaticano tenha sido inútil ou sem valor. Porque trouxe frutos, frutos que não vemos, frutos que fogem à visão de um observador exterior. Em todo o caso, se o mal se intensifica, deve intensificar-se a ação do bem. E qual ação poderia ser mais eficaz do que pedir a Deus que intervenha? Ele nos diz: rezai, pedi, buscai! E queremos fazer isso, é a isso que nos dispomos." (RS)

17 julho, 2014

Cardeal Pell: Santo Padre não quer demissões no Vaticano

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(RV) O Santo Padre disse muito claramente que não quer demissões” – quem proferiu esta afirmação foi o Prefeito da Secretaria para a Economia, Cardeal George Pell, em entrevista concedida à jornalista Elisabeta Piqué do jornal argentino ‘La Nación’. O purpurado, acerca dos recursos humanos do Vaticano, não exclui “mudanças de setor e posição” e talvez mesmo “ofertas para aposentação antecipada, com incentivos financeiros”.

Tal processo será feito “lentamente, com sensibilidade, respeitando as pessoas” – precisou o Cardeal Pell -, que confidenciou ainda “ter aprendido sobre finanças no terreno”, trabalhando “na administração das instituições da Igreja durante 40 anos” e de se ter iniciado no setor “nos tempos de estudante”.

“Fui encarregado pela livraria do Colégio da Propaganda Fidei, que estava falida e era boicotada por 30 grupos editoriais, pois não podia pagar as dívidas. Eu dei uma reviravolta nesta situação, simplesmente deixando de comprar livros que ninguém encomendava”, explicou o Cardeal Pell.


O objetivo das mudanças em andamento no Vaticano – observou o Cardeal Pell – é o de “melhorar a coordenação, a transparência e a eficiência das finanças, evitando a confusão e o controlo por parte de poucos”.

Recordemos que foi o Cardeal Pell a apresentar na semana passada as decisões do Santo Padre relativas ao IOR, ao Fundo de Pensões, à APSA e aos meios de comunicação social do Vaticano. No encontro com os jornalistas na passada quarta-feira, dia 9, o Cardeal deixou claro o objetivo da “transparência” e da clareza preconizando a implementação de “standards financeiros internacionais” nos dicastérios e nas administrações da Santa Sé:

Antes de mais estamos trabalhando sobre os standard financeiros internacionais que deverão ser seguidos em todos os dicastérios e nas secções da Santa Sé e do Governatorato. De momento estamos na fase em que é indicada claramente a direção e os objetivos que queremos atingir. Quando dizemos isto referimo-nos a uma substancial transparência. Portanto, serão realizados relatórios anuais e estes relatórios serão realizados externamente.”


Seguindo esta exigência financeira, a Secretaria para a Economia iniciará já no próximo mês de setembro a preparação do orçamento para 2015. O objetivo é que todos os dicastérios e as administrações vaticanas promovam a redação de um orçamento anual. (RS)

16 julho, 2014

Guadalupe. Cardeal Parolin: os migrantes são muitas vezes os rostos sofredores de Cristo


(RV) "Os imigrantes são muitas vezes os rostos sofredores de Cristo" nos nossos dias – afirmou o Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, na homilia da Missa celebrada nesta terça-feira no Santuário de Guadalupe. O Cardeal Parolin foi ao México para discutir sobre questões relacionadas com o fenómeno da emigração e na segunda-feira participou num seminário sobre estas realidades
"Aprendamos com a Virgem a seguir Jesus, tanto nos momentos serenos como no meio das provações" – é o convite do Cardeal Parolin no santuário de Guadalupe. No centro a figura de Maria que, com solicitude, vai visitar Isabel, assim como o índio Juan Diego correu com solicitude ao bispo com o manto cheio de flores de Castilla e na sua tilma apareceu milagrosamente impressa a imagem da Virgem de Guadalupe. Peçamos a Maria, "para que nos dê Cristo" e "e nós aceitemos no nosso coração a vontade de Deus", exortou o cardeal. "A Igreja aprendeu de Maria que a verdadeira evangelização consiste em proclamar a grandeza do Senhor". "Nela – continuou o cardeal - podemos ver a maneira pela qual a Igreja se faz presente, com a luz do Evangelho, na vida dos povos, nas transformações sociais, económicas, políticas". " Santa Maria de Guadalupe é o modelo de uma Igreja peregrina", que não procura a si mesma, que caminha com o seu povo e não quer ficar fora dos seus desafios e projetos, dos seus sofrimentos e esperanças.
Em seguida, o cardeal recordou aos bispos que o empenho assumido para regenerar a convivência nacional e o diálogo com os diversos agentes sociais é a ocasião propícia para trazer os valores e as raízes cristãs, na edificação de uma sociedade mais solidária, baseada na cultura do encontro, o respeito absoluto pela vida humana, favorecendo o que promove a compreensão recíproca. E o cardeal pediu para dirigir uma intenção particular, na oração, a Maria para os imigrantes. E disse de ter participado no seminário que se realizou sobre este aspecto da mobilidade humana para avançar na defesa das pessoas que, em busca de trabalho ou de melhores condições de vida, são forçadas a abandonar as suas casas e não raras vezes são vítimas de um modelo económico excludente, que não põe ao centro a pessoa humana. Portanto, disse o Cardeal, "enquanto por um lado se abrem cada vez mais as fronteiras para o comércio, para o dinheiro, para as novas tecnologias, por outro lado, as pessoas sofrem várias restrições, assédios e abusos, ficando em situação de vulnerabilidade". "Os imigrantes – concluiu - são muitas vezes os rostos sofredores de Cristo" nos nossos dias, que comovem o coração de sua Mãe.

15 julho, 2014

Papa Francisco: sim à cultura do encontro, para os menores acolhimento e protecção


(RV) Papa Francisco: sim à cultura do encontro, para os menores acolhimento e protecção

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do encontro sobre mobilidade humana e desenvolvimento, a decorrer na Cidade do México. O encontro conta com a participação do Secretario de Estado, Cardeal Pietro Parolin.

"A globalização é um fenómeno que nos interpela, sobretudo numa das suas manifestações principais que é a migração. Não obstante o grande fluxo de migrantes presentes em todos os continentes e em quase todos os países, a migração é ainda vista como emergência ou como facto circunstancial e esporádico, mas se tornou um elemento característico e um desafio para as nossas sociedades", destaca o Pontífice na nota.

Segundo o Papa Francisco, a migração é um fenómeno que carrega consigo grandes promessas e desafios. "Muitas pessoas obrigadas a migrar sofrem e muitas vezes morrem tragicamente; muitos dos seus direitos são violados. Elas são obrigadas a se separar de suas famílias e infelizmente continuam a sero objecto de comportamentos racistas e xenófobos"', destaca o Papa.

Diante desta situação, o Papa repete a nota que afirmou na mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2014: "É preciso que todos mudem de atitude em relação aos migrantes e refugiados; é necessário passar de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização - que, no final, corresponde precisamente à 'cultura do descartável' – para uma atitude que tem por base a 'cultura do encontro', a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor."

O Papa Francisco chama a atenção para milhares de crianças que migram sozinhas, sem acompanhamento, escapando da pobreza e da violência: "Esta é uma categoria de migrante que da América Central e do México atravessa a fronteira com os Estados Unidos em condições extremas, em busca de uma esperança que na maioria das vezes é em vão. Esta categoria está aumentando cada dia. Tal emergência humanitária requer uma intervenção urgente a fim de que esses menores sejam acolhidos e protegidos", frisa o Santo Padre na mensagem.

Segundo o Papa, "estas medidas não serão suficientes se não forem acompanhadas por políticas de informação sobre os perigos de uma viagem desse tipo, e promoção e desenvolvimento nos seus países de origem. É necessário chamar a atenção de toda a comunidade internacional para que possam ser adoptadas novas formas de migração legal e segura".

"Desejo todo sucesso a esta iniciativa louvável do Ministério das Relações Exteriores do Governo mexicano de organizar um seminário de estudo e reflexão sobre o grande desafio da migração e concedo de coração a cada um dos presentes a minha bênção apostólica", conclui o Papa Francisco.

13 julho, 2014

Premente apelo do Papa a rezar com insistência pela Paz na Terra Santa

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(RV) Aos milhares de fiéis reunidos na Praça de S. Pedro neste XV Domingo Comum o Papa Francisco comentou o Evangelho de S. Mateus que mostra Jesus que prega na margem do lago da Galileia. Quando fala ao povo, disse o Papa, Jesus utiliza muitas parábolas - uma linguagem compreensível a todos, com imagens tiradas da natureza e das situações da vida quotidiana. E a primeira parábola serve de introdução a todas as outras, a parábola do semeador que lança a sua semente para todo o tipo de terreno:

O verdadeiro protagonista desta parábola é mesmo a semente, que produz mais ou menos frutos, dependendo da terra em que ela caiu. Os três primeiros terrenos são improdutivos: no caminho a semente é comida por pássaros; no terreno rochoso os rebentos secam rapidamente porque não têm raízes; entre os espinhos a semente é sufocada pelos espinhos. O quarto terreno é a terra boa, e ali, a semente se enraíza e produz frutos.
Jesus não se limitou a apresentar a parábola – continuou o Papa Francisco - ele também a explicou aos seus discípulos, dizendo-lhes o significado da semente que caiu no caminho, em terreno pedregoso e no meio de espinhos. A semente que caiu em solo fértil representa aqueles que escutam a palavra, a acolhem e guardam, e essa dá frutos. O modelo perfeito desta terra boa é a Virgem Maria, disse.

E acrescentou que a parábola do semeador fala a cada um de nós hoje, como falava aos ouvintes de Jesus há dois mil anos:

Ela nos recorda que somos a terra onde o Senhor incansavelmente lança a semente da Sua Palavra e do Seu amor. Com quais disposições o acolhemos? Como é o nosso coração? Com qual tipo de terreno se parece: um caminho, uma pedreira, um arbusto? Depende de cada um de nós tornar-se um terreno bom sem espinhos nem pedras, mas lavrado e cultivado com cuidado, de modo que possa trazer bons frutos para nós e para os nossos irmãos. E nos fará bem não esquecer que também nós somos semeadores. Deus semeia sementes boas, e também aqui podemos perguntar-nos: que tipo de semente sai do nosso coração e da nossa boca? As nossas palavras podem fazer tanto bem e também tanto mal, podem curar e podem ferir, podem encorajar e podem deprimir … A Virgem Maria com o seu exemplo nos ensine a acolher a palavra, guardá-la e fazê-la fecunda em nós e nos outros.
Depois do Angelus, e a propósito do persistente e dramático conflito no Médio Oriente, o Papa lançou o seguinte apelo:

Dirijo a todos vós um premente apelo para que continueis a rezar com insistência pela paz na Terra Santa, à luz dos trágicos acontecimentos dos últimos dias. Ainda tenho na memória a viva recordação do encontro do passado 8 de Junho, com o Patriarca Bartolomeu, o Presidente Peres e o Presidente Abbas, com os quais invocámos o dom da paz e escutámos a chamada para quebrar o ciclo do ódio e da violência. Alguns poderiam pensar que esse encontro realizou-se em vão. Mas pelo contrário não, porque a oração nos ajuda a não nos deixarmos vencer pelo mal, nem a resignar-nos que a violência e o ódio levem a melhor contra o diálogo e a reconciliação. Exorto as partes interessadas e todos aqueles que têm responsabilidades políticas a nível local e internacional, para não poupar a oração e algum esforço para pôr fim a todas as hostilidades e alcançar a paz desejada para o bem de todos. E convido-vos a todos vós para vos unirdes na oração. Agora, Senhor, ajuda-nos Tu! Dá-nos Tu a paz, ensina-nos Tu a paz, guia-nos Tu rumo à paz. Abre os nossos olhos e os nossos corações e dá-nos a coragem de dizer: "nunca mais a guerra"; "com a guerra tudo se destrói!" Dá-nos a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz ... Faz-nos dispostos a ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão. Ámen.
Após ter saudado cordialmente a todos, romanos e peregrinos e, por ocasião do “Domingo do Mar” que hoje se celebra o Papa acrescentou:

Dirijo o meu pensamento aos marítimos, aos pescadores e às suas famílias. Exorto as comunidades cristãs, especialmente as costeiras, para que sejam atentas e sensíveis para com eles. Convido os capelães e voluntários do Apostolado do Mar para continuarem o seu empenho no cuidado pastoral destes nossos irmãos e irmãs. A todos, mas de modo especial àqueles que se encontram em dificuldades e longe de casa, confio à materna protecção de Maria, Estrela do Mar
E o Papa se uniu também em oração para os Pastores e fiéis que participam na peregrinação da Família da Rádio Maria em Jasna Gora, Czestochowa, agradecendo-lhes pelas orações e abençoando-os de coração.
Em seguida saudou afectuosamente a todos os filhos e filhas espirituais de São Camilo de Lellis, que amanhã marca os 400 anos da sua morte, e convidou a Família Camiliana, no auge deste ano jubilar, a ser um sinal do Senhor Jesus que, como bom samaritano, se inclina sobre as feridas do corpo e do espírito da humanidade sofredora, derramando sobre elas o óleo da consolação e o vinho da esperança. E a todos os presentes na Praça de São Pedro, bem como aos profissionais da saúde que trabalham nos hospitais e lares de idosos, o Papa Francisco formulou a esperança de crescer mais e mais no carisma da caridade, alimentado pelo contacto quotidiano com os doentes.

E a terminar o Papa a todos saudou com o habitual “por favor, não vos esqueçais de rezar por mim, bom Domingo e bom almoço

12 julho, 2014

Papa Tweet: “A Copa do Mundo fez encontrar pessoas de diferentes nações e religiões. Possa o desporto favorecer sempre a cultura do encontro“


(RV) Nesta manhã de sábado, dia 12, o Papa Francisco lançou mais uma mensagem na rede social twitter, precisamente sobre o Campeonato do Mundo de Futebol que termina este domingo no Brasil. Diz o Santo Padre:

“A Copa do Mundo fez encontrar pessoas de diferentes nações e religiões. Possa o desporto favorecer sempre a cultura do encontro.“

Também nesta manhã de sábado o Papa Francisco nomeou na como Nuncio Apostólico na Etiopia D. Luigi Bianco até agora Nuncio Apostolico nas Honduras. Nomeado também hoje D. Claudio Maniago como bispo de Castellaneta em Itália após ter servido desde 2003 a diocese de Florença como bispo-auxiliar. Em Itália também foi nomeado na Região do Lazio o Padre Luca Sansalone como Vigário Judicial do Tribunal de Primeira Instância para as causas do matrimónio. De registar também no dia de hoje a nomeação do Cardeal Jaime Ortega y Alamino, arcebispo de Havana em Cuba, como enviado especial da Santa Sé à celebração conclusiva das comemorações dos 350 anos da fundação da Paróquia de Nossa Senhora do Quebec no Canadá, igreja-mãe de todas as paróquias da América do Norte. Em programa no próximo dia 14 de setembro. (RS)

Dom Mario Toso: “É sempre maior o interesse pelo Magistério social do Papa Francisco”


(RV) O Pontifício Conselho da Justiça e Paz, em colaboração com a Secretaria de Estado, promove na Casina Pio IV nesta sexta-feira e no sábado, um seminário internacional sobre a proposta do Papa Francisco “por uma economia sempre mais inclusiva”, contida na Evangelii Gaudium. Participam do Seminário, a portas fechadas, cerca de setenta pessoas, expoentes de instituições internacionais, universidades e representantes de grandes empresas e da sociedade civil. A Rádio Vaticano entrevistou o Secretário do dicastério da Justiça e Paz, Dom Mario Toso:

Dom Mario Toso: “Antes de tudo, a Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ do Papa Francisco oferece perspectivas muito estimulantes, que porém, devem ser aprofundadas e traduzidas em planificação económica e política, pois surgiram interpretações distorcidas que chegaram mesmo a acusar o Pontífice de marxismo. É necessário explicar que a proposta de uma ‘economia sempre mais inclusiva’ não implica a renúncia à economia de mercado, mas sim a valorização desta, dos seus aspectos positivos; é necessário explicar que ‘a economia que mata’ – à qual faz alusão o Papa Francisco - e infelizmente houve muitos empreendedores e trabalhadores demitidos que se suicidaram – não é toda a economia, mas aquela que idolatra o dinheiro, aquela que considera o trabalho uma variável dependente dos mecanismos financeiros e monetários”.
RV: Quais foram os principais pontos tratados no seu pronunciamento na abertura do seminário?

Dom Mario Toso: “O primeiro ponto importante é formado pela consideração de que a globalização desencadeou um processo de convergência dos rendimentos médios dos países mais pobres para os países mais ricos, mas ao mesmo tempo, cresceu a desigualdade entre diversas parcelas da população mundial. Os dois fenómenos são filhos da mesma revolução, ou mesmo de um mercado que se globaliza aumentando a eficiência das lacunas da escolarização e colocando em forte concorrência trabalhadores com baixa renda com os trabalhadores com altos salários dos países com alto rendimento. Segundo ponto: se está vivendo uma longa transição, prometedora, se bem que problemática e complexa, e que se espera leve do “velho mundo” – segmentado nas fronteiras nacionais – a um “novo mundo” formado por uma única família humana. Terceiro ponto: o problema económico do qual tradicionalmente se ocupam os economistas, é somente uma das dimensões do problema actual. É necessário, de facto, assegurar que a criação de valores económicos seja sustentável a nível ambiental. Existe, portanto, além da dimensão económica, também uma dimensão ambiental; e que não produza uma dramática crise financeira – portanto, existe uma dimensão financeira – e que não exista um desalinhamento entre o Produto Interno Bruto e o bem-estar”.
RV: Também participam no seminário representantes de instituições internacionais, académicas, assim como de grandes empresas e da sociedade civil. Isto sublinha também um grande interesse a nível geral pelas propostas enunciadas pelo Papa Francisco na Evangelii Gaudium, mas também em outros pronunciamentos...

Dom Mario Toso: “Devo dizer que em relação a esta iniciativa – que se desejou que fosse com uma participação restrita e mesmo reservada, pois os conteúdos não estão todos definidos, mas são passíveis de aperfeiçoamento e de integração -, houve uma grande adesão, ou melhor, uma espécie de “pequeno assalto”. Muitos desejavam participar e estar presentes neste evento ao qual participará, num determinado momento, o Sumo Pontífice. Isto mostra o grande interesse pelo Magistério social do Papa Francisco, um interesse que – entre outros – é solicitado também pelos grandes problemas que estão ‘sob o tapete’, os quais exigem uma grande visão, mas também uma grande planificação a nível não somente económico, mas também político. Sabemos que hoje a crise é devida também ao facto que as finanças têm a hegemonia sobre a política e esta última tem dificuldade em oferecer directrizes, políticas financeiras fiscais tais, que possam induzir a economia a estar ao serviço do bem comum”.
RV: A voz do Papa é sempre mais ouvida; o vemos em tantas dimensões. Também este simpósio confirma isto...

Dom Mario Toso: “Sim, porque é uma voz que fala das necessidades das pessoas, dos povos, da família humana, no diz respeito às questões económicas e no que diz respeito à paz, o desenvolvimento sustentável... Todas estas questões são ligadas entre si, são interdependentes. É necessário, portanto, ter a capacidade de uma visão que abranja todos os problemas, os factores, as valências e, em correspondência, ser capaz de oferecer uma nova planificação e preparar novas pessoas que sejam determinadas no viver o próprio protagonismo económico, social, político, com grande responsabilidade em relação ao bem comum e à justiça social”.

10 julho, 2014

"Papa Francisco quer mudanças rápidas” – Card. Pell apresentou o novo quadro económico da Santa Sé

Cardeal G. Pell
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No final da manhã desta quarta-feira decorreu na Sala de Imprensa da Santa Sé uma conferência de imprensa sobre o “novo quadro económico da Santa Sé”. Neste âmbito foram apresentadas decisões sobre a APSA-Administração e Património da Sé Apostólica, sobre o Fundo de Pensões, o IOR e também sobre os meios de comunicação do Vaticano. Intervieram o Cardeal George Pell, Prefeito da Secretaria para a Economia, Joseph Zahra, vice-coordenador do Conselho para a Economia, Jean-Baptiste de Franssu, membro do Conselho para a Economia e Ernst von Freyberg do IOR.
O Cardeal Pell liderou este encontro com os jornalistas e anunciou importantes iniciativas para melhorar a gestão económica e administrativa da Santa Sé e do Estado do Vaticano. Estas iniciativas colhem fundamento nas recomendações da COSEA – Comissão Pontifícia para a Organização da Estrutura Económica-Administrativa da Santa Sé. Todas as modificações apresentadas tiveram apoio nas recentes reuniões do Conselho para a Economia e do Conselho de Cardeais e tiveram a aprovação do Papa Francisco. O Cardeal George Pell afirmou que:
Antes de mais estamos trabalhando sobre os standard financeiros internacionais que deverão ser seguidos em todos os dicastérios e nas secções da Santa Sé e do Governatorato. De momento estamos na fase em que é indicada claramente a direção e os objetivos que queremos atingir. Quando dizemos isto referimo-nos a uma substancial transparência. Portanto, serão realizados relatórios anuais e estes relatórios serão realizados externamente.

(RV) IOR – INSTITUTO PARA AS OBRAS DE RELIGIÃO
Comecemos, desde logo, pelo IOR: as decisões tomadas eram já conhecidas, faltava a confirmação sobre von Freyberg que cessa as suas funções sendo substituído por de Franssu que assumirá a direção do IOR para uma nova fase do seu processo de reforma. Objetivo principal para os novos tempos será concentrar a atividade do IOR na consultoria financeira e nos serviços de pagamento para o clero, as congregações, dioceses e funcionários leigos do Vaticano. Seis novos membros leigos serão nomeados para o Conselho do IOR entre os quais o francês Jean-Baptiste de Franssu, como President, a alemã Clemens Boersig, Mary Ann Glendon dos Estados Unidos, Sir Michael Hintze do Reino Unido. O Mons. Xuereb, secretário-geral da Secretaria para a Economia, será secretário sem direito de voto do Conselho do IOR. O Mons. Battista Rica continuará como o prelado do IOR.

APSA – ADMINISTRAÇÃO DO PATRIMÓNIO DA SÉ APOSTÓLICA
No que diz respeito à APSA a sua Secção Ordinária será transferida para a Secretaria para a Economia. Este é um passo importante para consentir à Secretaria para a Economia de exercer as suas próprias responsabilidades de controlo económico e de vigilância sobre as políticas e procedimentos de aquisição e distribuição de recursos humanos. O resto do pessoal da APSA ficará afeto a atividades de Tesouraria, restabelecendo relações com todas os principais bancos centrais.

FUNDO DE PENSÕES
Entretanto, em relação ao Fundo de Pensões foi nomeado uma comissão técnica para estudar a situação atual e formular propostas ao Conselho para a Economia até ao fim de 2014. O objetivo é garantir no futuro condições para a aposentação tal como no presente. Esta comissão técnica guiada pelo Mons. Brian Ferme terá como especialistas 4 leigos: Bernhard Kotanko (Austria), Andrea Lesca (Italia), Antoine de Salins (França) e Nino Savelli (Italia).

MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO VATICANO
Finalmente em relação aos meios de comunicação social do Vaticano foi nomeada uma comissão para propor uma reforma dos Media Vaticanos. Essa comissão deverá publicar um relatório e um plano de reforma dentro de 12 meses depois de ter examinado o relatório da COSEA. Os objetivos são os de adequar os meios de comunicação da Santa Sé às novas tendências de consumo de media, tais como as redes socias ou as aplicações móveis (app); melhorar a coordenação entre os diferentes meios e ainda atingir, progressivamente, poupanças financeiras consideráveis. Os membros da comissão foram escolhidos de entre o pessoal do Vaticano e alguns especialistas internacionais. De estes últimos os nomes escolhidos foram: o Lord Christopher Patten (Reino Unido) será o presidente da comissão, Gregory Erlandson (EUA), Daniela Frank (Alemanha), Padre Eric Salobir OP (França), Leticia Soberon (Espanha) e George Yeo (Singapura).
Do pessoal vaticano foram escolhidos Mons. Paul Tighe (Secretario del Conselho Pontifício das Comunicações Sociais que será secretário desta Comissão); Giacomo Ghisani (Rádio Vaticano), Mons. Carlo Maria Polvani (Secretaria de Estado), Mons. Lucio Adrián Ruiz (Internet Service do Vaticano) e Giovanni Maria Vian (L'Osservatore Romano).

Destaque ainda para o facto de que, em setembro de 2014, a Secretaria para a Economia iniciará a preparação do orçamento para 2015. O objetivo é que todos os dicastérios e as administrações promovam a redação de um orçamento anual. A despesa aprovada será da responsabilidade de cada dicastério e administração. A despesa será confrontada com o orçamento e eventuais excessos serão da responsabilidade do próprio dicastério ou administração. (RS)

09 julho, 2014

IOR – Card. Pell anuncia segunda fase de reformas. Freyberg afirma que foi conseguida a transparência


(RV) “Com a conclusão da Fase 1 do processo de reforma do IOR, podemos dar início à segunda fase de reformas sob nova direção” – foi o que anunciou o Prefeito da Secretaria para a Economia, Cardeal George Pell, por ocasião da publicação dos resultados do balanço de 2013 nesta terça-feira. Em comunicado o purpurado australiano afirma que, para reforçar a transparência, foram fechadas contas de cerca 3 mil clientes.

O Cardeal Pell agradece a colaboração do Presidente do Conselho de Superintendência Ernst von Freyberg e sublinha que “após o duro trabalho efetuado pelo gestor encarregado”, podemos agora “conduzir o IOR para um segundo ciclo de reformas”.

O nosso colega da redação alemã da Rádio Vaticano Bernd Hagenkord entrevistou von Freyberg, precisamente sobre esta primeira fase de reforma do IOR:

“A Fase 1 da reforma do IOR foi caraterizada por 4 elementos-chave: verificamos todas as contas; investigamos os casos principais que tinhamos herdado; conseguimos atingir a transparência e melhoramos os procedimentos. Decidimos desde o início que o futuro do IOR devia depender da absoluta transparência de quem fossem os nossos clientes. Portanto, tivemos os melhores especialistas que conseguimos encontrar no mundo – neste caso a Promontoring – e pusemos ao seu lado uma equipa de 30 pessoas para controlarem cada uma das contas durante 12 meses. Agora, depois de termos verificado mais de 16 mil contas, sabemos que só uma pequena parte, muito menos do que aquilo que se esperaria numa investigação standard como esta, é que causou problemas.”

O Presidente da Conselho de Superintendência do IOR, Ernst von Freyberg, que agora deixa o seu cargo, explicou ainda como foi conseguida a transparência e abordou quais são as principais contas da instituição:

“A grande maioria das contas que temos pertencem a instituições católicas, congregações, funcionários da Santa Sé e do Estado do Vaticano, dioceses, paróquias: aqueles que verdadeiramente queremos servir. Indagamos sobre os principais casos que encontramos. O IOR foi associado a um certo número de escândalos e nós queriamos conhecer os factos. Estes foram todos inquiridos e as autoridades competentes informadas, por forma a que hoje se possa decidir o que fazer com base nos factos. Conseguimos atingir a transparência de uma maneira muito simples: inserimos as nossas contas na internet e agora todos podem controlar ao pormenor aquilo que o IOR está a fazer e quanto dinheiro tem.” (RS)

Papa autoriza promulgação de Decretos sobre virtudes heróicas de sete novos Servos de Deus


(RV) O Papa Francisco recebeu ontem em audiência o Cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação da Causa dos Santos e autorizou a promulgação dos Decretos relativos às virtudes heróicas de sete novos Servos de Deus:

- António Ferreira Viçoso, das Congregação das Missões, Bispo de Mariana, nascido em Peniche, Portugal, em 1787 e falecido, no Brasil, em 1875;

- Saturnino Lopes Novoa, sacerdote diocesano espanhol, nascido em 1830, falecido em 1905 e co-fundador da Congregação das Irmãs Pobres de los ancianos Desamparados;

- Giuseppe Augusto Arribat, Sacerdote professo, salesiano, francês, nascido em 1879 e falecido em 1963;

- Maria Verónica della Passione, nascida na Turchia em 1823 e falecida na França em 1906, monja professa da Ordem dos Carmelitanos Descalços, fundadora do Instituto das Irmãs do Apostolic Carmel;

- Elena da Persino, italiana, fundadora do Instituto Secular das Filhas da Rainha dos Apóstolos, nascida em 1869 e falecida em 1948;

- Gaetana del Santíssimo Sacramento, primeira Superiora Geral da Congregação das Pobres Filhas de São Caetano, nascida em 1870 e falecida em 1935;

- Marcelo Candia, leigo italiano, nascido em Portici a 27 de Julho de 1916 e falecido em 1983.

Foto: Cardeal Amato, no centro, numa cerimónia religiosa

07 julho, 2014

O Papa às vítimas de abusos: peço perdão, nenhuma tolerância para este crime

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(RV) Na Capela da Casa de Santa Marta o Papa Francisco celebrou Missa nesta segunda-feira, dia 7, na presença de um grupo de pessoas vítimas de abusos sexuais por parte de membros do clero. Viveram-se momentos de grande intensidade e emoção.
Na sua homilia, pronunciada em espanhol, o Papa Francisco recordou a imagem de Pedro quando olha para Jesus que saía do interrogatório antes da sua morte e cruza o seu olhar com aquele de Jesus e chora. Hoje o coração da Igreja – afirmou o Santo Padre – vê os olhos de Jesus nas crianças abusadas. E os abusos são bem mais do que atos desprezáveis, são verdadeiros “sacrilégios” – sublinhou o Papa:

“... porque estes meninos e meninas tinham sido confiados ao carisma sacerdotal, para conduzi-los a Deus e esses sacrificaram-nos ao ídolo da sua concupiscência.”

Estes atos profanaram a imagem de Deus – continuou o Papa que considerou que estes atos execráveis perpetrados contra menores deixaram cicatrizes para toda a vida. “A estas famílias ofereço os meus sentimentos de amor e de dor” – reiterou o Papa Francisco que pediu perdão pelos abusos cometidos pelo clero:

“Perante Deus e o Seu povo estou profundamente desolado pelos pecados e graves crimes de abuso sexual cometidos por membros do clero contra vós e humildemente peço-vos perdão.”

O Santo Padre pediu também “perdão pelos pecados de omissão por parte dos chefes da Igreja que não responderam de maneira adequada às denúncias”. O Papa deixou claro que na Igreja não há lugar para quem comete abusos sexuais:

“Não há lugar no ministério da Igreja para aqueles que cometem abusos sexuais; e empenho-me a não tolerar o dano cometido a um menor por parte de quem quer que seja, independentemente do seu estado clerical.”

O Papa Francisco assegurou que continuará a estar atento à preparação para o sacerdócio contando também com a Comissão Pontifícia para a Tutela dos Menores. Recordemos que esta Comissão foi criada pelo Papa Francisco e integra a francesa Catherine Bonnet, estudiosa de psicologia e psiquiatria; a irlandesa Marie Collins, representante das vítimas de abusos; a inglesa Sheila Hollins, docente de psiquiatria; o jurista italiano Claudio Papale; a ex-primeira ministra polaca Hanna Suchocka; o jesuíta alemão Hans Zollner, decano da Faculdade de Psicologia da Universidade Gregoriana; o jesuíta argentino Humberto Miguel Yanez, diretor do departamento de Teologia Moral da Gregoriana e ex-docente no Seminário São Miguel de Buenos Aires. (RS)

Papa Francisco esteve mais de três horas em encontros privados com vítimas de abusos

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(RV) O Papa Francisco celebrou hoje Missa em Santa Marta com um grupo de vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes. Segundo o Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, a celebração decorreu logo no início da manhã e o grupo era formado por seis pessoas, três homens e três mulheres, oriundas da Alemanha, Irlanda e Grã-Bretanha. O Santo Padre encontrou-se depois em privado com estas seis pessoas na Casa de Santa Marta.
Estas seis pessoas convidadas pelo Papa Francisco chegaram ao Vaticano no domingo à tarde e jantaram na Casa de Santa Marta, onde estiveram com o Santo Padre. Todo o grupo tomou o pequeno-almoço em conjunto e depois cada uma das vítimas esteve pessoalmente com o Papa, no primeiro encontro do género deste pontificado.
Estes encontros aconteceram a seguir à Eucaristia e foram de grande intensidade pois o Santo Padre encontrou-se em privado com cada uma destas vítimas de abusos. Grande intensidade destes encontros que duraram mais de três horas. A palavra ao Padre Lombardi:

“A excecional e notável amplitude que tiveram estes encontros. Ou seja, o Santo Padre esteve com estas pessoas vítimas de abusos em encontros durante mais de três horas consecutivamente. E com um estilo muito próprio de encontro muito envolvido e pessoalmente muito intenso e atento.”

O Padre Lombardi neste seu encontro com os jornalistas referiu-se ainda ao facto de ele próprio ter testemunhado a comoção e gratidão revelada pelas pessoas que iam saindo do encontro privado com o Papa Francisco:

“Posso testemunhar da profunda gratidão e comoção destas pessoas que tiveram a possibilidade de ter um encontro assim aprofundado e pessoal com o Santo Padre. Em particular tiveram a perceção de serem escutadas com muita atenção e disponibilidade.” (RS)

06 julho, 2014

Un convite e um mandamento de Jesus: <>.Papa Frnacisco no Ângelus


(RV) A mansidão e a humildade de coração ajudam-nos não só a sabermos responsabilizar pelos outros, mas também a não sobrecarregar sobre eles os nossos preconceitos, as nossas críticas ou a nossa indiferênça. Esta a mensagem do Papa Francisco à multidão de fiéis e peregrinos congregados na Praça S. Pedro esta manhã para assistirem ao Ângelus.
Partindo do convite de Jesus no Evangelho deste domingo: “Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos alivierei”, o Santo Padre recordou que esta mensagem de Jesus era essencialmente dirigida à todas as pessoas que Jesus encontrava diáriamente pelas estradas da Galileia: tanta gente simples, diz o Papa, pobres, doentes, pecadores e marginalizados.
Estas pessoas, disse ainda Papa Francisco, procuraram sempre jesus para ouvir a sua palavra, uma palavra de esperança e para tocar ainda que fosse só uma parte das suas vestes. Mas o próprio Jesus procurava estas pessoas, estas multidões cansadas e que vagueavam quotidianamente como ovelhas sem pastor, para lhes anunciar o Reino de Deus e para curar muitos no corpo e no espírito.
Daí, disse o Papa, o convite de Jesus se estende até aos nossos dias para atingir tantos irmãos e irmãs oprimidos pelas condições de vida precárias, pelas situações existenciais difíceis e às vezes privadas de válidos pontos de referência. <>.
À todas essas pessoas, recorda o Papa Francisco, Jesus promete hoje de dar refúgio, mas faz também um pedido que é ao mesmo tempo um imperativo e um mandamento: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração” .
<>.

05 julho, 2014

À imagem de Maria, "serva do Senhor", a Igreja é povo que serve a Deus e vive na liberdade que Ele lhe dá: Papa Francisco na Missa celebrada em Campobasso

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(RV) Papa Francisco celebrou esta manhã a Eucaristia num antigo estádio da cidade de Campobasso. A proteger o altar do sol estivo, uma ligeira cobertura em canas de bambu, cobertas por alguns ramos verdes.

Na homilia, o Papa sublinhou “dois aspetos essenciais da vida da Igreja: um povo que serve a Deus e um povo que vive na liberdade que Ele lhe dá. “Antes de mais, nós somos um povo que serve a Deus. O serviço a Deus realiza-se em diversos modos, em particular na oração, no anúncio do Evangelho e no testemunho da caridade. E o ícone da Igreja é sempre a Virgem Maria, a serva do Senhor”.

“É na escola da Mãe, que a Igreja aprende a tornar-se, dia após dia, “serva do Senhor”, pronta a partir para ir ao encontro das situações de maior necessidade, a sermos muito atentos aos pequenos e aos excluídos.
“O testemunho da caridade é a via mestra da evangelização. Nisto, a Igreja sempre esteve na primeira linha, presença materna e fraterna que partilha as dificuldades e as fragilidades das pessoas”.
“Encorajo-vos todos, padres, pessoas consagradas, leigos, a perseverar neste caminho, servindo a Deus no serviço aos irmãos e difundindo por toda a parte a cultura da solidariedade."

Há tanta necessidade deste empenho, perante as situações de precariedade material e espiritual, especialmente perante o desemprego, praga que exige todos os esforços e muita coragem da parte de todos – observou o Papa.

“Há que colocar a dignidade da pessoa humana no centro de todas as perspectivas e de todas as acções. Outros interesses, mesmo legítimos, são secundários”.
Finalmente, uma referência ao segundo aspeto inicialmente acenado: a liberdade do povo de Deus. “A Igreja é livre na liberdade de Deus, que se concretiza no amor”.

“É esta a liberdade que, com a graça de Deus, experimentamos na comunidade cristã, quando nos colocamos ao serviço uns dos outros. Então o Senhor liberta-nos de ambições e rivalidades, que ameaçam a unidade e a comunhão. Liberta-nos do desânimo, da tristeza, do medo, do vazio interior, do isolamento, das nostalgias, das lamentações”.
“Os discípulos do Senhor, embora permanecendo sempre débeis e pecadores, estão chamados a viver com alegria e coragem a própria fé, a comunhão com Deus e com os irmãos e a enfrentar com fortaleza as fadigas e as provações da vida”.


No final da Missa, ainda antes do almoço, o Papa segue para a catedral de Campobasso, onte terá um encontro com pessoas doentes. Como habitual nas suas viagens, o Papa Francisco almoçará com pobres, assistidos pela Cáritas, na ‘Casa dos Anjos’, ainda na cidade de Campobasso.
Pelas 14h30, o Papa faz nova viagem de helicóptero, rumo a Castelpetroso, cerca de 30 quilómetros a leste de Campobasso, onde o Papa Francisco se vai encontrar com os jovens das dioceses de Abruzzo e do Molise. O programa inclui, às 16h00, uma viagem de carro até Isérnia, onde meia hora depois o Papa discursará para os detidos da prisão local.

Os dois últimos encontros desta viagem papal têm lugar na Catedral de Isérnia: um encontro com doentes às 17h45 e com as autoridades locais pelas 18h15, dando, assim, início ao Ano Jubilar Celestiniano, no oitavo centenário do nascimento de São Celestino V, Pietro Angeleri de Morrone (1209-1296), monge que fundou a Ordem dos Celestinos e passou à história por renunciar voluntariamente ao papado após 5 meses de pontificado.
Às 19h30, o Papa Francisco partirá de Isernia de regresso ao Vaticano estando prevista a sua chegada pelas 20h15 locais terminando, assim, mais uma visita pastoral em solo italiano.

No Encontro com mundo do trabalho, Papa Francisco põe em questão o trabalho ao domingo e propõe um "pacto do trabalho"

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(RV) O Papa Francisco encontra-se neste sábado em visita pastoral a Campobasso e Isérinia, duas dioceses do centro sul de Itália, 200 km ao sul de Roma. Primeiro momento desta visita, foi um encontro com o mundo do trabalho, na Aula Magna desta Universidade de Campobasso.

Nas palavras ali pronunciadas, o Papa começou por realçar o significado que assumia que este encontro tivesse lugar na Universidade: “exprime a importância da investigação e da formação, também para dar resposta às complexas questões que a actual crise económica coloca, tanto no plano local, como a nível nacional e internacional.” “Um bom percurso formativo não oferece soluções fáceis, mas ajuda a ter um olhar mais aberto e criativo para valorizar melhor os recursos do território”.

Em alusão a quanto dissera um representante do mundo rural, o Papa reafirmou uma vez mais a necessidade de “proteger” (defender, cuidar da) terra. “Este é um dos maiores desafios da nossa época: convertermo-nos a um desenvolvimento que saiba respeitar a natureza criada”.

Comentando a intervenção de uma operária, mãe de família, o Papa agradeceu o seu testemunho e o apelo por esta lançado a favor do trabalho e da família.

“Trata-se de procurar conciliar os tempos do trabalho com os tempos da família. É um ponto crítico, um ponto que nos permite discernir, avaliar a qualidade humana do sistema económico em que nos encontramos”.


Foi neste contexto que o Papa colocou a questão do “trabalho dominical, que (observou) não diz respeito apenas aos crentes, mas todos, como escolha ética”:
“A pergunta é: a que é que queremos dar prioridade? O domingo livre do trabalho – exceptuados os serviços necessários – está a afirmar que a prioridade não é o elemento económico, mas o humano, o gratuito, as relações não comerciais mas sim familiares, amigáveis, para os crentes também a relação com Deus e com a comunidade. Chegou porventura o momento de nos perguntarmos se trabalhar ao domingo é uma verdadeira liberdade”.
O Papa concluiu propondo aos trabalhadores e empresários presentes um “pacto do trabalho” para responder ao “drama do desemprego e congregando as forças de modo construtivo”. Uma estratégia concordata com as autoridades nacionais, tirando partido das normas nacionais e europeias.

Por volta das 10 horas está para começar a Missa, no antigo Estádio Romagnoli.
Seguir-se-á um encontro de saudação a pessoas doentes, na Catedral de Campobasso.
Como habitual nas suas viagens, o Papa Francisco almoçará com pobres, assistidos pela Cáritas, na ‘Casa dos Anjos’, ainda na cidade de Campobasso.
Pelas 14h30, o Papa faz nova viagem de helicóptero, rumo a Castelpetroso, cerca de 30 quilómetros a leste de Campobasso, onde o Papa Francisco se vai encontrar com os jovens das dioceses de Abruzzo e do Molise. O programa inclui, às 16h00, uma viagem de carro até Isérnia, onde meia hora depois o Papa discursará para os detidos da prisão local.

Os dois últimos encontros desta viagem papal têm lugar na Catedral de Isérnia: um encontro com doentes às 17h45 e com as autoridades locais pelas 18h15, dando, assim, início ao Ano Jubilar Celestiniano, no oitavo centenário do nascimento de São Celestino V, Pietro Angeleri de Morrone (1209-1296), monge que fundou a Ordem dos Celestinos e passou à história por renunciar voluntariamente ao papado após 5 meses de pontificado.


Às 19h30, o Papa Francisco partirá de Isernia de regresso ao Vaticano estando prevista a sua chegada pelas 20h15 locais terminando, assim, mais uma visita pastoral em solo italiano.
 

Conselho de Cardeais – P. Lombardi destacou análise sobre o papel dos leigos e da família. Apresentadas datas dos próximos encontros

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(RV) Nesta sexta-feira, dia 4, conclui-se no Vaticano, a quinta reunião do Papa Francisco com o Conselho de Cardeais agora com nove membros, porque conta também com a presença do Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin.

No briefing com os jornalistas o Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, disse que os próximos encontros do Conselho de Cardeais vão ter lugar nas seguintes datas: de 15 a 17 de setembro e de 9 a 11 de dezembro deste ano. No próximo ano de 2015 também já está agendado um encontro para os dias 9 a 11 de fevereiro.

Nos encontros desta semana foram abordados temas como o Governatorato, a Secretaria de Estado, o IOR - Instituto para as Obras de Religião e o futuro de alguns organismos vaticanos. Destaque para a análise sobre o papel dos 'leigos’ e da ‘família'. Ouçamos o P. Lombardi a esse propósito:

"O ponto interessante que foi objeto de reflexão, foi, sobretudo, a contribuição e o papel dos leigos, das pessoas casadas e das mulheres neste contexto e nestes organismos, ou neste organismo, dependendo de como o projeto continuará a desenvolver-se. De momento, não existe nenhuma decisão sobre as formas do organismo, da estrutura, visto que se continua com aprofundamentos que de seguida se vão inserir no quadro mais complexo da reforma da Cúria. Portanto, atualmente, não há uma decisão sobre as formas do dicastério ou dos dicastérios, sobre estes temas."«Outros temas abordados nestes dias foram as nunciaturas e o seu trabalho, a escolha dos núncios e ainda os procedimentos para a nomeação dos bispos. Não foi tomada nenhuma decisão específica, mas foi dado espaço à troca de opiniões. Sobre o ambiente destes encontros o P. Lombardi afirmou que existe uma “grande satisfação pelo clima que se estabelece" acrescentando ser importante nestas reuniões “ a liberdade de expressão e a sinceridade”:

"Eles insistiram nesta caracterização, ou seja, sobre a liberdade de expressão, sobre a sinceridade com a qual os membros manifestam os seus pensamentos, e também sobre a cordialidade e a sincera apreciação recíproca. O Papa insere-se com naturalidade nesta dinâmica de diálogo, intervindo e favorecendo a liberdade de expressão e o desenvolvimento do diálogo. É claro que se trata de um Conselho que faz propostas e depois o Papa conserva a sua autoridade e liberdade de decidir."

O P. Lombardi deixou claro neste briefing que de momento não se pode falar da existência de um esboço da nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana, pois existe ainda caminho para se fazer e contributos e aprofundamentos específicos para serem apresentados. (RS)

04 julho, 2014

IOR em tempo de transição – P. Lombardi aos jornalistas sobre o Conselho de Cardeais

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As questões financeiras e administrativas têm dominado a quinta reunião do Papa Francisco com o Conselho de Cardeais, que se iniciou na terça-feira. Em declarações aos jornalistas, o padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, admitiu mudanças no IOR – Instituto para as Obras de Religião sublinhando que esta instituição se encontra numa fase de “transição e de desenvolvimento”.
Notícias publicadas nos últimos dias davam conta da possibilidade de substituição do presidente da instituição, Ernst Von Freyberg, nomeado por Bento XVI em fevereiro de 2013, logo após o anúncio da sua renúncia ao pontificado. Os trabalhos contaram, nestes dias, com a participação de alguns elementos da Comissão Cardinalícia de Vigilância do IOR.
Ouçamos um excerto das declarações do Padre Lombardi nesta terça-feira aos jornalistas:

“O IOR encontra-se num tempo de transição e de desenvolvimento, natural e sereno. O contributo de Ernst von Freyberg continua a ser profundamente apreciado e avaliado de forma muito positiva. Novas clarificações são possíveis e mesmo verosímeis na próxima semana, após o encontro com o Conselho para a Economia, que terá lugar no sábado.”

Entretanto, o Padre Lombardi referiu que os oito membros deste conselho consultivo, oriundos dos cinco continentes, têm sido sempre acompanhados pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, como membro de “pleno direito”, pelo que podemos começar a falar de um ‘C9’ (Conselho de 9 Cardeais) e não de um C8.
Os participantes na reunião estão, assim, a analisar também a situação da Secretaria de Estado do Vaticano e do Governatorato, estando prevista uma nova análise aos vários organismos da Cúria Romana, rumo a uma “reformulação”. Contudo, o Padre Lombardi adiantou que “não se pode falar ainda da existência de um rascunho de uma nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana”. (RS)

03 julho, 2014

COMO TOMÉ!




Anda, aproxima-te e coloca a tua mão no meu lado e nas minhas mãos. Não sejas incrédulo.

Mas, Senhor, eu não sou incrédulo! Eu acredito!

Ó meu Joaquim, procura lá bem dentro do teu coração, se não tens dúvidas, se por vezes não pensas que tudo isto parece uma “história” impossível?

Ó Senhor, assim não vale! Tu lês o meu coração, Tu conheces os meus pensamentos!

Pois conheço, Joaquim, por isso Eu te questiono, por isso Eu te provoco, por isso Eu te provo, para que cada vez mais Eu seja uma certeza na tua vida.

Eu sei, Senhor, eu sei! Por isso Te amo tanto! Porque não me queres deixar entrar na rotina de uma fé vivida sem amor, sem chama, sem sentido.

Vês, se não te chamasse agora viverias o dia de hoje com apenas uma “recordação” de Mim. Mas chamei-te, e assim pudeste “ver-me”, porque se te abriram os olhos do coração, os olhos do amor, e assim acreditaste sem ver.

Meu Senhor e meu Deus!


Monte Real, 3 de Julho de 2014
Joaquim Mexia Alves

02 julho, 2014

Reuniões do Conselho de Cardeais – à procura de sínteses e propostas concretas

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(RV) Como ontem noticiamos, nesta terça-feira, dia 1 de julho, reiniciaram-se as reuniões do Papa Francisco com o Conselho de Cardeais. Estes quatro dias de trabalho, que vão durar até sexta-feira dia 4, poderão vir a ser decisivos para a reforma do governo central da Igreja. Os oito cardeais conselheiros – mais o nono membro que é o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé – têm vindo a debater os principais temas da organização e da missão da Igreja e estão a preparar uma síntese. Com a coordenação do cardeal hondurenho Oscar Andrés Rodriguez Maradiaga, este grupo poderá vir a avançar em breve com propostas concretas sobre as quais o Papa Francisco, sempre presente nos debates, poderá vir a tomar decisões.

Várias são as questões programadas e que deverão estar a ser analisadas: o futuro do IOR, Instituto para Obras de Religião, cuja comissão de controlo, presidida pelo cardeal espanhol Santos Abril y Castello reúne-se também durante esta semana em Roma; a figura do hipotético “moderator curiae” moderador da Cúria que tem vindo a ser falada e parece ser uma hipótese, provavelmente, em cima da mesa, e ainda o destino de alguns Conselhos Pontifícios com a hipótese muito provável da sua fusão ou agregação a outros, sempre com a finalidade de modernizar, simplificar e principalmente, economizar.

Precisamente com este objetivo de economizar, foi criada recentemente a Secretaria para a Economia, confiada ao Cardeal George Pell, arcebispo emérito de Sydney, que está a estudar como reduzir os custos das realidades vaticanas, nomeadamente, as que estão ligadas com as áreas da comunicação e da informação.

Recordemos que o Conselho de Cardeais foi criado pelo Santo Padre para o ajudar no governo da Igreja Universal e para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostóli
ca “Pastor Bonus” sobre a Cúria Romana. Esta é a 5ª reunião do Conselho e terminará na próxima sexta-feira, dia 4 de julho. (RS)

01 julho, 2014

XXXVII Assembleia Nacional do RCC

 29 a 31 de agosto de 2014


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Lombardi: Papa Francisco unido à dor das famílias israelitas


(RV) A notícia da morte dos três jovens israelitas abalou profundamente o Papa Francisco. "Uma notícia terrível e dramática, um crime condenável e inaceitável"- afirmou o director da Sala de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi, acrescentando que o Papa se une à dor indescritível das famílias afectadas por esta violência homicida. Trata-se, continuou o Padre Lombardi, de um gravíssimo obstáculo no caminho para aquela paz pela qual devemos incansavelmente continuar a empenhar-nos e a rezar. A violência chama outra violência e alimenta o ciclo mortal do ódio". O Papa - disse a concluir o P. Lombardi - pede a Deus para que inspire a todos pensamentos de compaixão e paz".