13 junho, 2015

Papa Francisco visitará a África em novembro

(RV) O Papa Francisco vai visitar a República Centro-Africana e o Uganda em novembro deste ano. O Quénia poderá ser também uma etapa mas é, para já, apenas uma possibilidade.

Perante mais de mil padres reunidos no III Retiro Mundial de Sacerdotes organizado pelo Serviço Internacional do Renovamento Carismático, o Papa Francisco, no momento das perguntas e respostas revelou o mês da sua viagem ao continente africano dizendo: “Se Deus quiser, estarei em África no mês de novembro, primeiro na República Centro-Africana e depois no Uganda”.

Falando sobre África o Papa Francisco disse., ainda, existir naquele continente uma relevante ação da Igreja Católica em particular nas escolas e hospitais. No entanto, o Santo Padre criticou a exploração dos recursos naturais africanos por parte das potências mundiais, tendo considerado que respostas de emergência não chegam.

O Santo Padre referiu-se ainda aos problemas de instabilidade política em África, tendo dado mesmo o exemplo de Moçambique.

O tema da meditação do Papa Francisco foi: “Transformados pelo amor e para o amor”. Numa longa alocução o Santo Padre abordou vários assuntos e realidades, falando em espanhol.

Os sacerdotes ouviram com muita atenção o Papa Francisco que afirmou gostar de ver os padres e os bispos juntos. Proximidade e frontalidade, pediu o Papa, na relação entre padres e bispos: “digam o que tiverem que dizer na cara como homens” e, em particular, o bispo deve falar com a frontalidade de um pai com proximidade e “carinho”.

E o Santo Padre recordou que o que “salvou a Igreja primitiva da divisão foi a coragem de Paulo de dizer as coisas na cara”.

Uma palavra significativa do Papa para as mulheres presentes na Basílica, elogiando o “génio feminino” que acompanha a vida eclesial desde o início e recordou que não nos podemos esquecer que “Maria é muito mais importante do que os apóstolos”.

Abordando o essencial da sua meditação o Papa Francisco pediu aos sacerdotes para se deixarem transformar pelo amor de Jesus e quando se sentirem tentados “não tenham medo e aproximem-se do sacrário” e olhem para o Senhor e “deixem-se olhar por Ele mesmo que adormeçam junto do sacrário” – comentou o Papa.

Na sua meditação o Santo Padre apelou aos sacerdotes para não serem funcionários, “apegados à lei” mas sim misericordiosos. Deu-lhes também o conselho de darem importância às homilias tendo mesmo referido que os fiéis depois de 8 minutos “desligam”: “tenham piedade do povo fiel de Deus” – gracejou o Papa.

12 junho, 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (17)

 
 
 
 
 
Já reparaste que às vezes te irritas quando respondes a certos comentários sobre a Igreja?
Tens razão! Mas irrita-me que certas pessoas se venham afirmar de Igreja e depois venham “condenar” aquilo que a Igreja ensina.

Pois está bem, mas achas que é a melhor forma de responder, deixando perceber a tua irritação?
Não, realmente não. O impulso de irritação também me coloca fora da correcção fraternal que deve haver em Igreja e em tudo.

Então e agora que o reconheces, como vais proceder de agora em diante?
Julgo que só tenho uma solução: antes de responder rezo um Pai Nosso. Dá-me tempo para me acalmar e perceber que devo perdoar como Ele me perdoa.


Marinha Grande, 14 de Junho de 2013
Joaquim Mexia Alves
 
Série constante na faixa lateral, em "Pesquisa rápida" -  "DIÁLOGOS COM O MEU EU"
 

‘Dar o Litro é Simples!’, lembra a Comunidade Vida e Paz

 “A Comunidade Vida e Paz tem leite apenas para mais 20 dias. Um bem necessário não só para as equipas de rua distribuírem pelas pessoas sem-abrigo, mas também para os utentes das Comunidades Terapêuticas e de Inserção”. O alerta foi lançado na passada semana pela instituição do Patriarcado de Lisboa, que convida as pessoas a ajudarem de diversas formas: “Entregar leite na sede (Rua Domingos Bomtempo, 7  1700-142 Lisboa) ou na loja ‘Montra Solidária’ no 2º andar no Atrium Saldanha; ligar para 760501020 e por cada chamada doa 1 litro de leite (custo da chamada de 0,60€ + IVA); ou contribuir através de um donativo para a conta: 003600009910550505196”. Diariamente a Comunidade Vida e Paz distribui cerca de 150 litros de leite.
Informações:
www.cvidaepaz.pt

Cardeal-Patriarca toma posse do título cardinalício, em Roma

D. Manuel Clemente vai tomar posse do titulo cardinalício, no próximo Domingo, dia 14 de junho, pelas 17h00, na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma. A celebração decorre no dia da comemoração da Festa de Santo António, na igreja onde presidiu à primeira Missa após ter sido criado Cardeal, pelo Papa Francisco, no consistório do passado mês de fevereiro.

11 junho, 2015

Papa encontra os participantes à Conferência da FAO em Roma

(RV) Cidade do Vaticano – O problema da fome e como derrotá-la estiveram no centro do discurso que o Papa fez na manhã desta quinta-feira (11/06), ao receber cerca de 450 participantes da 39a Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que está a decorrer em Roma até o dia 13 de junho.

No seu discurso, o Papa Francisco iniciou por saudar de modo especial o Presidente da FAO, Mamea Ropati, os representantes dos diversos Organismos da ONU presentes ao acto e sobretudo, o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, reeleito para um novo mandato à frente da instituição no decorrer da Conferência.

Neste sentido, perante a miséria de tantos nossos irmãos e irmãs é quase normal que o argomento da fome e do desenvolvimento agrículo se tenha tornado hoje um dos tantos problemas que afligem este tempo de crisi em que vivemos. Vemos por toda a parte aumentar o número daqueles que com muita fadiga conseguem diáriamente um pasto regular e são, observou o Santo Padre.

Devemos, pelo contrário, observou Francisco, responder ao imperativo segundo o qual o acesso à comida necessária é um direito de todos.

Por isso, salientou ainda Francisco,  “O acesso ao alimento necessário é um direito de todos e os direitos não permitem exclusões”, afirmou o Papa, recordando que o combate à fome não se faz somente através de estratégias e planeamentos, mas é ação e um imperativo que não se pode delegar a terceiros.

“Ás vezes a sensação é de que a fome seja um argumento impopular, um problema irresolvível, que não encontra soluções no arco de um mandato legislativo ou presidencial e, portanto, não garante consensos. Falta vontade de assumir compromissos vinculantes”, advertiu o Papa, que criticou também a disparidade de situação entre o Sul e o Norte do mundo. No Sul, debate-se ainda sobre a quantidade de alimentos, enquanto o Norte preocupa-se com a qualidade.

Desperdício

O Pontífice declara-se preocupado com as estatísticas sobre o desperdício, pois um 1/3 dos alimentos produzidos acaba no lixo. Os produtos da terra têm um valor que poderíamos dizer “sagrado”, afirmou o Papa, porque é fruto do trabalho quotidiano de pessoas, famílias e comunidades de camponeses. “É preciso então tentar assumir com mais decisão o esforço para modificar os estilos de vida. A sobriedade não se opõe ao desenvolvimento, pelo contrário, é evidente que se tornou a sua condição.”

Outro motivo de preocupação para Francisco são as mudanças climáticas, que levam ao deslocamento forçado de populações e a tantos dramas humanitários por falta de recursos. Um desses recursos é a água, que já se tornou causa de conflitos. “Não basta afirmar que existe um direito à água sem agir para tornar sustentável o consumo deste bem e eliminar todo desperdício.”

Empresas transnacionais

Além da água, o Pontífice apontou para a posse das terras cultiváveis, que estão sempre mais destinadas a empresas transnacionais. Para ele, esta política não só priva os agricultores de um bem essencial, mas ameaça diretamente a soberania dos países.

“São muitas as regiões em que os alimentos produzidos vão para o exterior e a população local se empobrece duplamente porque não tem nem alimentos nem terra. E que dizer das mulheres que em muitas regiões não podem possuir os terrenos que cultivam, com uma disparidade de direitos?” E sabemos que no mundo a produção mundial de alimentos é, em grande parte, obra de empresas familiares”, disse o Papa, pedindo para que a FAO reforce os projetos em favor das famílias.

Como derrotar a fome

Nestes esforços da FAO, Francisco garantiu o suporte da Igreja e de suas instituições e concluiu:

 “Devemos começar pela nossa quotidianidade se quisermos mudar os estilos de vida, conscientes de que os nossos pequenos gestos podem garantir a sustentabilidade e o futuro da família humana. E depois continuemos a luta à fome sem segundos fins! As projeções da FAO dizem que até 2050, com nove bilhões de habitantes no planeta, a produção deve aumentar e até mesmo duplicar. Ao invés de nos impressionarmos diante dos dados, modifiquemos a nossa relação com os recursos naturais, com o uso dos terrenos, os consumos, sem cair na escravidão do consumismo, eliminando o desperdício: assim derrotaremos a fome."
 

Papa: cristãos caminhem no serviço e na gratuidade

(RV) Quinta-feira, 11 de junho: o Papa na Missa em Santa Marta afirmou três ideias concretas para a vida dos cristãos: caminho, serviço e gratuidade. Comentando a passagem do Evangelho em que Jesus envia os discípulos a anunciar a Boa Nova, o Papa disse que Jesus não lhes aponta um caminho ‘passeio’, mas envia-os com uma mensagem: anunciar o Evangelho, sair para levar a Salvação, o Evangelho da Salvação.

O discípulo de Jesus deve caminhar, desde logo, através de um percurso interior – considerou o Santo Padre – cultivando o valor da missionariedade para sair de si mesmo levando o Evangelho aos outros:

“O percurso do discípulo de Jesus é ir além para levar esta Boa Notícia, mas há outro percurso: o percurso interior, o percurso dentro de si, o percurso do discípulo que procura o Senhor todos os dias na oração, na meditação. O discípulo deve fazer este percurso porque se não buscar sempre a Deus, o Evangelho que levar aos outros será um Evangelho frágil, aguado, sem força.”

Segundo o Santo Padre, um discípulo de Jesus deve anunciar o Evangelho caminhando no serviço e na gratuidade:

“Se um discípulo não caminha para servir não serve para caminhar. Se a sua vida não é para o serviço, não serve para viver como cristão. E ali está a tentação do egoísmo: ‘Sim, eu sou cristão, eu estou em paz, eu confesso-me, vou à missa, cumpro os mandamentos'. Mas o serviço aos outros: o serviço a Jesus nos doentes, nos encarcerados, nos famintos, nos nus. É o que Jesus nos disse que devemos fazer, porque Ele está ali! O serviço a Cristo nos outros”.

É triste quando se encontram cristãos que se esquecem de servir gratuitamente – observou o Papa Francisco que deixou claro que o serviço na gratuidade é uma condição do caminho do serviço cristão: “Gratuitamente haveis recebido, gratuitamente deveis dar”. (RS)

Papa: não à concepção redutiva do matrimónio, promover a família



(RV) "Promover a família, dom de Deus para a realização do homem e da mulher, e célula fundamental da sociedade", diante de uma "concepção redutora" do matrimónio que causa mesmo entre os cristãos "uma facilidade em recorrer ao divórcio ou à separação de facto" – foi esta uma das recomendações do Papa no seu discurso entregue esta manhã aos bispos da Letónia e da Estónia, recebidos em "visita ad Limina”

"A família, lugar onde se aprende a conviver na diversa", deve ser promovida. É a firme convicção expressa pelo Papa aos bispos da Letónia e da Estónia, que operam  "numa sociedade por muito tempo oprimida  por ideologias contrárias à dignidade e à liberdade humana" e hoje  confrontada  com "outras insídias  perigosas, como o secularismo e o relativismo": a família - explicou Francisco - é "dom de Deus para a realização do homem e da mulher, criados à sua imagem e"célula fundamental da sociedade”.

Hoje, observa o Santo Padre, o matrimónio é muitas vezes considerado uma forma de gratificação afectiva que pode ser constituído de qualquer forma e modificar segundo a sensibilidade de cada um; "esta concepção redutora - destaca o Papa – afecta também a mentalidade dos cristãos, causando uma facilidade em recorrer ao divórcio ou à separação de facto". Daí o convite aos bispos a questionar-se quanto à preparação dos jovens namorados e a cuidar destas situações, "para que os filhos não se tornem as primeiras vítimas das mesmas e os cônjuges não se sintam excluídos da misericórdia de Deus”.

O Papa pede atenção pastoral também em relação às tantas famílias monoparentais presentes na Letónia e Estónia por causa de uma crise económica que tem vindo a  incentivar a emigração. "A ausência do pai ou da mãe - disse Francisco aos bispos – comporta para o outro cônjuge um esforço maior, em todos os sentidos, para o crescimento dos filhos".  Os bispos não estão sozinhos nesta tarefa: o Papa indicou os sacerdotes que estão ao seu lado, necessitados também eles de formação "no plano da preparação teológica e humana". Também preciosa é a presença dos consagrados: "não os apreciamos apenas pelo serviço que fazem - observa o Santo Padre -  mas antes ainda  pela sua presença que difunde entre o povo de Deus, o perfume de Cristo”.

Igualmente indispensável o envolvimento dos leigos "chamados a assumir responsabilidades" na Igreja e na sociedade e a aprofundar o conhecimento da doutrina social da Igreja. "Os fiéis leigos - disse o Papa a concluir- são o elo de ligação entre aquilo que os pastores pregam e os diferentes ambientes sociais. Sintam, pois, perto de si o coração da Igreja!”. (BS)

Título Encíclica: “Laudato si, sobre o cuidado da casa comum”



(RV) “Laudato si, sobre o cuidado da casa comum” é o título da Encíclica do Papa Francisco sobre o tema do ambiente que será apresentada no próximo dia 18, às 11h de Roma, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano.

Nesta quarta-feira dia 10 de junho a Sala de Imprensa da Santa Sé informou em comunicado que o documento será apresentado pelo Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, Cardeal Peter Turkson, pelo Metropolita de Pérgamo, Ioannis Zizioulas, representante do Patriarcado Ecuménico e da Igreja Ortodoxa, e pelo Prof. John Schellnhuber, fundador e diretor do Potsdam Institute for Climate Impact Research.

Recordemos que também nesta quarta-feira o Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé explicou aos jornalistas que, por desejo do Santo Padre, foram organizados alguns envios via email, introduzidos por uma carta do Cardeal Peter Turkson, “para informar os Ordinários de todo o mundo sobre a publicação da Encíclica e dar-lhes sugestões e subsídios – em particular sobre o ensinamento e os pronunciamentos precedentes do Papa Francisco sobre o tema do ambiente – por forma a que os bispos e episcopados possam sentir-se preparados para a publicação do novo documento”.

A encíclica estará disponível em italiano, francês, inglês, alemão, espanhol e português. (RS)