04 junho, 2015

Papa oferece peregrinação ao Santo Sudário a pessoas sem-abrigo

(RV) O Papa Francisco ofereceu uma peregrinação ao Santo Sudário em Turim a 120 pessoas sem-abrigo de Roma. Estes sem abrigo são, habitualmente, assistidos por duas paróquias romanas e viajarão em dois grupos neste mês de junho até à cidade italiana de Turim para verem o Santo Sudário. Esta é uma iniciativa da Esmolaria Apostólica, departamento vaticano responsável pelas obras de caridade do Papa.
Segundo D. Konrad Krajewski, “esta “é uma maneira de preparar a visita pastoral do Papa Francisco programada para os dias 21 e 22 de junho: antes do Papa, chegarão os seus pobres”, explicou o esmoleiro apostólico. O primeiro grupo partiu na manhã desta quarta-feira, dia 3 de junho com 50 sem abrigo. O próximo grupo viajará na próxima semana.

D. Krajewski, a quem o Papa pediu que não ficasse atrás da escrivaninha mas que levasse pessoalmente as ajudas em seu nome aos necessitados, já organizou em março uma visita à Capela Sistina para um numeroso grupo de pessoas que moram na rua, que terminou com um jantar nos Museus Vaticanos. Há poucas semanas, o arcebispo também promoveu um concerto no qual os sem-abrigo ocuparam as primeiras filas na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Entretanto, continuam a funcionar em bom ritmo na Praça de S. Pedro os duches e os serviços de barbearia para os sem-abrigo, naquela que é uma iniciativa da Esmolaria Apostólica, com a preciosa colaboração diária de equipas de voluntários. (RS)

03 junho, 2015

Audiência: famílias resistem à pobreza e miséria


(RV) Quarta-feira, 3 de junho: na audiência geral o Papa Francisco continuou com as suas catequeses sobre a família, falando, desta vez, sobre aquelas famílias que vivem em situações de pobreza.

O Santo Padre afirmou, desde logo, que a miséria social é um drama que atinge as famílias seja nas grandes cidades, como no campo: desemprego, condições precárias de trabalho, bairros sem infraestruturas, serviços sociais e sanitários ineficazes, escolas sem qualidade, sem contar com o dano causado pelo consumismo e o narcisismo, tão difundidos pela cultura mediática.

Entretanto, em alguns lugares, como se não bastasse, a situação fica agravada pela “mãe de todas as pobrezas”, que é a guerra. Contudo, apesar de tantos obstáculos – observou o Santo Padre – existem muitas famílias pobres que procuram, heroicamente, conduzir a sua vida quotidiana de modo digno e honesto, tendo a Deus como o seu único suporte. Estas famílias salvam a humanidade da barbárie e “perante elas deveríamo-nos ajoelhar!” – sublinhou o Papa.

Desta forma, a Igreja, que é mãe, deve ser pobre para tornar-se fecunda e dar uma resposta a tanta miséria, através da oração e da ação – afirmou o Papa Francisco:

“Uma Igreja pobre é uma Igreja que pratica uma voluntária simplicidade na própria vida – nas suas próprias instituições, no estilo de vida dos seus membros – para abater cada muro de separação, sobretudo dos pobres.”

O Papa Francisco convidou os fiéis a rezarem com o texto do Livro do Eclesiástico, pensando nas famílias que vivem na provação da miséria – capítulo 4, 1-4:

“Filho, não negues esmola ao pobre, nem dele desvies os olhos.

Não desprezes o que tem fome, não irrites o pobre na sua indigência.

Não aflijas o coração do infeliz, não recuses a tua esmola àquele que está na miséria;

não rejeites o pedido do aflito, não desvies o rosto do pobre.

Não desvies os olhos do indigente, para que ele não se zangue”.

No final da catequese o Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Saúdo a todos os brasileiros e demais peregrinos de língua portuguesa presentes nesta audiência. Queridos amigos, amanhã celebra-se a festa de Corpus Christi. Aprendamos do Senhor que se faz alimento, a tornar-nos mais disponíveis para os outros, servindo a todos os necessitados, especialmente as famílias mais pobres. Que Deus vos abençoe!”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção. (RS)

02 junho, 2015

Papa: em Sarajevo como mensageiro da paz e do diálogo

(RV) Nesta terça-feira dia 2 de junho o Papa Francisco publicou uma videomensagem para os cidadãos da Bósnia-Herzegovina. A poucos dias da sua viagem a Sarajevo o Santo Padre afirma, desta forma, que a sua visita tem a finalidade de confirmar os fiéis católicos, mas também promover o diálogo e a paz.

“Venho até vós, com a ajuda de Deus, para confirmar na fé os fiéis católicos, para promover o diálogo ecuménico e inter-religioso e sobretudo para encorajar a convivência pacífica no vosso país. Convido-vos a unirem-se às minhas orações, para que esta viagem apostólica possa produzir os frutos esperados para a comunidade cristã e para toda a sociedade.”

Ao recordar o lema da sua visita, “A paz esteja convosco”, o Papa Francisco diz que se prepara para partir como um “irmão mensageiro de paz” e, assim, expressar a todos a sua estima e amizade.

“Gostaria de anunciar a cada pessoa, a cada família, a cada comunidade a misericórdia, a ternura e o amor de Deus” – afirma o Santo Padre.

No final da sua mensagem o Papa encoraja os católicos a estarem ao lado dos seus concidadãos como testemunhas da fé e do amor de Deus, trabalhando por uma sociedade que caminhe para a paz, na convivialidade e na colaboração recíproca”. (RS)

01 junho, 2015

Calendário diocesano 2015 - 2016


Já se encontra disponível o programa e calendário diocesano para o Ano Pastoral 2015/2016. O documento foi apresentado pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, no Dia da Igreja Diocesana, no passado dia 31 de maio.

Aquisição em papel: Livraria Nova Terra
Em formato digital: http://goo.gl/gGhg2P
 

Papa: do “descarte do Filho de Deus” surge a salvação

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(RV) Segunda-feira, 1 de junho: na Missa em Santa Marta o Papa Francisco afirmou que é do “descarte” do Filho de Deus que surge a salvação.
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Na sua homilia, o Santo Padre comentou o Evangelho do dia, que propõe a parábola dos vinhateiros homicidas. Uma narração que fala de uma pedra rejeitada que se torna fundamental. Deus constrói sobre a fraqueza, e lendo as páginas da história entre Deus e o seu povo – observou o Papa – “parece ser uma história de falências”. Assim como a parábola dos vinhateiros homicidas parece ser a “falência do sonho de Deus”. Há um patrão que constrói uma bela vinha e os operários que matam todos os servos enviados por ele. Mas é justamente daquelas mortes que tudo ganha vida:

“Os profetas, os homens de Deus que falaram ao povo, que não foram ouvidos, que foram descartados, serão a sua glória. O Filho, o último enviado, que foi completamente descartado, julgado, não ouvido e morto, tornou-se a pedra angular. Esta história, que começa com um sonho de amor e que parece ser uma história de amor, acaba depois numa história de falências, acaba com o grande amor de Deus, que do descarte nos dá a salvação; do seu Filho descartado, Ele salva-nos a todos.”

É aqui que a lógica da falência “se inverte” – afirmou o Papa. Jesus lembra isso aos chefes do povo, citando a Escritura: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular:

“O caminho da nossa redenção é um caminho de muitas falências. Até mesmo o da cruz é um escândalo, mas é ali que vence o amor. Aquela história que começa com um sonho de amor e continua com uma história de falências, termina na vitória do amor: a cruz de Jesus. Não devemos esquecer-nos desse caminho, é um caminho difícil. Também o nosso! Se cada um de nós fizer um exame de consciência, verá quantas vezes expulsou os profetas. Quantas vezes disse a Jesus: Vai-te embora; quantas vezes quis salvar-me a mim mesmo, quantas vezes pensamos que éramos justos.”

Na conclusão da sua homilia o Santo Padre afirmou que não nos podemos esquecer que é na morte na Cruz do Filho de Deus que se manifesta “o amor de Deus ao seu povo”. Ele humilhou-se e nós devemos fazer o mesmo – concluiu o Papa Francisco. (RS)