26 agosto, 2012

Peregrinação das Relíquias de São João Bosco

A Diocese de Lisboa vai receber, entre os dias 11 e 16 de Setembro, a visita das relíquias de D. Bosco, fundador dos Salesianos e considerado o ‘pai e mestre dos jovens’. Um momento que a Sociedade de São Francisco de Sales considera “um estímulo à santidade”
.

“Fazer memória de um santo, neste caso fazer memória de S. João Bosco na passagem das suas relíquias pela nossa zona, tem por finalidade aproximar-nos de Cristo, em comunhão com a Igreja, prestar culto agradável a Deus e assim poder constituir para nós um estímulo à santidade, segundo a vocação que cada um recebeu”. Este é o sentido religioso da Peregrinação das Relíquias de São João Bosco a Portugal, que decorre de 30 de Agosto a 18 de Setembro. A presença do fundador dos Salesianos em Portugal pretende, ainda, ser um momento de anúncio. “As relíquias de D. Bosco percorrerão a nossa geografia neste tempo de nova evangelização. A Igreja, com esta expressão, quer fazer ver a actual urgência da evangelização num mundo em mudança”, salienta o site criado para esta iniciativa:

A presença em Lisboa começa nos dias 11 e 12, no Estoril, sendo que a 12 estará também em Cascais e Monte Estoril. No dia 13, as relíquias estarão em Manique, enquanto a cidade de Lisboa acolhe a urna de São João Bosco entre 14 e 16 de Setembro.

Festa Juvenil
Os Salesianos são uma congregação religiosa, fundada por D. Bosco em 1859 e cujo nome oficial é Sociedade de S. Francisco de Sales, que tem como missão na Igreja a educação e a evangelização dos jovens. Neste sentido, o colégio Oficinas de S. José, em Lisboa, acolhe no dia 15 de Setembro, a partir das 10h30, a Festa Juvenil com o ‘pai e mestre dos jovens’, organizada pela Delegação da Pastoral Juvenil Salesiana, com a colaboração do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa.

22 agosto, 2012

PAPA BENTO XVI - Audiência Geral


Castel Gandolfo
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012


Amados peregrinos de língua portuguesa, uma cordial saudação de boas-vindas para todos. Hoje, a Igreja celebra Nossa Senhora Rainha dos Céus e da terra que, a exemplo de Seu Filho Jesus, Senhor do Universo, manifesta a sua realeza através da humildade, do serviço e do amor. Na vossa oração, não deixeis de dirigir-vos a Ela com confiança. Possa A Virgem Maria velar por cada um de vós. E que Deus vos abençoe.
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21 agosto, 2012

O NEVOEIRO




Hoje de manhã, quando saí de casa, estava nevoeiro e tive de ligar as luzes do carro para que os outros condutores me vissem, mas também para alumiar um pouco o meu caminho.

Dei comigo a pensar que por vezes o nevoeiro é tão intenso, que precisamos adiar a viagem, e decidimos que mal o nevoeiro passe a continuaremos em segurança.
Realmente, na vida do dia-a-dia da natureza, o nevoeiro não é coisa de muito tempo e passado uns minutos, umas horas, com a luz do Sol, acaba por levantar e permitir-nos uma visão mais nítida, a fim de podermos prosseguir a viagem

É curioso, também, que às vezes nas nossas vidas se instala um “nevoeiro” que não nos deixa ver mais ao longe e às vezes até nos quer impedir de fazer a viagem da vida.
Preferimos assim ficar sentados, prometendo que iniciaremos a viagem assim que o “nevoeiro” passar.

Só que este “nevoeiro” da vida não desaparece com a luz do Sol, nem desaparece se nada fizermos para o combater.

É preciso então, não esperar pela luz, mas sim procurar a Luz que possa iluminar o caminho das nossas vidas.

E procurar essa Luz, é procurar a oração, é procurar a Confissão, é procurar a Comunhão, é procurar viver a vida de fé, com confiança e esperança, afastando então o “nevoeiro” das dúvidas e das dificuldades.

Então, Aquele que é a Luz que nos ilumina, dá-nos a mão, “acende” os nossos “faróis” da fé, e assim podemos conduzir as nossas vidas com uma visão mais nítida do caminho a viver.

E essa luz que Ele coloca em nós, (e que nos compete manter acesa com a Sua permanente presença em nós), serve também para avisar os outros do caminho que percorremos, iluminando também um pouco o caminho daqueles que quiserem ver e viver o Caminho que Ele, Jesus Cristo, é para todos nós.


Monte Real, 21 de Agosto de 2012
Joaquim Mexia Alves

16 agosto, 2012

Assunção de Maria

15 de Agosto de 2012


AVE MARIA


14 agosto, 2012

DÁS-ME A MÃO, MÃE?


Dás-me a mão,
Mãe?

Sabes que sou grande de estatura,
mas sinto-me tão fraco e pobre,
para fazer a vontade
do teu Filho muito amado!


Dás-me a mão,
Mãe?

Tenho medo de cair,
de me arrastar pelo chão,
fraco no meu querer,
seguir em tudo Jesus,
e de nunca conseguir,
dizer o sim
que Tu disseste!
  

Dás-me a mão,
Mãe?

Tenho um rio pela frente,
de águas fundas e caudalosas,
inundadas de pecado,
que não me deixa seguir,
que não me deixa viver,
o caminho do crucificado!


Dás-me a mão,
Mãe?

Tu tens os braços compridos,
que chegam aqui à terra.
Puxa-me então para o Céu,
mesmo eu vivendo aqui,
puxa-me para junto de Ti,
porque onde Tu estás,
está Ele!


Dás-me a mão,
Mãe?

De tão indigno que sou,
nem levanto os olhos para Ele.
Diz-lhe Tu, Mãe,
que eu O amo,
que Lhe quero pertencer,
que apenas Lhe quero dizer:
Senhor, meu Deus,
aqui estou!

Monte Real, 14 de Agosto de 2012
Meditando na Festa da Assunção da Virgem Santa Maria
Joaquim Mexia Alves

13 agosto, 2012

O testemunho da caridade, caminho da nova evangelização


Dom Rino Fisichella discursa no Proclaim 2012, na Austrália

ROMA, sexta-feira, 10 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - "Tentar calar o desejo de Deus não nos levará à nossa autonomia". "O homem está em crise, mas não é marginalizando o cristianismo que teremos uma sociedade melhor".
Estas exclamações estiveram no centro do pronunciamento O que é a Nova Evangelização, feito pelo presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, dom Rino Fisichella, em Chatswood, Austrália, no encontro Proclaim 2012, de acordo com informações da Rádio Vaticano.
"O grande desafio para o futuro está todo aqui: ​​quem quer a liberdade de viver como se Deus não existisse pode tê-la, mas precisa saber para onde está indo com essa escolha". 

Dom Fisichella traça o perfil da crise do homem contemporâneo, que "se esqueceu do essencial", super protegendo a sua independência e a sua responsabilidade pessoal pelo próprio estilo de vida.
Não é excluindo Deus da própria vida que o mundo será melhor: os católicos não aceitam ser marginalizados e continuarão a trazer ao mundo a boa nova de Jesus. O anúncio dos crentes, no entanto, "não pode recorrer à arrogância e ao orgulho" nem expressar "um sentimento de superioridade em relação aos outros", mas, pelo contrário, devem ser feitos ​com "doçura, respeito e reta consciência".
Nisto consiste a nova evangelização, a missão da Igreja de hoje, de toda a Igreja, composta por bispos, padres e leigos: não é nada diferente do passado, mas uma nova maneira de transmitir a mesma mensagem de salvação do Senhor que ressuscitou por nós.
Com Bento XVI, Fisichella recorda que "não é a diluição da fé que ajuda, mas apenas o vivê-la inteiramente em nosso hoje... Não seremos salvos pelas táticas, o cristianismo não será salvo pelas táticas, mas por uma fé repensada e revivida de modo novo, mediante a qual o Cristo, e, com Ele, o Deus vivo, entra neste nosso mundo".
A primazia deve ser dada ao testemunho, portanto, como principal instrumento para levar a toda pessoa, de qualquer lugar e em todo tempo, o anúncio de que a salvação se tornou realidade; e à caridade, porque a vida só encontra a sua plena realização no horizonte da gratuidade.
“Na palavra do Senhor”, acrescentou Fisichella, “privilegiamos tudo o que o mundo considera inútil e ineficiente. Os doentes crónicos, os moribundosginalizados, os deficientes e tudo o que exprime aos olhos do mundo a falta de futuro e de esperança, tudo isso conta com o compromisso dos cristãos”.
Paralelamente, no entanto, “também precisamos mudar a maneira de evangelizar, como Paulo VI já apontou, e encontrar novas formas, desenvolver a nossa adaptabilidade”, prosseguiu.
A expressão "nova evangelização" foi usada pela primeira vez por João Paulo II em 1979, e as suas sementes continuaram a ser cultivadas por Bento XVI com a criação do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.
Mas não podemos fazer evangelização sem evangelizadores, nota o religioso, porque a responsabilidade do anúncio é de todos e não admite ser delegada. Daí o convite aos cristãos a discernir entre a verdade e a mentira, entre o que dá frutos e o que é efémero: o principal desafio da Igreja de hoje.
(Tradução:ZENIT)

08 agosto, 2012

BENTO XVI - Audiência Geral

Castel Gandolfo

Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012


Com paterno afecto, saúdo os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os fiéis da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Évora. Agradeço a presença e sobretudo a oração que fazeis por mim. Hoje a Igreja recorda São Domingos, de quem se diz que sempre falava de Deus ou com Deus. A oração abre a porta da nossa vida a Deus; e nela Deus ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos outros, envolvendo a todos na luminosa presença de Deus que nos habita. Sede para vossos familiares e amigos a Bênção de Deus!

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06 agosto, 2012

"DEUS RI"




Acabei recentemente de ler o livro com o título deste texto: “Deus Ri”.

Quem me conhece, sabe que fui sempre um “arauto” do testemunho de alegria que deve estar sempre presente na vida de um cristão.

Não a alegria da gargalhada fácil, ruidosa e tantas vezes desproporcionada, mas a alegria calma, do humor construtivo, da paz vivida.

Não advogo que o cristão não tem tristezas, amarguras, fraquezas, momentos de dor, e que tendo-os, não os deve viver.
Obviamente que a vida é também composta desses momentos, e, como tal, devem ser sentidos e vividos.
Seria totalmente despropositado, (para não dizer mais), que um cristão chegasse a um funeral* de um amigo que vela alguém querido, e a rir o tentasse fazer rir também!

Não, o que distingue a alegria vivida pelo cristão, é a paz, a tranquilidade, a confiança e a esperança, que ele vive para além dos momentos bons e menos bons da sua vida, porque vive em comunhão com o Deus sempre presente.

Escreve o Papa Bento XVI, no primeiro volume do seu livro “Jesus de Nazaré”:
«As Bem-aventuranças são promessas, em que resplandece a nova imagem do mundo e do homem que Jesus inaugura, a «inversão dos valores». São promessas escatológicas; mas esta expressão não deve ser entendida como se a alegria que anunciam se encontre transferida para um futuro infinitamente distante ou exclusivamente para o além. Quando o homem começa a olhar e a viver a partir de Deus, quando caminha em companhia de Jesus, passa a viver segundo novos critérios e então um pouco de escathon, daquilo que há-de vir, está presente já agora. A partir de Jesus, entra a alegria na tribulação.»

Reflicto muitas vezes no que devem pensar aquelas pessoas que só vão à Missa em determinadas ocasiões, (como casamentos e funerais), quando na altura da Comunhão vêem os cristãos aproximar-se para comungar com um ar compungido, prostrado, a “mostrar” quase uma tristeza, e, até mesmo, quando regressam ao lugar de cabeça baixa, como se a comunhão que acabaram de fazer lhes pesasse demasiado “nos ombros”.

Pode haver algum exagero naquilo que escrevo, mas reparem se a minha descrição não corresponde um pouco à verdade dos factos.
É que me parece que nós confundimos muitas vezes seriedade e dignidade, com tristeza e prostração.

E isso conduz-nos a outro ponto, quanto a mim muito bem focado neste livro, e que é o humor são e construtivo, que também nos serve de caminho de conversão, quando o mesmo até nos leva a rirmo-nos de nós próprios, das nossas importâncias, das nossas vaidades, colocando-nos assim na procura de uma maior humildade em todo o nosso proceder.
«Ele é que deve crescer, e eu diminuir.» Jo 3,30

Nada mais revelo pois a leitura do livro perderia o interesse da descoberta desta alegria, deste humor, em que o autor nos envolve, e torna difícil parar de ler, uma vez aberta a primeira página.

Apenas mais duas palavras, para afirmar que para mim, para além de tantas passagens bíblicas que me levam ao encontro da alegria, as duas que cito abaixo, enformam decididamente esta minha vontade de sempre testemunhar a alegria de viver em comunhão com o “Deus connosco”.

«Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.» Lc 21, 18

«Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa.» Jo 15,11


Monte Real, 3 de Agosto de 2012
Joaquim Mexia Alves


*Uma pequena nota sobre este aspecto dos funerais.
Às vezes, quanto a mim, julgamos haver necessidade de proferir palavras para aqueles que sofrem a morte de alguém que lhes é querido, acabando por dizer frases rotineiras, e que muitas vezes até, provocam momentos de incómodo àqueles que nesse momento não estão preparados para as ouvir. Porque não, então, um simples beijo mais sentido, um abraço mais chegado, um aperto de mão mais apertado, ou até uma festa, uma carícia, (conforme o grau de amizade), que sem palavras, acabam por significar tudo o que queremos dizer.

04 agosto, 2012

IDFC: Formação para membros de conselhos paroquiais


O Centro de Estudos Pastorais, do Instituto Diocesano da Formação Cristã, dará, durante o próximo ano pastoral, uma “atenção redobrada aos temas relacionados com o Ano da Fé e a transmissão da fé”.

Do calendário para 2012-2013, há a destacar a ‘Formação de co-responsáveis’, com a realização de um encontro em oito vigararias da diocese sobre as temáticas do Programa Pastoral Diocesano, para membros dos conselhos paroquiais.
Para o público em geral, o Centro de Estudos Pastorais vai organizar a ‘Apresentação de Documentos Eclesiais’, que pretende – em data e local a anunciar – divulgar e sublinhar a importância de algumas obras.
Por fim, esta entidade do IDFC propõe ‘Seminários de Estudos Avançados’, em que o objectivo é “fomentar a partilha/reflexão, entre o clero e agentes da pastoral nas áreas que requerem a nossa intervenção ou particular estudo”. Esta temática é dirigida a sacerdotes e outros convidados.
Informações:   213558026 ou idfc@patriarcado-lisboa.pt

02 agosto, 2012

PAPA BENTO XVI - Audiência Geral


Castel Gandolfo

Quarta-feira, 1° de Agosto de 2012


Com sentimentos de gratidão e estima, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente o grupo de escuteiros de Alcobaça, invocando sobre os vossos passos a graça do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós; ide até Ele, vivei na sua graça e tereis a vida eterna. Desça sobre vós e vossas famílias a minha Bênção.
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