14 agosto, 2012

DÁS-ME A MÃO, MÃE?


Dás-me a mão,
Mãe?

Sabes que sou grande de estatura,
mas sinto-me tão fraco e pobre,
para fazer a vontade
do teu Filho muito amado!


Dás-me a mão,
Mãe?

Tenho medo de cair,
de me arrastar pelo chão,
fraco no meu querer,
seguir em tudo Jesus,
e de nunca conseguir,
dizer o sim
que Tu disseste!
  

Dás-me a mão,
Mãe?

Tenho um rio pela frente,
de águas fundas e caudalosas,
inundadas de pecado,
que não me deixa seguir,
que não me deixa viver,
o caminho do crucificado!


Dás-me a mão,
Mãe?

Tu tens os braços compridos,
que chegam aqui à terra.
Puxa-me então para o Céu,
mesmo eu vivendo aqui,
puxa-me para junto de Ti,
porque onde Tu estás,
está Ele!


Dás-me a mão,
Mãe?

De tão indigno que sou,
nem levanto os olhos para Ele.
Diz-lhe Tu, Mãe,
que eu O amo,
que Lhe quero pertencer,
que apenas Lhe quero dizer:
Senhor, meu Deus,
aqui estou!

Monte Real, 14 de Agosto de 2012
Meditando na Festa da Assunção da Virgem Santa Maria
Joaquim Mexia Alves

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