11 dezembro, 2010

III - Tempo de Advento

 3.º Domingo do Advento - (12.12.10)


Advento não é propriamente preparar o Natal, mas celebrar a chegada do Senhor. Quais são os sinais da sua chegada?
As Leituras bíblicas são um convite muito forte para a ALEGRIA, porque o Senhor, que esperamos, já está connosco e com ele preparamos o Advento do seu Reino. 
Por isso, o 3º Domingo do Advento é chamado "Domingo da alegria".
 
A 1ª Leitura é um Hino à ALEGRIA. (Is 35,1-6a.10) O profeta deseja despertar e fortalecer a esperança dos exilados. O povo atravessava um dos piores períodos de sua história: Jerusalém e o templo destruídos, o povo deportado na Babilónia.
 
Mesmo assim, o profeta prevê a ALEGRIA dos tempos messiânicos:
fala do deserto que vai florir, da tristeza que vai dar lugar à alegria.
Ele libertará os cegos, os coxos, os mudos de suas doenças...
* São SINAIS que indicam a chegada de um mundo novo, onde não haverá mais lugar para a doença, a dor e o pranto.

Na 2ª Leitura, Tiago convida à espera com PACIÊNCIA. (Tg 5, 7-10)
No Evangelho, Jesus mostra que o mundo novo anunciado pelo Profeta já chegou. O texto tem 3 partes: (Mt 11,2-11)

1. A PERGUNTA de João Baptista:
João Baptista estava preso... por Herodes... por reprovar o seu comportamento...
No cárcere, ouve falar das obras de Cristo, tão diferente do esperado:
Ele anunciara um juiz severo que castigaria os pecadores...
Defronta-se com alguém que se acolhe nos pecadores.
Perplexo, envia a Jesus dois discípulos com uma pergunta:
"És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar por outro"?
2. A RESPOSTA de Jesus:
Jesus responde apontando seis sinais concretos de libertação, já anunciados por Isaías há muito tempo:
   "Ide contar a João o que estais a ouvir e a ver: cegos... paralíticos... leprosos... surdos... mortos... pobres evangelizados..."
E acrescenta:  "Feliz quem não se escandalizar de mim..."
* Jesus mostra a João que as suas obras comprovam a era messiânica, mas sob a forma de actos de salvação, não de violência e castigo.

3. O TESTEMUNHO de Jesus sobre João:
- João Batista não é um CANIÇO que verga conforme o vento:
  não é um pregador oportunista que se adapta conforme a situação.
- Não é um CORRUPTO que vive na fortuna e no luxo...
- É muito mais que um PROFETA... "É o maior dos nascidos de mulher".
= Mas, com surpresa, acrescenta:
   "No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele".
   * Os que já pertencem ao Reino transcendem àqueles que o precederam e prepararam.

Declaração implícita da superioridade do Novo sobre o Antigo Testamento; da Igreja sobre a Sinagoga; da Lei de Cristo sobre a Lei de Moisés.
+ A Ação libertadora de Deus deve continuar na História
    através de gestos concretos dos seguidores de Cristo, a resposta de Jesus a João Batista foi clara:
"Ide contar a João o que estais a OUVIR e a VER..."
Pelos "sinais", que podiam ver e ouvir, Jesus comprovava a presença salvadora e libertadora de Deus no meio dos homens.
Para perpetuar no mundo a acção salvadora e libertadora de Deus, os "Sinais", que Jesus realizava então, devem continuar a acontecer agora, através dos seus seguidores. 
- Na nossa vida e nas nossas comunidades há gestos de salvação e libertação que são sinais de que o Reino de Deus já chegou?
- Os "surdos", fechados num mundo sem comunicação e sem diálogo, encontram em nós a Palavra viva de Deus que os desperta para a comunhão e para o amor? 
- Os "cegos", encerrados nas trevas do egoísmo ou da violência, encontram em nós o desafio que Deus lhes apresenta de abrir os olhos à luz?
- Os "coxos", privados de movimento e de liberdade, escondidos atrás das grades em que a sociedade os encerra, encontram em nós a Boa Nova da liberdade?
- Os "pobres", sem voz nem dignidade, sentem em nós o amor de Deus?
   * O que significa hoje recuperar a vista aos cegos, a capacidade de andar aos coxos, a audição aos surdos, a ressurreição aos mortos?
+ A Liturgia de hoje é um convite forte à alegria:
   "Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo:
    alegrai-vos: o Senhor está perto". (Ant de Entrada)
O mundo vive carente de alegria.
A depressão tornou-se a doença dos tempos modernos.
Muitos, na ânsia de ter alegria, agarram-se a coisas e pessoas que, só lhes conseguem proporcionar momentos fugazes de prazer. 

A Boa Nova trazida no Natal é mensagem de alegria...
Gabriel na anunciação... Isabel na visitação... Maria no Magnificat... os Anjos aos pastores...
A ALEGRIA é uma característica das nossas Comunidades?
Somos semeadores de alegria ou motivo de dor e tristeza?


Meditação: P. António Geraldo Dalla Costa
Ilustração: Nelso Geraldo Ferronatto
Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com
             Transcrição/passagem para português, de Portugal:
 L. Santos

08 dezembro, 2010

Quadra Natalícia

















2010   

Joga-te nas mãos de Deus!

Cardeal-Patriarca quer Igreja em missão

Lisboa, 8 de Dezembro de 2010
D. José Policarpo preside à celebração da Imaculada Conceição

O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, pediu hoje que a Igreja seja capaz de sair em missão, com um “ardor sempre novo”.
“Ainda hoje Deus consagra e envia em missão. Só a acção do seu Espírito em nós nos prepara para a missão, para a aceitar e para a realizar”, disse.
D. José Policarpo falava na homilia da missa da solenidade da Imaculada Conceição, a que presidiu na Sé de Lisboa.
O Patriarca afirma que o segredo da nova evangelização está em "viver, com um ardor sempre novo, a consagração de Deus, aprofundando e radicalizando em cada expressão da vida, a natureza que nos foi dada e a radicalidade do amor de Cristo e exprimindo essa consagração na missão”.
“A vida daqueles que Cristo consagrou é, toda ela, missão, desejando que o Senhor nos liberte do pecado e crie em nós um coração puro, capaz de amar e servir o desígnio de Deus. Toda a missão exige um coração imaculado”, prossegue.
Para D. José Policarpo, a história da humanidade é uma “longa busca da pátria celeste”.
“Deus envia continuamente mensageiros, seus porta-vozes, a suscitar nos homens esse desejo, e a ajudá-los a viver a sua história presente, como uma busca contínua do Reino dos Céus”, assinalou.
Numa referência à celebração deste dia 8 de Dezembro, o Cardeal-Patriarca indicou que “a transformação do nosso coração pecador é também o fruto maravilhoso do amor maternal de Maria”.
“Sermos amados por uma Coração Imaculado, purifica o nosso coração”, concluiu.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

04 dezembro, 2010

II - Tempo de Advento




II Domingo do Advento (5.12.10)

  "Convertei-vos

Na nossa caminhada para o Natal, a Liturgia deste Domingo convida a despir-mo-nos dos valores efémeros e egoístas que muitas vezes nos fascinam, para  dar lugar, em nós, aos valores do Reino de Deus.
As Leituras bíblicas apresentam duas figuras típicas do ADVENTO:
 
 
ISAÍAS 
e
JOÃO BAPTISTA



.
Na 1ª Leitura, ISAÍAS apresenta um Enviado de Javé, descendente de David,  com a missão de construir um Reino de Justiça e Paz. (Is 11,1-10)
É uma das maiores profecias do Antigo Testamento referentes ao Messias,  com que o profeta reaviva a esperança do seu povo, diante das ameaças do imperialismo dos assírios.
O Poema dá as características:
 - Será descendente de DAVI: (Jessé é Pai de Davi)
    "Naqueles dias, do tronco de Jessé sairá um ramo e um broto de sua raiz".
- Será animado pelo ESPÍRITO de Deus: (Como na Criação)
  Sobre ele pousará o Espírito do Senhor: Espírito de sabedoria e inteligência, de conselho e de fortaleza, de conhecimento e de temor de Deus (de piedade).
   * É esta a origem da nossa lista dos 7 dons do Espírito Santo.
- Será portador da JUSTIÇA e da PAZ: "Trará justiça para os humildes..."
   Haverá a reconciliação da Criação: voltará a harmonia perdida entre o homem e a natureza, entre os animais selvagens e domésticos....

    Jesus é o "Messias"  que veio tornar realidade o sonho do profeta.
   Ele iniciou esse "Reino" novo de justiça, de harmonia, de paz sem fim...
   Cheio do Espírito de Deus, ele passou pelo mundo convidando os homens a tornarem-se "filhos de Deus" e a viverem no amor e na partilha.
- Mas a profecia está longe de sua completa realização.
  O Reino novo trazido por Jesus só poderá estabelecer-se a partir de nossa conversão pessoal, familiar e comunitária.


Na 2ª Leitura, Paulo exorta os cristãos de Roma a viverem no amor, dando testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia, a fim de que louvem a Deus, com um só coração e uma só alma. (Rm 15,4-9)

No Evangelho, JOÃO BATISTA anuncia que esse Reino está próximo, mas para que se torne realidade precisa CONVERTER-SE. (Mt 3,1-12):
- Personalidade: É uma figura impressionante, que fascina o povo;
   Tem um estilo de vida austera: no vestir, no comer, no falar, no morar...  
   Vive no "DESERTO", lugar das privações, do despojamento, mas também lugar tradicional dos encontros entre Deus e Israel.
- Mensagem: É um apelo à CONVERSÃO
   "Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo..."
   "Preparai o caminho do Senhor: endireitai as veredas para ele."
- Reacção ao Anúncio:
   - O Povo simples: reconhece os seus erros e pede o Baptismo...
   - Os Fariseus e Saduceus: vão ao encontro de João por curiosidade apenas... e são desmascarados: "Raça de cobras venenosas... produzam frutos que a conversão exige e não se iludam a si mesmos, dizendo:‘Abraão é nosso Pai' ".

 - O Batismo de João: consistia na imersão na água do rio Jordão para as pessoas que aderiam a esse apelo de conversão. 
Significava o arrependimento, o perdão dos pecados e a agregação ao povo fiel. Mas ele avisa, que aquele que vem depois dele:  



"baptizará no ESPÍRITO SANTO e no fogo..."




- Portanto o Baptismo de Jesus vai muito além do baptismo de João:
  Confere, a quem o recebe, a vida de Deus e torna-o filho de Deus; incorpora-o à Igreja e torna-o participante da missão da Igreja, no mundo...
- É um quadro de vida completamente novo, uma relação de filiação com Deus e de fraternidade com Jesus e com todos os outros baptizados. É um SACRAMENTO.
+ A Voz de João Baptista continua a convidar à CONVERSÃO...
Não é possível acolher "aquele que vem" se o nosso coração estiver cheio de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de preocupação com os bens materiais.
Se quisermos celebrar a vinda do Senhor e participar do seu Reino, devemos preparar o caminho, mudar o nosso coração.
Nesse itinerário, não há espaço para a hipocrisia.
Não bastam as aparências, apenas dizer que somos cristãos porque recebemos o baptismo.
A Conversão deve ser comprovada pela acção.
  
+ Os Frutos de conversão comprovam a autenticidade da nossa conversão:
Não bastam alguns sentimentos religiosos... ou algumas práticas piedosas...
Precisamos apresentar frutos de conversão: Paz, Fraternidade, Justiça...
- Quais os caminhos tortos, que devemos endireitar?
- Quais os frutos de conversão que Deus espera de nós, neste Advento, em preparação para o Natal?
- Estamos convencidos de que, se não dermos esse passo, nunca  haverá Natal em nós, nem mesmo no dia 25 de Dezembro?
Deus espera que tenhamos a coragem de dar esse passo!... 
                  

Meditação: P. António Geraldo Dalla Costa CS
Ilustração: Nelso Geraldo Ferronatto
Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com
Transcrição e passagem para português, de Portugal:  L. Santos

01 dezembro, 2010

O segredo da Oração Respondida


Anatoli Levitin, um escritor e historiador russo, passou anos numa prisão na Sibéria onde as petições a Deus pareciam ficar congeladas no chão. Contudo, ele voltou muito bem ajustado espiritualmente. "O maior milagre de todos é a oração", escreveu ele. "Eu preciso apenas de me voltar mentalmente para Deus e imediatamente sinto uma força que toma conta da minha alma, de todo o meu ser. O que é isto? Onde eu, um homem velho e insignificante, cansado da vida, pode obter esta força que me renova e me salva, elevando-me acima da terra? Ela vem de fora de mim, e não há poder no mundo que possa resistir a ela".
Aqui veremos como a oração nos pode ajudar a edificar uma forte relação com Deus e uma vida cristã vibrante.

1. CONVERSANDO COM DEUS

Como podemos ter a certeza de que Deus nos ouve quando oramos?

"Invocar-me-eis e vireis suplicar-me, e EU VOS ATENDEREI. Buscar-me-eis e Me encontrareis se Me procurardes de todo o coração." Jeremias 29, 12-13.

Que certeza Jesus nos dá de que nos ouve e responde às orações?

"Digo-vos pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á." Lucas 11, 9.
.
A oração é uma conversa que envolve falar e ouvir. É isto que Jesus nos promete:

"Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele, e ele comigo." Apocalipse 3, 20.

Como é possível sentar-se e ter uma boa conversa na hora de jantar, com Cristo?
Primeiramente, apresentando-Lhe em oração o que se passa no nosso coração. Segundo, ouvindo-O atentamente. Ao meditarmos em oração, Deus fala directamente connosco. E, ao lermos a Palavra de Deus com devoção, Deus fala-nos através de suas páginas.
A oração pode-se tornar num estilo de vida para o cristão.

"ORAI SEM CESSAR. Em tudo dai graças. Esta é, de facto, a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo." I Tessalonicenses 5, 17-18.

Como podemos orar "continuamente"? Precisamos de ficar de joelhos todo o tempo ou repetir continuamente frases de adoração e petição? Claro que não. Devemos viver tão intimamente ligados a Jesus, de forma a que possamos ter liberdade para falar com Ele a qualquer hora e em qualquer lugar.
Entre as pessoas, na rua, ou no meio de uma transacção comercial, podemos elevar a Deus um pedido, solicitando o apoio divino... A porta do coração deveria estar constantemente aberta, pedindo sempre a Jesus para habitar em nós, como hóspede celestial.
Uma das melhores maneiras de desenvolver este tipo de relação íntima é aprender a meditar enquanto oramos.

"Que o meu Cântico Lhe seja agradável, pois no SENHOR encontro a minha alegria."Salmo 104, 34.

Não ore, apresentando rapidamente a sua lista de pedidos. Espere. Ouça. Um pouco de reflexão durante a oração pode enriquecer grandemente o seu relacionamento com Deus.

"Aproximai-vos de Deus, e Ele aproximar-se-á de vós…" Tiago 4, 8.

Quanto mais perto chegarmos de Jesus, mais seremos capazes de experimentar a Sua presença. Por esta razão, continue a falar sempre com Jesus através dos seus pensamentos. Não se preocupe com as palavras certas, apenas fale honesta e abertamente com Ele. Fale sobre tudo. Ele (Jesus) teve que passar pela própria agonia da morte para poder tornar-se seu Amigo Íntimo.

2. COMO ORAR

Quando entrar em oração, talvez deseje seguir o esboço da Oração do Senhor, o modelo de oração ensinado por Jesus aos Seus discípulos em resposta ao pedido: "Senhor, ensina-nos a orar".

" ‘Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o Teu nome, venha o teu Reino; faça-se a Tua vontade, como no Céu, assim também na terra. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia; perdoa as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’ Porque se perdoares aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará as vossas." Mateus 6, 9 a 14.

De acordo com o padrão que Jesus deu, na Sua oração, devemos dirigir-nos a Deus, como nosso Pai celestial. Peça-Lhe que a Sua vontade tome conta do seu coração, da mesma forma que essa vontade é feita nos céus. Nós O buscamos para saciar as nossas necessidades físicas, obter perdão, e para ter uma atitude de perdão para com os outros. Lembre-se de que a nossa capacidade de resistir ao pecado vem de Deus. A oração de Cristo termina com expressões de louvor.

Noutra ocasião, Jesus ensinou os Seus discípulos a orarem ao Pai "em Meu nome" (João 16, 22), isto é, para orar em harmonia com os princípios de Jesus. Esta é a razão pela qual os cristãos normalmente terminam as suas orações com as palavras: "Em nome de Jesus, Amém!" O amém é uma palavra hebraica que significa "Assim seja!".

Apesar da Oração do Senhor nos dar directrizes sobre o que orar e como formular uma oração, a nossa comunicação com Deus funciona melhor como uma composição espontânea de nosso coração.

Podemos orar sobre qualquer coisa. Deus convida-nos a orar pelo perdão dos nossos pecados (I João 1, 9), pelo aumento de nossa fé (Marcos 9, 4), pelas necessidades da vida (Mateus 6, 11), pela cura do sofrimento e da dor (Tiago 5, 15), e pelo derramamento do Espírito (Zacarias 10, 1). Jesus assegura-nos que podemos entregar todas as nossas necessidades e preocupações a Ele; nada é muito pequeno que não seja motivo de oração.

"Confiai-Lhe todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós." I Pedro 5, 7.

O nosso Salvador está interessado em cada detalhe de nossas vidas. O seu coração fica feliz quando os nossos corações O alcançam em amor e fé.

3. A ORAÇÃO INDIVIDUAL

A maioria de nós tem coisas que hesita compartilhar, até mesmo com os nossos amigos mais íntimos. Por esta razão, Deus convida-nos a aliviarmos a nossa carga, em oração particular: conversando com Ele, tu a tu. Ele não precisa de qualquer informação. O Todo-Poderoso conhece os nossos medos mais secretos, os nossos motivos mais escondidos, e os nossos ressentimentos enterrados no mais profundo do nosso ser, melhor do que nós mesmos. Mas precisamos sim, de abrir o nosso coração Àquele que nos conhece intimamente e nos ama infinitamente. A cura pode começar quando Jesus tem acesso às nossas feridas.

Quando oramos, Jesus, nosso Sumo Sacerdote, está próximo de nós para ajudar-nos:

“De facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado. Aproximemo-nos, então, com grande confiança, do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e encontrar graça para uma ajuda oportuna." Hebreus 4,15-16.

Sente-se ansioso, e stressado ou culpado? Coloca tudo diante do Senhor. Só assim, então, Ele pode suprir todas as nossas necessidades.

Deveríamos ter algum lugar especial para fazermos a nossa oração particular?

"Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta reza em segredo a teu Pai, pois Ele que vê o oculto, há-de recompensar-te." Mateus 6, 6.

Em acréscimo à oração que podemos fazer enquanto andando pela rua, trabalhando, ou usufruindo de uma reunião social, cada cristão deveria estabelecer um momento especial para a oração pessoal e estudo da Bíblia. Faça o seu encontro diário com Deus num momento em que se sinta mais atento e possa concentrar-se melhor.

4. ORAÇÃO COLECTIVA (pública ou familiar)

Orar com outras pessoas cria uma união especial e convida o poder de Deus a actuar de maneira especial.

"Pois onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estarei no meio deles." Mateus 18, 20.

Uma das maiores coisas que podemos fazer como família é desenvolver uma vida conjunta de oração. Mostre aos seus filhos que levamos as nossas necessidades, directamente a Deus. Eles irão entusiasmar-se com Deus, ao perceberem as Suas respostas nos detalhes práticos da vida. Faça do culto familiar um momento alegre e relaxado, compartilhando a vida entre todos.

5. OS SETE SEGREDOS DA ORAÇÃO RESPONDIDA

Quando Moisés orou, o Mar Vermelho dividiu-se. Quando Elias orou, o fogo desceu dos céus. Quando Daniel orou, um anjo fechou a boca dos leões. A Bíblia apresenta-nos muitos relatos de orações respondidas. E ela recomenda-nos a oração como a forma de nos apoderarmos do poder infinito de Deus. Jesus promete:

"Se me pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei." João 14, 14.

Ainda assim, algumas orações parecem que não foram percebidas. Porquê? Aqui estão sete princípios que o ajudarão a orar mais eficientemente:

(1) MANTENHA-SE LIGADO A CRISTO

"SE PERMANECEREM EM MIM, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e assim vos acontecerá." João 15, 7.

Quando priorizamos o nosso relacionamento com Deus e nos mantemos continuamente em contacto com Ele, ouviremos e buscaremos respostas às nossas orações que, de maneira, passariam despercebidas.

(2) MANTENHA A CONFIANÇA EM DEUS

"Tudo quanto pedirdes COM FÉ, na oração, havereis de recebê-lo." Mateus 21, 22.

Crer ou ter fé significa que estamos realmente a esperar que o nosso Pai celestial supra as nossas necessidades. Se está preocupado com a sua falta de fé, lembre-se de que o nosso Salvador fez um milagre em favor de um homem que clamava em desespero:

"… Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!" Marcos 9, 24.

Concentre-se apenas no exercício da fé que JÁ tem; não se preocupe com a fé que AINDA NÃO tem.

(3) SUBMETA-SE HUMILDEMENTE À VONTADE DE DEUS

"Esta é a plena confiança que nele temos; se lhe pedirmos alguma coisa SEGUNDO A SUA VONTADE, Ele ouve-nos." I João 5, 14.

Lembre-se que Deus deseja ensinar-nos algo,na oração, além de nos conceder coisas. Por isso, algumas vezes Ele diz: "Não"; noutras, Ele nos conduz em direcção diferente. A oração é uma maneira de conseguirmos mais e mais intimidade com a vontade de Deus. Precisamos de ser sensíveis às respostas de Deus e aprender delas. Manter um registo de pedidos específicos e as respostas recebidas serão de grande utilidade.

O Espírito Santo ajudá-lo-á a pedir correctamente, pois "…é de acordo com Deus que o Espírito intercede pelos santos" (Romanos 8, 27). Lembre-se de que a nossa vontade seria sempre igual à vontade de Deus se pudéssemos ver o que Ele vê.

(4) ESPERE PACIENTEMENTE EM DEUS

"Invoquei o Senhor com toda a confiança; Ele inclinou-se para mim e ouviu o meu clamor." Salmo 40, 2.

O ponto principal aqui é manter a mente em Deus, manter o seu foco na solução que Ele dá. E não pedir a ajuda de Deus num momento, e no momento seguinte, tentar afogar as  mágoas, na busca de algum tipo de prazer. Esperemos pacientemente pelo Senhor; precisamos muito dessa disciplina nas nossas vidas.

(5) NÃO SE AGARRE A ALGUM PECADO ACARICIADO

"Se a maldade estivesse no MEU CORAÇÃO, o Senhor não me teria escutado." Salmo 66, 18.

Pecados acariciados impedem a actuação do poder de Deus na nossa vida; eles separam -nos de Deus (Isaías 59, 1-2). Não podemos agarrar o pecado com uma mão e procurar a ajuda divina com a outra. Uma confissão e arrependimento sinceros solucionam este problema.

Se não estivermos dispostos a permitir que Deus nos liberte dos pensamentos, palavras e maus actos, as nossas orações não serão eficientes.

"Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para satisfazeres os vossos prazeres." Tiago 4, 3.

Deus não vai responder "sim" às suas orações egoístas.

Mantenha os ouvidos abertos à lei de Deus e à Sua vontade, e Ele manterá os ouvidos abertos às suas petições.

"Aquele que tapa os ouvidos para não ouvir a lei, até a sua oração será abominável." Provérbios 28, 9.

(6) SINTA A NECESSIDADE DE DEUS

Deus responde àqueles que pedem a Sua presença e poder nas suas vidas.

"Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados." Mateus 5, 6.

(7) PERSEVERE EM ORAÇÃO

Jesus ilustrou a necessidade de perseverar nos nossos pedidos, através da história de uma viúva persistente que continuamente apresentava o seu pedido a um juiz. Finalmente, o juiz disse, em exasperação: "Contudo, já que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe a vontade, para que me deixe de vez e não volte a importunar-me". Então, Jesus concluiu: "E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite, e há-de fazê-los esperar?" (Lucas 18, 5 e 7).
Discuta todas as suas necessidades, esperanças e sonhos com Deus. Peça por alguma bênção em particular, por ajuda nos momentos de necessidade. Continue a buscar e a ouvir, até que aprenda algo, da resposta de Deus.

6. OS ANJOS SUPREM A NECESSIDADE DAQUELES QUE ORAM
O salmista se regozijou com o ministério dos anjos do Senhor por suas orações terem sido respondidas:

"Enaltecei comigo o Senhor…; Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atendo-o e liberta-o das suas angústias. O anjo do Senhor protege os que O temem, e livra-os do perigo." Salmo 34, 4, 7a 8.

Quando oramos, Deus envia anjos como resposta às nossas orações (Hebreus 1, 14). Cada cristão tem a companhia de um anjo da guarda:

"Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, Pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu." Mateus 18, 10.

Por causa de nossas orações:

"… O Senhor está próximo. Por nada vos deixeis inquietar, pelo contrário: em tudo, pela oração e pela prece, apresentai os vossos pedidos a Deus em acção de graças. Então a paz de Deus, que ultrapassa toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus." Filipenses 4, 5-7.

7. O ESTILO DE VIDA CRISTÃO

A Bíblia descreve um estilo de vida cristão bem peculiar. De acordo com Efésios 4, 22-24, o cristão deve "despir-se" do antigo estilo de vida que é o resultado de "desejos enganosos" e "revestir-se" do novo estilo de vida, que é o de ser: "criado para ser semelhante a Deus". Nessa passagem, descobrimos que no novo nascimento, somos "recriados" para sermos um tipo diferente de pessoas, em Cristo.

Fonte: http://www.jesusvoltara.com.br
Adaptação para português de Portugal: GOVV