29 março, 2020

A oração do Papa Francisco pelos que choram

 
 
Na Missa na casa de Santa Marta, na manhã deste domingo (29/03), o Papa rezou por aqueles que se encontram na dor neste tempo de aflição. Na homilia, recordou que também Jesus chorou: muitas pessoas choram, peçamos a graça de saber chorar com elas
 
VATICAN NEWS

Francisco presidiu a Santa Missa na manhã deste dia 29 de março, no V Domingo da Quaresma. São três semanas que a celebração eucarística na Capela da Casa Santa Marta é transmitida em streaming por desejo do Papa, que quer chegar aos fiéis que não podem participar da Missa por causa da pandemia do coronavírus. Hoje, Francisco rezou pelos aflitos.

Penso em muitas pessoas que choram: pessoas isoladas, pessoas em quarentena, os anciãos sós, pessoas internadas e as pessoas em terapia, os pais que vêem que, como falta o salário, não conseguirão dar de comer aos filhos. Muitas pessoas choram. Também nós, no nosso coração, as acompanhamos. E não nos fará mal chorar um pouco com o pranto do Senhor por todo o seu povo.

Na homilia, comentando o Evangelho de João (Jo 11,3-7.17.20-27.33b-45) sobre a ressurreição de Lázaro, falou do choro de Jesus pelo amigo. Jesus chora com amor, chora com os seus que choram, chora sempre por amor, tem um coração repleto de compaixão. Hoje, diante de um mundo que sofre por causa da pandemia – perguntou –, somos capazes de chorar como Jesus? Muitos choram hoje. Peçamos a graça de chorar.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Jesus tinha amigos. Amava todos, mas tinha amigos com os quais mantinha uma relação especial, como se faz com os amigos, mais amor, mais confidência... E muitas, muitas vezes detinha-se na casa destes irmãos: Lázaro, Marta, Maria... E Jesus condoeu-se com a doença e a morte do seu amigo. Chega ao sepulcro e comove-se profundamente e estremecido interiormente perguntou: “Onde o colocastes?” E Jesus chorou. Jesus, Deus, mas homem, chorou. Noutra passagem do Evangelho diz-se que Jesus chorou:  quando chorou sobre Jerusalém. E com quanta ternura Jesus chora! Chora de coração, chora com amor, chora com os seus que choram. O pranto de Jesus. Talvez, tenha chorado outras vezes na vida – não sabemos -; certamente no Horto das Oliveiras. Mas Jesus chora sempre por amor.

Comoveu-se profundamente e estremecido chorou. Quantas vezes ouvimos no Evangelho esta comoção de Jesus, com aquela frase que se repete: “Vendo, teve compaixão”. Jesus não pode ver as pessoas e não sentir compaixão.Os seus olhos são com o coração; Jesus vê com os olhos, mas vê com o coração e é capaz de chorar.

Hoje, diante de um mundo que sofre tanto, de tantas pessoas que sofrem as consequências desta pandemia, eu me pergunto: sou capaz de chorar, como certamente o faria Jesus e o faz agora Jesus? O meu coração, assemelha-se ao de Jesus? E se é demasiadamente empedernido (mesmo se) sou capaz de falar, de fazer o bem, de ajudar, mas o coração não entra, não sou capaz de chorar, pedir esta graça ao Senhor: Senhor, que eu chore contigo, chore com o teu povo que sofre neste momento. Muitos choram hoje. E nós, deste altar, deste sacrifício de Jesus, de Jesus que não teve vergonha de chorar, peçamos a graça de chorar. Que hoje seja para todos nós o domingo do choro.

Por fim, o Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e a minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”).

Vídeo integral da Missa:



VN

28 março, 2020

ESTOU!.


 
 
Ao ver a imagem do Papa Francisco atravessando sozinho a Praça de São Pedro, senti-me um nada no meio de um mundo vazio.

Mas será que ele estava sozinho?
Não, não estava, pois com ele seguíamos todos nós que acreditamos e muito provavelmente até muitos que não acreditam.

Um homem de Deus nunca está só e muito menos um homem de e em Igreja.
Igreja não são paredes, portas ou janelas.
Igrejas são corações unidos em oração ao Deus que nunca falta no Seu próprio momento, no momento que só Ele sabe.

Não, o Papa Francisco não seguia sozinho!
Uma imensa multidão “igrejada” em Cristo acompanhava-o, mais do que o que o acompanhar, levantava-lhe os braços (Ex 17, 11-12) para Ele nunca esmorecer no combate que o próprio Cristo já ganhou para todos nós.

E são as nossas orações em casa, ou seja onde for, que sustentam esses braços levantados até à vitória da fé sobre a incredulidade, da confiança sobre o pessimismo, da esperança sobre o desânimo!

Deus à nossa chamada não responde “sim”, ou “quem fala”, ou “com quer falar”, responde sempre com voz forte e segura: ESTOU!

Não, a esperança não é a última que morre, apenas desaparece quando a vitória é alcançada em Deus.

Com o Papa somos um, como todos devemos ser um com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A Ressurreição é promessa já cumprida!


Marinha Grande, 28 de Março de 2020
Joaquim Mexia Alves
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O Papa: começa a ver-se pessoas com fome, a Igreja ajude quem sofre



Na Missa na Casa de Santa Marta neste sábado (28/03), Francisco renovou a sua oração pelas famílias que começam a sentir as consequências da pandemia do Covid-19. Na homilia, recordou os sacerdotes e as irmãs que não esqueceram pertencer ao povo e continuam a ajudar pobres e doentes também neste período 

VATICAN NEWS

Neste sábado (28/03), a 20ª Missa ao vivo em streaming da Capela da Casa de Santa Marta presidida pelo Papa Francisco após a suspensão, em Itália, e noutros países da celebração eucarística com a participação dos fiéis devido à pandemia do coronavírus. O Papa leu a Antífona de entrada: “As ondas da morte me cercavam, tragavam-me as torrentes infernais; na minha angústia, chamei pelo Senhor, do seu templo ouviu a minha voz” (Sl 17, 5-7). Na intenção de oração, dirigiu o seu pensamento àqueles que começam a sofrer as consequências económicas desta crise de saúde:

Nestes dias, em algumas partes do mundo, foram evidenciadas consequências – algumas  – da pandemia; uma delas é a fome. Começa-se a ver pessoas que têm fome, porque não podem trabalhar, não têm um trabalho fixo, e por muitas circunstâncias. Já começamos a ver o “depois”, que virá mais tarde, mas começa agora. Rezemos pelas famílias que começam a passar necessidade por causa da pandemia.

Na homilia, comentando o Evangelho do dia (Jo 7,40-53), Francisco afirmou com veemência que os sacerdotes e as irmãs fazem muito bem ao sujar as mãos ajudando os pobres e os doentes, também neste período. A “classe” sacerdotal jamais deve tornar-se uma elite fechada num serviço religioso separado do povo, jamais deve esquecer pertencer ao povo e a ele servir.

Texto integral da homilia transcrita pelo Vatican News:

“E cada um voltou para a sua casa”: após a discussão e tudo isto, cada um voltou às suas convicções. Há uma divisão no povo: o povo que segue Jesus o escuta – não se dá conta (do) muito tempo que passa escutando-o, porque a Palavra de Jesus entra no coração –, e o grupo dos doutores da Lei que à priori rejeitam Jesus porque não opera segundo a Lei, segundo eles. São dois grupos de pessoas. O povo que ama Jesus, o segue e o grupo dos intelectuais da Lei, os chefes de Israel, os líderes do povo. Isto se vê claro “quando os guardas (do Templo) voltaram para os sumos sacerdotes e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem.” Então os fariseus disseram-lhes: “Também vós vos deixastes enganar? Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!” Este grupo dos doutores da Lei, a elite, sente desprezo por Jesus. Mas também, sente-o pelo povo, “aquele povo”, que é ignorante, que não sabe nada. O santo povo fiel de Deus crê em Jesus, o segue, e esse grupinho de elite, os doutores da Lei, separa-se do povo e não recebe Jesus. Mas, como é possível, se eles eram ilustres, inteligentes, tinham estudado? Mas tinham um grande defeito: tinham perdido a memória da própria pertença a um povo.

O povo de Deus segue Jesus... não sabe explicar porque motivo, mas segu-o, chega ao coração, e não se cansa. Pensemos no dia da multiplicação dos pães: estiveram o dia inteiro com Jesus, ao ponto de os apóstolos dizerem a Jesus: “Despede-os, para que vão embora comprar comer”. Também os apóstolos se distanciavam, não os consideravam, não desprezavam, mas não consideravam o povo de Deus. “Que vão embora comer”. A resposta de Jesus: “Dai vós mesmos de comer a eles”. Reconduz os apóstolos ao povo.

Esta separação entre a elite dos dirigentes religiosos e o povo é um drama que vem de longe. Pensemos, também, no Antigo Testamento, na atitude dos filhos de Eli no Templo: usavam o povo de Deus; e se se vem a cumprir a Lei, alguns deles, um pouco ateus, diziam: “São supersticiosos”. O desprezo pelo povo. O desprezo por aquela gente “que não é educada como nós que estudamos, que sabemos...” Ao contrário, o povo de Deus tem uma grande graça: o faro: o faro de saber onde o Espírito está. É pecador, como nós: é pecador. Mas tem aquele faro para conhecer os caminhos da salvação.

O problema da elite, dos clérigos de elite como estes, é que tinham perdido a memória da própria pertença ao povo de Deus; sofisticaram-se, passaram a outra classe social, sentem-se dirigentes. Isto é o clericalismo, que já se verificava ali. “Mas, como é possível – ouvi estes dias –, como é possível que estas irmãs, estes sacerdotes que estão sadios vão levar comida aos pobres, e podem pegar o coronavírus? Diga à madre superiora que não deixe as irmãs saírem, diga ao bispo que não deixe os sacerdote saírem! Eles estão para os sacramentos! Mas para dar comida, que o governo providencie!” Disto se fala nestes dias: a mesma questão. “É gente de segunda classe: nós somos a classe dirigente, não devemos sujar as nossas mãos com os pobres”.

Muitas vezes penso: é boa gente – sacerdotes, irmãs – que não têm a coragem de ir servir os pobres. Falta alguma coisa. O que faltava a este povo, aos doutores da Lei. Perderam a memória, perderam aquilo que Jesus sentia no coração: que era parte do próprio povo. Perderam a memória daquilo que Deus disse a David: “Eu te peguei do rebanho”. Perderam a memória da própria pertença ao rebanho.

E estes, cada um, cada um voltou para a sua casa. Uma divisão. Nicodemos, que conseguia ver algo – era um homem inquieto, talvez não muito corajoso, demasiadamente diplomático, mas inquieto –, tinha estado com Jesus, mas era fiel naquilo que podia; procura fazer uma mediação e parte da Lei: “Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez? Eles responderam, mas não responderam à pergunta sobre a Lei: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta.” E assim acabaram a história.

Pensemos também hoje em tantos homens e mulheres qualificados no serviço a Deus que são bons e vão servir o povo; muitos sacerdotes que não se separam do povo. Anteontem recebi uma fotografia de um sacerdote, pároco numa localidade de montanha e de muitas pequenas localidades, num lugar onde cai neve, e na neve levava o ostensório às pequenas localidades para dar a bênção. Não se importava com a neve, não se importava com o ardor que o frio lhe provocava nas mãos em contato com o metal do ostensório: importava-se em levar Jesus ao povo. Pensemos, cada um de nós, de que parte estamos, se estamos no meio, um pouco indecisos, se estamos com o sentir do povo de Deus, do povo fiel de Deus que não pode falir: tem aquela infallibilitas in credendo. E pensemos na elite que se separa do povo de Deus, naquele clericalismo. E talvez nos faça bem a todos o conselho que Paulo dá a seu discípulo, o bispo, jovem bispo, Timóteo: “Recorda-te da tua mãe e de tua avó. Se Paulo aconselhava isso era porque bem sabia o perigo ao qual levava este sentido de elite na nossa direção.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual.  

A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no vosso e na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, desejo receber-vos na pobre morada que o meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”).

VN

27 março, 2020

Papa Francisco - Estamos todos “no mesmo barco”. Só "juntos" superamos esta crise



O Papa presidiu hoje no Vaticano a uma celebração extraordinária de oração, perante a pandemia da Covid-19, na qual afirmou que “só juntos” será possível superar esta crise. “Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos, todos”, disse, na homilia que proferiu durante a celebração, no adro da Basílica de São Pedro.

Numa celebração com transmissão televisiva e online para todo o mundo, Francisco começou por rezar pela humanidade, numa “dolorosa condição”, antes de refletir sobre a passagem do Evangelho em que Jesus dorme, enquanto uma tempestade assola o barco onde vai, com os discípulos. “A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades”, sustentou, perante a Praça de São Pedro vazia, por onde caminhou sozinho, numa tarde de muita chuva.

O Papa defendeu a necessidade de “despertar e ativar a solidariedade e a esperança”, para que todos sejam “capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar”.
“Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”.
A celebração de oração contou com momentos de adoração eucarística e com uma bênção especial ‘urbi et orbi’ [à cidade (de Roma) e ao mundo] – habitualmente reservada aos dias de Páscoa e Natal, além da eleição de um novo pontífice -, com possibilidade de indulgência plenária para os católicos. Esta é uma bênção exclusiva do Papa e está associada à remissão das penas pelos pecados cometidos (indulgência), de acordo com a doutrina católica.
Francisco lamentou que a humanidade tenha vindo a perder as suas “raízes” e a sua memória, ignorando os mais velhos, que apresentou como a “imunidade necessária para enfrentar as adversidades”. A intervenção destacou a importância de criar uma consciência de “pertença como irmãos”, travando a “avidez do lucro”, a pobreza e a destruição da natureza, num momento apresentado como “tempo de decisão”. “É o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros”, assinalou o pontífice.

Francisco elogiou as pessoas “exemplares” que têm dado a sua vida ao serviço dos outros, durante a pandemia. “Pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.

Com a custódia eucarística nas suas mãos, o Papa abençoou a cidade de Roma e o mundo, desde a porta principal da Basílica de São Pedro, num momento em que se misturaram os sons dos sinos no Vaticano e o das ambulâncias que circulavam na capital italiana.
Para esta oração, foram levados até ao Vaticano o ícone de Maria ‘Salus populi Romani’, que se venera na Basílica de Santa Maria Maior, local onde o Papa costuma rezar antes e depois de cada viagem internacional, para pedir a intercessão da Virgem Maria; e a cruz venerada na igreja de São Marcelo al Corso, um crucifixo considerado milagroso que, segundo a tradição popular, pôs fim à peste de 1522.
O mesmo ícone de Nossa Senhora foi levado em procissão pelo Papa Gregório I em 593, para pedir o fim da peste; em 1837, Gregório XVI rezou junto da imagem pelo final de uma epidemia de cólera.
Quanto ao crucifixo em madeira, da igreja de São Marcelo, foi abraçado por São João Paulo II no final da Jornada do Perdão durante o grande jubileu do ano 2000.
“No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado”, pediu Francisco.

Texto: Ecclesia
Foto: Vatican News

Patriarcado de Lisboa

Pelo fim da pandemia: Homilia integral do Santo Padre, Adoração ao Santíssimo e Bênção Urbi et Orbi



«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»
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HOMILIA DO SANTO PADRE

Adoração do Santíssimo

e Bêncão Urbi et Orbi

(«Sagrado» da Basílica de S. Pedro, 27 de março de 2020)

«Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer» (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro... E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» (4, 38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: «Não te importas de mim». É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De facto, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de «empacotar» e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente «salvadores», incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

Com a tempestade, caiu a maquilhagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso «eu» sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: «Convertei-vos…». «Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração» (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

«Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, «confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).

Vídeo completo:


VN

Papa Francisco: Abraçar o Senhor para abraçar a esperança



Com o cenário inédito da Praça de São Pedro vazia com o Papa Francisco diante da Basílica Vaticana, o Pontífice afirmou que é "diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos povos”. Francisco falou ainda da ilusão de pensar:que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente". 

Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano 

Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram no meio da tempestade causada pela pandemia do coronavírus.

Diante de uma Praça, São Pedro, completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração dos féis foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos.

E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”.
“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Andamos amedrontados e perdidos.”
Estamos todos no mesmo barco

Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, fazem-nos entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”.

Neste mesmo barco, tanto com os discípulos, como connosco agora, está Jesus. no meio da tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.” 

A ilusão de pensar que continuaríamos saudáveis num mundo doente

Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.
“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos num mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”
O Senhor então dirige-nos um apelo, um apelo à fé. Chama-nos a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.”   

A heroicidade dos anónimos

Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão a escrever hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.

“É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.

A tempestade mostra-nos que não somos auto-ssuficientes, que sozinhos afundamo-nos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar nas nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre. 

Temos uma esperança

No mei da tempestade, o Senhor interpela-nos e pede que despertemos. “Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”

Abraçar a sua cruz, explicou o Papa, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança.” Aqui está a força da fé e que liberta do medo. 

Francisco então concluiu:

 “Deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus.”

No final da homilia, o Pontífice adorou o Santíssimo e concedeu a bênção Urbi et Orbi, com anexa a Indulgência Plenária.


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Como acompanhar a oração do Papa com a bênção Urbi et Orbi

A partir das 18h00 (hora de Roma), o evento será transmitido ao vivo em
Mundovisão pelo Vatican Media e pode ser seguido nos vários idiomas
na Rádio Vaticano   (Vatican Media)

A oração e bênção 'Urbi et Orbi' do Papa Francisco na emergência do coronavírus, será transmitida ao vivo pelos canais do Vatican News. Àqueles que se unirão espiritualmente a este momento por meio dos media, será concedida a Indulgência Plenária segundo as condições estabelecidas no recente decreto da Penitenciária Apostólica. 

Gabriella Ceraso - Cidade do Vaticano 

Há uma grande expectativa em toda a Igreja pelo encontro de oração que o Papa propôs no Angelus do último domingo, convite reiterado na Audiência Geral.

O primeiro apelo a todos os cristãos concretizou-se na quarta-feira, 25 de março, na invocação ao Deus Todo-Poderoso por meio da oração do Pai Nosso, contemporaneamente com os Chefes das Igrejas e os líderes das comunidades cristãs.

Para esta sexta-feira 27 de março, o segundo compromisso é esperado, quando às 18 horas (17h em Portugal), católicos de todo o mundo são convidados a unirem-se espiritualmente ao Papa por meio dos media, que presidirá um momento de oração com  cerca de uma hora de duração, a partir do patamar da Basílica de São Pedro, com a Praça vazia, como ele mesmo anunciou em 22 de março no final da oração do Angelus:

Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, no final, darei a Bênção Urbi et Orbi, à qual está ligada a possibilidade de receber a indulgência plenária.

Como explica a Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta circunstância especial, nas proximidades da porta central da Basílica, será colocada a imagem da Salus Populi Romani e o Crucifixo milagroso da Basílica de São Marcelo.

Depois de ouvir a Palavra de Deus, o Papa Francisco fará uma meditação. O Santíssimo Sacramento será exposto no altar localizado no átrio da Basílica do Vaticano e, após a súplica, seguirá o rito da Bênção "Urbi et Orbi" com o Santíssimo.

Então o cardeal Angelo Comastri, arcebispo da Basílica de São Pedro, pronunciará a fórmula para a proclamação da indulgência.

A partir das 18h00 (hora de Roma), o evento será transmitido ao vivo em Mundovisão pelo Vatican Media e pode ser seguido nos vários idiomas na Rádio Vaticano na nossa homepage, na nossa página no Facebook (vaticannews.pt) e ao vivo no nosso canal do youtube.

Os horários nos diferentes países de língua portuguesa:

14 horas, horário de Brasília
16 horas Cabo Verde
17 horas Portugal
17 horas Guiné Bissau
17 horas São Tomé e Príncipe
18 horas Angola
19 horas Moçambique
2 A.M de sábado Timor Leste

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Indulgência plenária e possíveis absolvições coletivas por causa da emergência do coronavírus

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Covid-19: oração do Papa ao vivo na Língua de Sinais


 Praça de S. Pedro

O Vatican News ativou um canal em streaming na Língua de Sinais com vista ao momento extraordinário de oração do Papa Francisco, no adro da Basílica de São Pedro, nesta sexta-feira, 27 de março, pelo fim da pandemia de coronavírus. 

VATICAN NEWS

“Queremos responder à pandemia do vírus com a universalidade da oração.” Para tornar essa participação ainda mais universal, segundo as intenções do Papa Francisco, o momento extraordinário de oração desta sexta-feira, 27 de março, no adro da Basílica de São Pedro, às 18 horas locais, para invocar o fim da pandemia de Coronavírus, também pode ser seguido ao vivo pela internet, pelas pessoas com deficiência auditiva.

A Rádio Vaticano-Vatican News, além das transmissões tradicionais ao vivo em 8 línguas (italiano, inglês, francês, espanhol, português, alemão, árabe e chinês) ativou também um canal no YouTube para a tradução na Língua de Sinais. Basta acessar:


A tradução na Língua de Sinais será feita pela irmã Veronica Donatello, responsável pela Pastoral da Pessoa com Deficiência da Conferência Episcopal Italiana, e será realizada em colaboração com a TV2000.

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