28 junho, 2015

Angelus: a luz da fé cura e liberta da morte


(RV) Domingo, 28 de junho: oração do Angelus com o Papa Francisco na Praça de S. Pedro. Uma grande multidão de fiéis saudou o Santo Padre e ouviu-o referir-se ao Evangelho deste XIII Domingo do Tempo Comum, em que S. Marcos nos apresenta a passagem da menina de doze anos, filha de um dos líderes da Sinagoga, o qual se atira aos pés de Jesus suplicando que a sua filha não morra. Jesus diz-lhe para não temer e ter fé e ressuscitou a menina.
Neste domingo, no âmbito deste episódio, o Evangelista Marcos insere uma outra passagem: a da cura da mulher que há doze anos sofria de perda de sangue. Segundo, a cultura do tempo, esta mulher era impura. Mas ela toca Jesus, e o Senhor sentindo a sua aproximação cura-a dizendo-lhe que a sua fé a salvou.

O Papa Francisco resumiu o significado destes dois episódios evangélicos:

“Estes dois episódios – uma cura e uma ressurreição – têm um único centro: a fé. A mensagem é clara e pode-se resumir numa pergunta: cremos que Jesus nos pode curar e nos pode acordar da morte? Todo o Evangelho está escrito na luz desta fé: Jesus ressuscitou, venceu a morte e por esta vitória, também nós ressuscitaremos.”

O pesar do Papa pelos atentados na Tunísia, França e Kuwait



(RV) Em três telegramas assinados pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, o Papa Francisco condena novamente a violência que “gera tanto sofrimento” e pede ao Senhor o dom da paz, invocando a bênção divina sobre as famílias das vítimas e confiando à misericórdia de Deus os que perderam a vida.

No texto endereçado aos Núncios Apostólicos dos três países, o Papa se declara “profundamente entristecido” com os “actos barbáricos”, e encoraja a não abater-se diante do mal.

Em Sousse, na Tunísia, um tiroteio matou 39 pessoas. O ataque foi reivindicado pelo grupo do autoproclamado Estado Islâmico.

O grupo jihadista também assumiu a autoria de outro atentado no Kuwait, onde pelo menos 25 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas após uma explosão numa mesquita xiita durante as orações.

Sempre na sexta-feira, na França, uma pessoa invadiu de carro uma bomba de gás numa área industrial perto de Lyon, causando uma explosão. Duas pessoas ficaram feridas, e um corpo decapitado foi encontrado no local. Três suspeitos de envolvimento foram presos. Nenhum grupo reivindicou a autoria deste ataque. (BS/BF)

Papa Francisco institui a Secretaria para a Comunicação


(RV) Com uma Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, o Papa Francisco instituíu neste sábado (27/06) um novo Dicastério da Cúria Romana: a Secretaria para a Comunicação.

Depois de examinar relatórios e de ouvir o parecer unânime do Conselho de Cardeais, o Papa assim motivou a sua decisão: “O atual contexto comunicativo, caracterizado pela presença e pelo desenvolvimento das mídias digitais, pelos fatores da convergência e da interatividade, requer uma reformulação do sistema informativo da Santa Sé e uma reorganização que proceda decididamente rumo a uma integração e gestão unitária”. 

Deste modo, o Papa considera que todas os organismos que até o momento se ocuparam da comunicação sejam incorporadas num novo Dicastério da Cúria Romana, para responder “sempre melhor às exigências da missão da Igreja”.
        
Integram o novo Dicastério os seguintes organismos: Pontifício Conselho das Comunicações Sociais; Sala de Imprensa da Santa Sé; Serviço Internet Vaticano; Rádio Vaticano; Centro Televisivo Vaticano; L’Osservatore Romano; Tipografia Vaticana; Serviço Fotográfico; Livraria Editora Vaticana.

Esses organismos prosseguem suas próprias atividades, seguindo as indicações oferecidas pela Secretaria para a Comunicação, que a partir de agora assumirá também a gestão do site institucional da Santa Sé e o serviço Twitter do Papa: @pontifex

A Secretaria para a Comunicação iniciará suas funções no dia 29 de junho próximo, tendo como sede provisória a Rádio Vaticano.

O Papa nomeou como novo Prefeito da Secretaria o atual Diretor do Centro Televisivo Vaticano, Mons. Dario Edoardo Viganò; e como Secretário o Responsável pelo Serviço Internet Vaticano, Mons. Lucio Adrian Ruiz. O Diretor-Geral será Dr. Paolo Nusiner, Responsável pelo jornal Avvenire; e o Vice-Diretor o Dr. Giacomo Ghisani, Responsável pelas Relações Internacionais da Rádio Vaticano.

Papa Francisco e o Patriarcato Ecuménico de Constantinopla

(RV) Papa Francisco iniciou suas atividades, na manhã deste sábado (27/6), recebendo, na Biblioteca Apostólica Vaticana, uma Delegação do Patriarcado Ortodoxo Ecumênico de Constantinopla, vinda a Roma para participar da celebração de São Pedro e São Paulo.

Esta visita faz parte do tradicional intercâmbio de Delegações, por ocasião das respectivas festas dos Santos Padroeiros: 29 de junho, em Roma, a celebração dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo; e 30 de novembro, em Istambul (Turquia), a celebração de Santo André Apóstolo, irmão de São Pedro.

Ao acolher, fraternalmente, os representantes do Patriarcado de Constantinopla, guiados pelo Metropolita Giovanni, o Papa Francisco disse:

“A sua presença nas celebrações da nossa festa testemunha, mais uma vez, a profunda relação que une as Igrejas irmãs, de Roma e Constantinopla, representada pelo vínculo que liga os respectivos Santos Padroeiros das nossas Igrejas, os Apóstolos Pedro e André, irmãos de sangue e na fé, unidos no ministério apostólico e no martírio”.

Aos veneráveis irmãos presentes, o Bispo de Roma recordou, com gratidão, a calorosa recepção que lhe foi reservada, no Fanar, pelo amado irmão Bartolomeu, pelo clero e pelos fiéis do Patriarcado Ecumênico, por ocasião da festa de Santo André, em novembro passado.

A vigília da festa e, depois, na Divina Liturgia, na igreja Patriarcal de São Jorge, acrescentou o Papa, deram-nos a possibilidade de louvar juntos o Senhor e de pedir-lhe, conjuntamente, que se aproxime o dia do pleno restabelecimento da comunhão visível entre ortodoxos e católicos.

O abraço de paz com o Patriarca Bartolomeu, recordou ainda Francisco, foi sinal eloquente daquela caridade fraterna, que nos anima no caminho da reconciliação, que, um dia, permitirá participarmos juntos da mesma Mesa Eucarística:

“Espero, portanto, que possam se multiplicar as ocasiões de encontro, de intercâmbio e de colaboração entre os fiéis católicos e os ortodoxos, de modo que possamos superar os preconceitos, as dificuldades e as incompreensões, consequentes de uma longa separação”.

Francisco concluiu o seu breve pronunciamento à Delegação Ecumênica agradecendo a sua presença e os sentimentos de cordial solidariedade, e enviando suas sinceras saudações fraternas à Sua Santidade, o Patriarca Bartolomeu, e ao Santo Sínodo.

27 junho, 2015

Santa Sé e Palestina assinam oficialmente acordo global

(RV) Nesta sexta-feira dia 26 de junho foi assinado oficialmente o Acordo global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina. O Acordo foi assinado, por parte da Santa Sé, pelo Secretário para as Relações com os Estados, o Arcebispo Paul Richard Gallagher e pelo lado do Estado da Palestina, por Riyad al-Malki, Ministro das Relações Exteriores.

O Acordo Global, constituído de um Preâmbulo e de 32 artigos, divididos em 8 capítulos, refere-se aos aspetos essenciais da vida e da atividade da Igreja no Estado da Palestina. Ao mesmo tempo, reafirma o apoio a uma solução negociada e pacífica da situação na região.

De destacar o Preâmbulo do Acordo que refere alguns pontos-chave: a autodeterminação do povo palestiniano, o objetivo da solução de dois Estados (Two-State solution), o significado não-simbólico de Jerusalém, o caráter sagrado da cidade para hebreus, cristãos e muçulmanos e o seu valor religioso universal e cultural como tesouro para toda a humanidade e ainda os interesses da Santa Sé na Terra Santa.

O reconhecimento do Estado da Palestina  por parte da Santa Sé é o resultado do Acordo Básico, assinado entre a Santa Sé e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), datado de 15 de fevereiro do ano 2000, e das negociações de uma Comissão bilateral, realizadas nos últimos anos. (RS)

26 junho, 2015

Papa: não se pode fazer comunidade sem proximidade

(RV) Sexta-feira, 26 de junho: o Papa Francisco afirmou na homilia em Santa Marta que não se pode fazer comunidade sem proximidade. Segundo o Santo Padre, os cristãos devem-se aproximar e estender a mão àqueles que a sociedade tende a excluir, como fez Jesus com os marginalizados do seu tempo. É isso que faz da Igreja uma verdadeira “comunidade”.

O Papa centralizou a sua homilia na passagem do Evangelho do dia, em que um leproso toma coragem, prostra-se diante de Jesus e lhe diz: “Senhor, se quiseres, tens poder para purificar-me”. Jesus toca-o e cura-o. Aproximando-se dos excluídos do seu tempo, Jesus “sujou” as mãos tocando os leprosos. E, assim, ensinou à Igreja “que não se pode fazer comunidade sem proximidade” – afirmou o Papa Francisco:

“Não se pode fazer comunidade sem proximidade. Não se pode fazer a paz sem proximidade. Não se pode fazer o bem sem aproximar-se. Jesus poderia muito bem ter dito: ‘Sê purificado!’. Mas não: aproximou-se e tocou-o. E mais! No momento em que Jesus tocou o impuro, tornou-se também ele impuro. E este é o mistério de Jesus: toma para si as nossas sujidades, as nossas impurezas. Paulo di-lo bem: ‘’Sendo igual a Deus, esvaziou-se a si mesmo. Depois Paulo vai além: ‘Fez-se pecado. Jesus faz-se pecado. Jesus excluiu-se, tomou para si a nossa impureza para aproximar-se de nós”.

Lição do Evangelho do dia é também o convite que Jesus faz ao leproso curado: “Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta prescrita por Moisés, para que lhes sirva de prova”. Jesus faz isto porque, para além da proximidade, para Jesus é fundamental também a inclusão – sublinhou o Santo Padre:

“Tantas vezes penso que seja, não digo impossível, mas muito difícil fazer o bem sem sujar as mãos. E Jesus sujou-se. Proximidade. E depois vai para além. Disse-lhe: ‘Mostra-te aos sacerdotes e faz o que se deve fazer quando um leproso é curado’. A quem estava excluído da vida social, Jesus inclui: inclui na Igreja, inclui na sociedade … ‘Vai, para que todas as coisas sejam como devem ser’. Jesus nunca marginaliza ninguém. Marginaliza-se a si mesmo, para incluir os marginalizados, para nos incluir, pecadores, marginalizados, com a sua vida”.

O Papa Francisco concluiu a sua homilia afirmando que ‘proximidade’ é uma bela palavra que convida a um exame de consciência: “Eu sei aproximar-me?”. Tenho “ânimo, força, coragem de tocar os marginalizados?”. Uma pergunta para refletirem “as paróquias, as comunidades, os consagrados, os bispos, os padres”, enfim, “todos nós” – declarou o Santo Padre. (RS)