24 abril, 2013

PAPA FRANCISCO - Audiência Geral


Praça de São Pedro

 
Quarta-feira, 24 de Abril de 2013


Locutor:

No Credo, confessamos que Jesus «de novo há-de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos». O pensamento do Juízo final não nos deve assustar, mas impelir-nos a viver melhor o presente. Com efeito, a história humana começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e termina com o Juízo final realizado por Cristo. Agora encontramo-nos no tempo intermédio, à espera da sua segunda Vinda: um tempo em que devemos manter acesas as nossas lâmpadas da fé, da esperança e da caridade. Neste tempo de espera, temos de pôr a render os talentos que Deus nos deu; sobretudo nestes dias de crise, é importante que cada um não enterre os seus talentos, mas se abra e seja solidário com o outro. Deus oferece-nos, com misericórdia e paciência, este tempo para aprendermos a reconhecê-Lo nos pobres e nos humildes e perseverarmos vigilantes no amor. Possa o Senhor, no fim da nossa vida e da nossa história, reconhecer-nos como servos bons e fiéis!

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Santo Padre:

Carissimi pellegrini di lingua portoghese, benvenuti! Saluto con affetto i gruppi del Portogallo e del Brasile, in particolare i fedeli delle parrocchie «Divino Pai Eterno» in Goiânia e «São Pedro de Vila Rica», incoraggiandovi tutti a scommettere su ideali grandi, ideali di servizio che allargano il cuore e rendono fecondi i vostri talenti. Fidatevi di Dio, come la Vergine Maria!

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Locutor: [Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Saúdo com afecto os grupos de Portugal e do Brasil, em particular os fiéis das paróquias Divino Pai Eterno de Goiânia e São Pedro de Vila Rica, encorajando-vos a todos a apostar em ideais grandes, ideais de serviço que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Confiai em Deus, como a Virgem Maria!] 

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21 abril, 2013

Papa exorta os novos padres hoje ordenados para a diocese de Roma a serem "pastores, não funcionários; mediadores, não intermediários"



Decorreu na basílica de São Pedro, na manhã deste "domingo do Bom Pastor" a ordenação de dez novos padres para a diocese de Roma. Concelebraram com Papa Francisco o cardeal Vigário para a diocese de Roma, Agostino Valini, os bispos auxiliares, os párocos dos ordinandos e os Superiores dos respetivos Seminários (Seminário Maior de Roma, Seminário dos Oblatos, Filhos de Nossa Senhora do Amor Divino e Colégio diocesano "Redemptoris Mater") .
Na breve homilia, toda ela em tom exortativo, a partir das palavras do rito da ordenação, Papa Francisco pediu aos novos padres que exerçam "na alegria e em caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, visando unicamente agradar a Deus e não a si mesmos". "Sede pastores, não funcionários! Sede mediadores, não intermediários!" - pediu com insistência.
Referindo-se especificamente ao exercício dos sacramentos da penitência e da unção dos enfermos, declarou o Papa: "Hoje peço-vos em nome de Cristo e da Igreja: por favor, não vos canseis de ser misericordiosos. Com o óleo santo dareis alívio aos enfermos e aos idosos. Não vos envergonheis de ter ternura com os idosos".
Francisco exprimiu o desejo e a necessidade de que a doutrina transmitida pelos novos padres seja nutrimento para o Povo de Deus e que o perfume da própria vida seja alegria e apoio para os fiéis de Cristo.
Rádio Vaticano

19 abril, 2013

CARTA ABERTA A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA





Minha querida Mãe 

Sabes, quando eu era pequeno brinquei muito naqueles sítios de Fátima onde apareceste aos teus pastorinhos!
Sabes, com certeza, mas isto era só para me fazer mais perto de ti. 

Lembro-me, porque li em muitos sítios e assim me ensinaram, que quando vieste a Fátima estavas muito preocupada com o mundo, sobretudo com a Rússia, que se afastava de Deus, e por isso pediste que rezassem muito pela conversão da Rússia, pela conversão do mundo.

Oh Mãe, desculpa que te diga, mas andas um pouco distraída!

Olha que aqui pelo teu Portugal, aliás, aqui pela Europa toda e pelo mundo, o afastamento de Deus é contínuo e pior do que isso, (ou por causa disso mesmo), cada vez mais o mal tem lugar entre os homens.
Sabes, Mãe, é que a guerra agora não é de homens contra homens de armas na mão. A guerra agora é dos homens contra aqueles que ainda nem nasceram, aqueles que ainda nem se podem defender.


Vê bem que, se contarmos aqueles que não nascidos já foram mortos no mundo inteiro, o número é incomparavelmente maior que o daqueles que morreram naquelas duas guerras, quando por cá passaste a avisar-nos.
E são indefesos, Mãe, de tal modo que não escolheram vir ao mundo, mas já estão condenados antes de nascer.
E há tanta gente que se indigna com a pena de morte, com a guerra, com os crimes, (e muito bem), mas acham que matar estes inocentes, não é matar.
Pior ainda, Mãe, porque há alguns que se dizem seguidores do teu Filho e mesmo assim concordam, aprovam e até fazem campanha em prol desta mortandade!


Nunca o Céu esteve tão cheio de santos, porque agora todos estes milhares que no dia-a-dia são mortos no egoísmo, na indiferença dos homens, estão sem dúvida no Céu, olhando para os seus algozes, cheios de amor, porque estando no gozo de Deus apenas podem dizer como o teu Filho: perdoa-lhes Pai, porque não sabem o que fazem.

Aproxima-se o mês de Maio, o teu mês, Mãe, por isso lembrei-me de te escrever para pedir que rogasses ao teu Filho “autorização” para vires novamente junto de nós, aqui em Portugal ou onde achares melhor, para pedires oração por este mundo em rota de perdição, porque esta guerra, Mãe, permite-me que te diga, é mais mortífera e maligna do que as guerras mundiais que aconteceram no século passado.

É que não se perde apenas a vida daqueles que nem sequer nascem, perdem-se também muitas vidas daqueles que praticam tais crimes contra a vida querida e amada por Deus, porque  mergulhados no pecado, não se aproximam da misericórdia divina.

Socorre-nos, Mãe, antes que esta humanidade se perca, se destrua, se aniquile.
Vem mais uma vez, Mãe, e com a tua bondade, com o teu amor, diz claramente a esta humanidade aquilo que ela muito bem sabe: que desde o primeiro momento da sua concepção, o ser humano é querido e amado por Deus, e a sua vida só a Ele pertence.

Para maior glória do teu Filho e salvação das almas.

Obrigado Mãe, pelo infinito amor que nos tens. Dá-nos a tua benção.


Marinha Grande, 19 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves

Papa Francisco: acolher a Palavra de Deus com coração humilde, sem moralismos e ideologias



A conversão de São Paulo e o discurso de Jesus na sinagoga de Cafarnaum são as leituras bíblicas do dia, no centro da homilia do Papa, toda ela focalizada em Jesus que fala: fala a Saulo que o persegue, fala com Ananias, chamado para acolher Saulo, e fala também aos doutores da lei, dizendo que quem não come sua carne e não bebe o seu sangue não será salvo. A voz de Jesus - disse o Papa - "passa pela nossa mente e vai ao coração. Por que Jesus procura a nossa conversão". Paulo e Ananias respondem com perplexidade, mas com o coração aberto. Os doutores da lei respondem de outro modo, discutindo entre si e contestando duramente as palavras de Jesus: 

“Paulo e Ananias respondem como os grandes da história da salvação, como Jeremias, Isaías. Também Moisés teve as suas dificuldades: "Mas, Senhor, eu não sei falar, como irei ter com os egípcios para lhes dizer isso? '. E Maria: "Mas, Senhor, eu não estou casada!". É a resposta da humildade, daquele que acolhe a Palavra de Deus com o coração. Os doutores, pelo contrário, respondem apenas com a cabeça. Não sabem que a Palavra de Deus deve ir ao coração, não sabem de conversão". 

O Papa explica quem são aqueles que respondem apenas com a cabeça: 

"São os grandes ideólogos. A Palavra de Jesus vai ao coração porque é Palavra de amor, é palavra bela e traz o amor, nos faz amar. Estes cortam o caminho do amor: os ideólogos. E também o da beleza. E se puseram a discutir fortemente entre si: "como pode este homem dar-nos a sua carne para comer?'. Tudo um problema de intelecto! E quando entra a ideologia, na Igreja, quando entra a ideologia na inteligência do Evangelho, não se percebe nada". 

São aqueles que percorrem somente "a estrada do dever": é o moralismo daqueles que pretendem realizar do Evangelho apenas o que eles entenderam com a cabeça. Não estão "no caminho da conversão, daquela conversão à qual Jesus nos convida". 

“E estes, na estrada do dever, carregam tudo sobre os ombros dos fiéis. Os ideólogos falsificam o Evangelho. Qualquer interpretação ideológica, venha ela donde vier - de um lado e do outro - é uma falsificação do Evangelho. E estes ideólogos - como vimos na história da Igreja - acabam por ser, se tornam, intelectuais sem talento, eticistas sem bondade. E de beleza nem falemos, porque não percebem nada”. 

"Pelo contrário, a estrada do amor, a estrada do Evangelho - recorda o Papa - é simples: é a estrada que os santos entenderam": 

"Os santos são aqueles que levam a Igreja para a frente! O caminho da conversão, o caminho da humildade, do amor, do coração, o caminho da beleza ... Rezemos hoje ao Senhor pela Igreja: que o Senhor a livre de qualquer interpretação ideológica e abra o coração da Igreja, da nossa Mãe Igreja, ao Evangelho simples, àquele Evangelho puro que nos fala de amor, que traz o amor, e é tão bonito! E também nos faz bonitos a nós, com a beleza da santidade. Rezemos hoje pela Igreja". 

Rádio Vaticano