18 janeiro, 2018

FÓRUM CRISTÃOS NO MUNDO

(Para ampliar, clique sobre o cartaz)

Vai realizar-se em Fátima, no Centro Paulo VI, nos dias 17 e 18 de fevereiro, mais um Fórum, organizado e animado pela Comunidade Emanuel. O tema geral será “Cristãos no Mundo”. Além de duas conferências de fundo, teremos ateliês sobre alguns assuntos candentes da realidade mundial e que nos nossos dias obrigam a uma reflexão e a uma resposta sólida dos cristãos: a eutanásia, a ideologia do género, as novas religiosidades… Como habitualmente, haverá tempos de debate e de partilha, testemunhos de irmãos implicados na sociedade nos mais diversos âmbitos e momentos de interiorização, oração, adoração. Haverá também um programa especial para adolescentes.

Começa no dia 17 às 9.30 e termina no dia 18 antes do almoço.
A missa de sábado será celebrada pelo Senhor D. José Traquina, presidente da comissão episcopal para a Pastoral Social e Mobilidade Humana.

Ficha de inscrição a enviar por email para:  forum.portugal.emanuel@gmail.com

ou por correio para: Comunidade Emanuel – Rua Pe. António Vieira, 20 – R/Ch Loja Apartado 1120 – 3001-501 Coimbra


Data limite de inscrição : 5 de fevereiro de 2018


Uma questão ? Precisa de ajuda ?

Telefone: 239 838 481 (de manhã)
E-mail:
forum.portugal.emanuel@gmail.com


Ver o panfleto (pdf)

17 janeiro, 2018

Papa: gerar dinâmica de convivência dentro do sistema educacional

 
Papa Francisco sendo recebido na Pontifícia Universidade Católica  (Vatican Media)
 
 
O Papa pronunciou-se na Pontifícia Universidade em Santiago
 
Cidade do Vaticano

O Papa Francisco visitou, nesta quarta-feira (17/01), a Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago.

Fundada em 21 de junho de 1888, pelo então Arcebispo de Santiago, Dom Mariano Casanova, a instituição celebra, este ano, 130 anos de vida. 

No seu discurso aos estudantes, funcionários e expoentes do mundo académico, Francisco manifestou a alegria de estar ali naquela universidade que “ofereceu ao país um serviço inestimável”. 
“ A história desta Universidade está, de certa forma, entrançada com a história do Chile. São milhares os homens e mulheres que, tendo-se formado aqui, desempenharam tarefas importantes em prol do desenvolvimento do país. ”
"Apraz-me recordar especialmente a figura de Santo Alberto Hurtado, neste ano em que se celebra o centenário do início de seus estudos aqui. 

A sua vida é um claro testemunho de como a inteligência, a excelência académica e o profissionalismo na atividade, harmonizados com a fé, a justiça e a caridade, longe de se debilitar, adquirem uma força profética capaz de abrir horizontes e iluminar o caminho, especialmente para as pessoas descartadas da sociedade.”


 
Retomando as palavras do reitor, Doutor Ignacio Sánchez, a propósito dos desafios importantes para Chile, o Papa deteve-se em dois pontos: “convivência nacional e capacidade de progredir em comunidade”.

Convivência nacional

“Falar de desafios é admitir que há situações que chegaram a um ponto em que devem ser repensadas. O que até ontem podia ser um fator de unidade e coesão, hoje exige novas respostas. O ritmo acelerado e a implementação quase vertiginosa de alguns processos e mudanças, que se impõem nas nossas sociedades, convidam-nos, de maneira serena mas sem demora, a uma reflexão que não seja ingênua, utopista e menos ainda voluntarista. 

Isto não significa frenar o desenvolvimento do conhecimento, mas fazer da universidade um espaço privilegiado para «praticar a gramática do diálogo que forma encontro».  Pois «a verdadeira sabedoria [é] fruto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas». 
“ A convivência nacional é possível na medida em que dermos vida a processos educativos que sejam simultaneamente transformadores, inclusivos e de convivência. ”
'Educar para a convivência não significa apenas acrescentar valores ao trabalho educacional, mas gerar uma dinâmica de convivência dentro do próprio sistema educativo", destacou o Papa. 

"Não é tanto uma questão de conteúdos, como sobretudo de ensinar a pensar e raciocinar de modo integral: aquilo que os clássicos costumavam designar com o nome de forma mentis.

Papa Francisco encontra o mundo universitário
 
E, para se alcançar isto, é necessário desenvolver o que eu chamaria uma alfabetização integral que saiba adaptar os processos de transformação que se estão a verificar no seio das nossas sociedades.

De acordo com o Pontífice, "tal processo de alfabetização requer que se trabalhe, de maneira simultânea, na integração das diferentes linguagens que nos constituem como pessoas. Ou seja, uma educação (alfabetização) que integre e harmonize o intelecto (a cabeça), os afetos (o coração) e a ação (as mãos). Isto proporcionará e possibilitará um crescimento dos alunos de maneira harmoniosa não só a nível pessoal, mas também e simultaneamente a nível social. 

É urgente criar espaços onde a fragmentação não seja o esquema dominante, mesmo do pensamento; para isso, é necessário ensinar a pensar o que se sente e faz; a sentir o que se pensa e faz; a fazer o que se pensa e sente. Um dinamismo de capacidades ao serviço da pessoa e da sociedade."
“ A alfabetização, baseada na integração das diferentes linguagens que nos constituem, envolverá os alunos no seu processo educativo; processo voltado para os desafios que o futuro próximo lhes apresentará. ”
Segundo Francisco, "a única coisa que consegue o «divórcio» dos saberes e das linguagens, o analfabetismo sobre como integrar as diferentes dimensões da vida, é a fragmentação e ruptura social".

"Nesta sociedade líquida  ou volátil,  como a definiram alguns pensadores, vão desparecendo os pontos de referência a partir dos quais se possam construir, individual e socialmente, as pessoas. Parece que hoje a «nuvem» seja o novo ponto de encontro, que se caracteriza pela falta de estabilidade, já que tudo se volatiliza e, consequentemente, perde consistência.
“ Esta falta de consistência poderia ser uma das razões para a perda de consciência do espaço público. ”
"Um espaço que exige um mínimo de transcendência sobre os interesses privados (viver mais e melhor) para construir sobre bases que revelem aquela dimensão tão importante da nossa vida que é o «nós».

 Sem esta consciência, mas sobretudo sem este sentimento e, por conseguinte, sem esta experiência é, e será, muito difícil construir a nação. Neste caso, pareceria que a única coisa importante e válida fosse o que diz respeito ao indivíduo e, tudo o que ficasse fora desta jurisdição, torna-se-ia obsoleto. 

Semelhante cultura perdeu a memória, perdeu os vínculos que sustentam e tornam possível a vida. Sem o «nós» dum povo, duma família, duma nação e, ao mesmo tempo, sem o «nós» do futuro, dos filhos e do amanhã; sem o «nós» duma cidade que «me» transcenda e seja mais rica do que os interesses individuais, a vida será não só cada vez mais fragmentada, mas também mais conflituosa e violenta.

Neste sentido, a universidade tem o desafio de gerar, dentro do seu próprio claustro, as novas dinâmicas que superem toda a fragmentação do saber e estimulem a uma verdadeira universitas".

Progredir em comunidade

"Daí segue-se o segundo elemento, muito importante para esta Casa de Estudo: a capacidade de progredir em comunidade", frisou o Pontífice.

"Soube, com alegria, do esforço evangelizador e da vitalidade radiosa da vossa pastoral universitária, sinal duma Igreja jovem, viva e «em saída». As missões, que vocês realizam em diferentes locais do país, são um ponto forte e muito enriquecedor. 

Em tais ocasiões, vocês conseguem alargar o horizonte do vosso olhar e entrar em contacto com várias situações que, para além do evento específico, deixam-vos mobilizados. De facto, o «missionário» nunca retorna igual da missão; experimenta a passagem de Deus no encontro com tantos rostos.

Estas experiências não podem ficar isoladas do percurso universitário. Os métodos clássicos de investigação provam nisso certos limites, e mais ainda numa cultura como a nossa que estimula a participação direta e instantânea dos sujeitos."
“ A cultura atual exige novas formas capazes de incluir todos os atores que dão vida à realidade social e, consequentemente, educativa. Daí a importância de ampliar o conceito de comunidade educativa. ”
"Esta comunidade é desafiada a não se isolar de [novas] formas de conhecimento; bem como a não construir conhecimentos à margem dos destinatários dos mesmos. É preciso que a aquisição de conhecimento seja capaz de gerar uma interação entre a aula e a sabedoria dos povos que constituem esta terra abençoada. 

Uma sabedoria carregada de intuições, de «olfato», que não se pode ignorar na hora de pensar o Chile. Deste modo, produzir-se-á a sinergia muito enriquecedora entre rigor científico e intuição popular. 

Esta estreita interação mútua impede o divórcio entre a razão e a ação, entre o pensar e o sentir, entre o conhecer e o viver, entre a profissão e o serviço".
“ O conhecimento deve sentir-se sempre a serviço da vida e confrontar-se com ela para continuar a progredir. ”
"Por isso, a comunidade educativa não se pode reduzir a aulas e bibliotecas, mas deve ser continuamente desafiada à participação. Tal diálogo só pode ser realizado a partir duma episteme capaz de assumir uma lógica plural, ou seja, que assume a interdisciplinaridade e a interdependência do saber. 

«Neste sentido, é indispensável prestar uma atenção especial às comunidades aborígenes com as suas tradições culturais. Não são apenas uma minoria entre outras, mas devem tornar-se os principais interlocutores, especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam os seus espaços». 

A comunidade educacional guarda, em si mesma, um número infinito de possibilidades e potencialidades, quando se deixa enriquecer e interpelar por todos os atores que compõem a realidade educativa. Isto requer um maior esforço em termos de qualidade e integração."
“ O serviço universitário deve ter sempre como objetivo, ser de qualidade e excelência, colocadas ao serviço da convivência nacional. ”
"Neste sentido, poderíamos dizer que a universidade torna-se um laboratório para o futuro do país, porque sabe incorporar em si a vida e a caminhada do povo, superando toda a lógica antagónica e elitista do saber.

Uma antiga tradição cabalística diz que a origem do mal encontra-se na divisão produzida pelo ser humano quando comeu da árvore da ciência do bem e do mal. Desta forma, o conhecimento adquiriu um primado sobre a criação, submetendo-a aos seus esquemas e desejos.  

Será tentação latente em todos os campos acadêmicos, a de reduzir a criação a alguns esquemas interpretativos, privando-a do mistério que lhe é próprio e que impeliu gerações inteiras a procurar o que é justo, bom, belo e verdadeiro.

Mas, quando o professor se torna «mestre» pela sua dimensão sapiencial, é capaz de despertar a capacidade de deslumbramento nos nossos alunos. Deslumbramento perante um mundo e um universo a descobrir!
“ Hoje, a missão que têm nas mãos é profética. Vocês são chamados a gerar processos que iluminem a cultura atual, propondo um humanismo renovado que evite cair em qualquer tipo de reducionismo. ”
E esta profecia, que nos é solicitada, impele-nos a buscar eventuais espaços mais de diálogo do que de conflito; espaços mais de encontro do que de divisão; caminhos de amistosa discrepância, porque se diverge, com respeito, entre pessoas que caminham procurando lealmente progredir em comunidade para uma convivência nacional renovada.

E, se vocês pedirem, não duvido que o Espírito Santo guiará os vossos passos para que esta Casa continue frutificando para o bem do povo do Chile e para a glória de Deus."

VATICAN NEWS

Papa na missa em Temuco: precisamos da riqueza que cada povo pode oferecer

Papa no Aerodrómo de Maquehue, em Temuco  (Vatican Media)

A riqueza duma terra nasce precisamente do facto de cada parte saber partilhar a sua sabedoria com as outras.
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Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou a missa pelo progresso dos povos, nesta quarta-feira (17/01), no Aeródromo de Maquehue, em Temuco, no Chile, primeira etapa de sua 22ª viagem apostólica internacional.

O Pontífice iniciou a homilia dando graças a Deus por visitar "esta parte linda do nosso continente, a Araucânia: terra abençoada pelo Criador com a fertilidade de imensos campos verdes, com florestas cheias de imponentes araucárias – o quinto elogio de Gabriela Mistral a esta terra chilena –, os seus majestosos vulcões cobertos de neve, os seus lagos e rios cheios de vida.


Terra abençoada pelo Criador


"Esta paisagem eleva-nos a Deus, sendo fácil ver a sua mão em cada criatura. Muitas gerações de homens e mulheres amaram, e amam, este solo com ciosa gratidão."
“ E quero deter-me aqui para saudar de forma especial os membros do povo Mapuche, bem como os outros povos indígenas que vivem nestas terras do sul: Rapanui (Ilha de Páscoa), Aymara, Quechua e Atacama, e muitos outros. ”
“Esta terra, se a virmos com olhos de turista, deixar-nos-á extasiados, mas depois continuaremos a nossa estrada como antes; se, pelo contrário, nos aproximarmos do solo, ouvi-lo-emos cantar: «Arauco tem uma pena que não posso calar, são injustiças de séculos que todos veem aplicar»”, frisou Francisco.

“É neste contexto de ação de graças por esta terra e pelo seu povo, mas também de tristeza e dor, que celebramos a Eucaristia. E fazemo-lo neste aeródromo de Maquehue, onde se verificaram graves violações de direitos humanos.
“ Oferecemos esta celebração por todas as pessoas que sofreram e foram mortas e pelas que diariamente carregam nos ombros o peso de tantas injustiças. ”
"O sacrifício de Jesus na cruz está repleto de todo o pecado e do sofrimento dos nossos povos, um sofrimento a ser resgatado.

“No Evangelho que ouvimos, Jesus pede ao Pai que «todos sejam um só». Numa hora crucial da sua vida, detém-Se a pedir a unidade. O seu coração sabe que uma das piores ameaças que atinge, e atingirá, o seu povo e toda a humanidade será a divisão e o conflito, a subjugação de uns pelos outros. Quantas lágrimas derramadas!

Hoje queremos agarrar-nos a esta oração de Jesus, queremos entrar com Ele neste horto de dor, também com as nossas dores, para pedir ao Pai com Jesus: que também nós sejamos um só. Não permitais que nos vença o conflito nem a divisão.”



Segundo o Papa, “esta unidade, implorada por Jesus, é um dom que devemos pedir insistentemente pelo bem da nossa terra e seus filhos. E é necessário estar atento a eventuais tentações que possam aparecer e «contaminar pela raiz» este dom com que Deus nos quer presentear e com o qual nos convida a ser autênticos protagonistas da história.”

Os falsos sinónimos

“Uma das principais tentações a enfrentar é confundir unidade com uniformidade. Jesus não pede a seu Pai que todos sejam iguais, idênticos; pois a unidade não nasce, nem nascerá, de neutralizar ou silenciar as diferenças. A unidade não é uma simulação de integração forçada nem de marginalização harmonizadora.
“ A riqueza duma terra nasce precisamente do facto de cada parte saber partilhar a sua sabedoria com as outras. ”
Não é, nem será, uma uniformidade asfixiante que normalmente nasce do predomínio e da força do mais forte, nem uma separação que não reconheça a bondade dos outros.
A unidade pedida e oferecida por Jesus reconhece o que cada povo, cada cultura são convidados a oferecer a esta terra abençoada.
“ A unidade é uma diversidade reconciliada, porque não tolera que, em seu nome, se legitimem injustiças pessoais ou comunitárias. ”
Precisamos da riqueza que cada povo pode oferecer, pondo de lado a lógica de pensar que há culturas superiores ou inferiores. Um belo chamal [manto] requer tecelões que conheçam a arte de harmonizar os diferentes materiais e cores; que saibam dar tempo a cada coisa e a cada fase. Poder-se-á imitar de modo industrial, mas todos reconheceremos que é uma peça de roupa confecionada sinteticamente.

A arte da unidade precisa e requer artesãos autênticos que saibam harmonizar as diferenças nos «laboratórios» das aldeias, das estradas, das praças e das paisagens. Não é uma arte de escrivaninha ou feita apenas de documentos; é uma arte de escuta e reconhecimento. Nisto se enraíza a sua beleza e também a sua resistência ao desgaste do tempo e às inclemências que terá de enfrentar.”

“A unidade, de que necessitam os nossos povos, requer que nos escutemos, mas sobretudo que nos reconheçamos, o que não significa apenas «receber informações sobre os outros (…), mas recolher o que o Espírito semeou neles como um dom também para nós». 

Isto introduz-nos no caminho da solidariedade como forma de tecer a unidade, como forma de construir a história; solidariedade, que nos leva a dizer: temos necessidade uns dos outros com as nossas diferenças, para que esta terra continue a ser linda."
“ É a única arma que temos contra o «desflorestamento» da esperança. Por isso pedimos: Senhor, fazei-nos artesãos de unidade. ”
As armas da unidade

“A unidade, se quer ser construída a partir do reconhecimento e da solidariedade, não pode aceitar um meio qualquer para esse fim. Há duas formas de violência que, em vez de fomentar os processos de unidade e reconciliação, acabam por os ameaçar. Em primeiro lugar, devemos estar atentos à elaboração de acordos «lindos», que nunca se concretizam.

Palavras bonitas, planos terminados sim – e necessários – mas que, por não se tornarem concretos, acabam por «borratar com o cotovelo o que se escreveu com a mão». Isto também é violência, porque frustra a esperança.”

Em segundo lugar, é imprescindível defender que uma cultura do reconhecimento mútuo não se constrói com base na violência e destruição, que acaba por ceifar vidas humanas. Não se pode pedir reconhecimento, aniquilando o outro, porque a única coisa que isso gera é maior violência e divisão. ]
“ A violência clama violência, a destruição aumenta a fratura e a separação. ”
A violência acaba por tornar falsa a causa mais justa. Por isso, digamos «não à violência que destrói», em qualquer uma dessas duas formas.

Estas atitudes são como lava de vulcão que tudo destrói, tudo queima, deixando atrás de si apenas esterilidade e desolação. Em vez disso, procuremos o caminho da não-violência ativa, «como estilo duma política de paz».  Nunca nos cansemos de procurar o diálogo para a unidade. Por isso, digamos vigorosamente: Senhor, fazei-nos artesãos de unidade.

Todos nós que, de certo modo, somos povo formado da terra (cf. Gn 2, 7), somos chamados ao bom viver (Küme Mongen), como no-lo recorda a sabedoria ancestral do povo Mapuche.

Quanto caminho a percorrer, quanto caminho para aprender! Küme Mongen, um anseio profundo que brota não só dos nossos corações, mas ressoa como um grito, como um canto em toda a criação. Por isso, irmãos, pelos filhos desta terra, pelos filhos dos seus filhos, digamos com Jesus ao Pai: que também nós sejamos um só; fazei-nos artesãos de unidade.

 VATICAN NEWS