05 fevereiro, 2017

Partilhemos a luz da fé que recebemos - Papa no Angelus


(RV) Neste domingo, 5 de Fevereiro, o Papa Francisco, fez, como habitualmente, antes da oração do Angelus, ao meio dia, uma breve reflexão sobre a liturgia deste domingo em que o Evangelista São Mateus nos propõe o chamado “Discurso da Montanha”. Um discurso em que Jesus indica a missão dos seus discípulos no mundo e utiliza a metáfora do sal e da luz. Palavras dirigidas - – disse o Papa – a discípulos de todos os tempos e, portanto, também a nós, no mundo de hoje.

Jesus convida a sermos reflexos da luz através do nosso testemunho e de boas obras, pois que somos reconhecíveis como verdadeiros discípulos de Cristo que é a Luz do mundo, através das nossas obras, dos nossos comportamentos que – tanto no bem como no mal – deixam marcas nos outros. Por isso, temos a tarefa e a responsabilidade de partilhar com os outros, a fazer resplandecer no mundo, a luz da fé que recebemos por meio de Cristo e do Espírito Santo. “E como precisa o mundo da luz do Evangelho que transforma, cura e garante a salvação a quem a acolhe!” – exclamou o Papa. Até porque, doando a luz da nossa fé, ela não se apaga. Antes pelo contrário, reforça-se. Se não for alimentada com o amor e as obras de caridade pode sim, apagar-se. Mas vivida na caridade e no amor, a luz da fé encontra o sal. Como discípulos de Cristo, somos também sal da terra – explicou o Papa dizendo que no tempo de Jesus não havia frigoríficos. E o sal não só dava sabor aos alimentos como também os preservava da alteração e da corrupção.

Portanto, a missão dos cristãos na sociedade é a de dar “sabor” à vida com a fé e o amor que Cristo nos deu e, ao mesmo tempo, manter afastados os germes poluentes do egoísmo, da inveja, do maldizer e assim por diante. Estes germes estragam o tecido da nossa sociedade, que deve, isso sim, resplandecer como lugar de acolhimento, de solidariedade, de reconciliação. Para levar a cabo esta missão, é necessário que nós mesmos, em primeiro lugar sejamos libertados da degeneração corruptiva dos influxos mundanos, contrários a Cristo e ao Evangelho; e esta purificação não chega nunca ao fim, deve ser feita continuamente

Cada um de nós – prossegui Francisco concluindo – é chamado a ser luz e sal no próprio ambiente de vida quotidiana. E invocou a ajuda de Nossa Senhora, primeira discípula de Jesus e modelo dos crentes, para que vivamos cada dia da história a vocação e missão.
Que a Nossa Mãe nos ajude a deixarmo-nos purificar e iluminar pelo Senhor, para tornarmo-nos, nós também, “Sal da terra” e “luz do mundo”

Após a recitação do Ângelus juntamente com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, Francisco recordou que neste domingo se celebra na Itália “A Jornada pela Vida” sobre o tema “Mulheres e homens pela vida nas pegadas de Santa Teresa de Calcutá”. O Papa uniu a sua voz à dos bispos italianos no desejo de que haja uma corajosa acção educativa a favor da vida humana.

Levemos avante a cultura da vida como resposta à lógica do descarte e à redução demográfica: estejamos próximos e, juntos, rezemos pelas crianças que estão em perigo da interrupção da gravidez, assim como também pelas pessoas que estão quase em fim de vida: toda a vida é sagrada!; rezemos para que ninguém seja deixado só e o amor defenda o sentido da vida. Recordemos as palavras de Madre Teresa: “A vida é beleza, admira-a: a vida é vida, defende-a!”, tanto crianças que estão para nascer, como pessoas que estão em fim de vida. Toda a vida é sagrada!."

O Papa concluiu saudando todos aqueles que trabalham pela vida, os docentes das Universidades de Roma e quantos colaboram na formação das novas gerações, a fim de que sejam capazes de construir uma sociedade acolhedora e digna para cada ser humano.
Depois o Papa saudou os peregrinos, as famílias e associações provenientes de várias partes do mundo, entre os quais um grupo de estudantes portugueses de Penafiel e de Badajoz, na Espanha.

De todos se despediu desejando bom domingo e pedindo, como sempre, o favor de rezarmos por ele.

(DA)

04 fevereiro, 2017

Papa - Economia de Comunhão é um não à idolatria do dinheiro


(RV) No seu discurso Francisco falou antes de tudo de economia e comunhão, duas palavras – disse – que a cultura actual mantém bem separadas e muitas vezes as considera opostas; duas palavras, porém, que o Movimento soube unir acolhendo o convite que Chiara Lubich fez, há 25 anos, aos empresários para se tornarem agentes de comunhão.

Colocando dentro da economia a boa semente da comunhão, vós iniciastes uma profunda mudança no modo de ver e viver a empresa, disse ainda o Papa, ou seja, que a empresa não apenas pode não destruir a comunhão entre as pessoas, mas pode edificá-la e promovê-la.

A propósito do empenho dos Focolarinos o Papa abordou três questões: dinheiro, pobreza e futuro. Sobre o dinheiro Francisco ressaltou que a economia de comunhão é também comunhão dos lucros, expressão da comunhão da vida, pois não se pode compreender o novo Reino trazido por Jesus, se não se é livre dos ídolos, dos quais o dinheiro é um dos mais poderosos.

O dinheiro é importante sobretudo quando não existe e dele depende a comida, a escola, o futuro dos filhos, mas é ídolo quando se torna fim do próprio agir, observou o Papa, acrescentando que o capitalismo, que faz da busca do lucro a sua única finalidade, arrisca de se tornar uma estrutura idolátrica, uma forma de culto à “deusa fortuna”:

Percebe-se, pois, o valor ético e espiritual da vossa escolha de colocar os lucros em comum. O modo e mais concreto para não fazer do dinheiro um ídolo é partilhá-lo com os outros, sobretudo os pobres, ou para fazer estudar e trabalhar os jovens, vencendo a tentação idólatra com a comunhão. Quando partilhais e doais os vossos lucros, estais a fazer um acto de alta espiritualidade, dizendo com os factos ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão”.

O Papa abordou em seguida a segunda questão, a pobreza, sublinhando que o capitalismo continua hoje a produzir os descartes que, em seguida, pretende curar. O principal problema ético deste capitalismo é a produção de descartes para depois tentar escondê-los ou tratá-los para não fazê-los ver. Uma forma grave de pobreza de uma civilização é não mais conseguir ver os seus pobres, que antes são descartados e depois escondidos, disse o Papa que também acrescentou:

A economia de comunhão, se quer ser fiel ao seu carisma, não deve apenas curar as vítimas, mas construir um sistema em que as vítimas são cada vez menos, e onde, possivelmente, elas já não existem. Enquanto a economia ainda produzir uma vítima, e enquanto houver uma pessoa descartada, a comunhão ainda não está realizada, e a festa da fraternidade universal não é completa”.

É necessário, então, procurar mudar as regras do jogo do sistema económico-social, prosseguiu Francisco, e para tal não basta imitar o bom samaritano do Evangelho: é necessário imitar o Pai misericordioso da parábola do filho pródigo e esperar em casa os filhos, os empregados e colaboradores que erraram, e lá abraçá-los e fazer festa com eles e para eles. “Um empresário da comunhão é chamado a fazer tudo, para que  mesmo aqueles que cometeram erros e saíram de casa, possam esperar um emprego e uma renda digna, e não estar a comer bolotas com os porcos”, disse Francisco.

E por fim o Papa falou da terceira questão, o futuro, observando que os 25 anos de história do Movimento ensinam que a comunhão e a empresa podem estar e crescer juntos, mesmo que por agora a experiência é apenas limitada a um pequeno número de empresas. E, com a imagem do sal e do fermento, Francisco reiterou que não é necessário sermos muitos para mudarmos as nossas vidas: grande trabalho a fazer é tentar não perder o "princípio activo", a alma e a qualidade que nos animam. E o Papa exortou os Focolarinos a salvar a economia permanecendo simplesmente sal e fermento, e sem esquecer os pobres:

A economia de comunhão só terá futuro se a doardes a todos e não permanecer apenas dentro da vossa "casa". Doai-a a todos, e antes de tudo aos pobres e aos jovens, que são os que mais precisam e sabem fazer frutificar o dom recebido! Para ter vida em abundância, deve-se aprender a doar: não apenas os lucros das empresas, mas a vós próprios (…). A economia de hoje, os pobres e os jovens precisam, antes de tudo, da vossa alma, da vossa fraternidade respeitosa e humilde, da vossa vontade de viver, e apenas depois o vosso dinheiro”.

E Francisco terminou desejando que o Movimento continue, com coragem, humildade e alegria, a ser semente, sal e fermento de uma outra economia: a economia do Reino, onde os ricos sabem partilhar as suas riquezas, e os pobres são chamados bem-aventurados.

(BS)

03 fevereiro, 2017

Papa aos religiosos: tentação da sobrevivência tira força aos carismas




(RV) “A tentação da sobrevivência faz-nos esquecer a graça, transforma-nos em profissionais do sagrado, mas não pais, mães ou irmãos da esperança, que fomos chamados a profetizar”, disse o Papa Francisco na Missa com os religiosos celebrada na Basílica Vaticana na tarde desta quinta-feira (02/02), festa da Apresentação do Senhor, 21º Dia Mundial da Vida Consagrada.

Francisco observou que com aquele rito de apresentação no Templo, o Senhor exteriormente cumpria as prescrições da lei, mas na realidade vinha ao encontro do seu povo fiel. Evocando a figura do Velho Simeão, que toma nos seus braços o Menino Jesus e louva a Deus, o Pontífice ressaltou que “o encontro de Deus com o seu povo desperta a alegria e renova a esperança”.

Francisco frisou ainda que o cântico de Simeão é o cântico do homem crente que, na recta final dos seus dias, pode afirmar: “É Verdade! A esperança em Deus nunca decepciona.” Na sua velhice, acrescentou, “Simeão e Ana são capazes duma nova fecundidade e dão testemunho disso mesmo cantando: a vida merece ser vivida com esperança, porque o Senhor mantém a sua promessa”.

“Somos herdeiros dos sonhos dos nossos pais, herdeiros da esperança que não decepcionou as nossas mães e os nossos pais fundadores, os nossos irmãos mais velhos. Somos herdeiros dos nossos anciãos que tiveram a coragem de sonhar; e, como eles, também nós hoje queremos cantar: Deus não engana, a esperança n'Ele não decepciona. Deus vem ao encontro do seu povo.”

Dirigindo-se aos consagrados, o Papa lembrou que “nos faz bem acolher o sonho dos nossos pais, para podermos profetizar hoje e encontrar novamente aquilo que um dia inflamou o nosso coração. Sonho e profecia juntos”, ressaltou.

A esse ponto da sua reflexão, o Santo Padre chamou a atenção para uma tentação que pode tornar a vida consagrada estéril: a tentação da sobrevivência. “Um mal que pode instalar-se pouco a pouco dentro de nós, no seio das nossas comunidades”, observou, acrescentando:

“A atitude de sobrevivência faz-nos tornar reaccionários, temerosos, faz-nos fechar lenta e silenciosamente nas nossas casas e nos nossos esquemas. Faz-nos olhar para trás, para os feitos gloriosos mas passados, o que, em vez de despertar a criatividade profética nascida dos sonhos dos nossos fundadores, procura atalhos para escapar aos desafios que hoje batem às nossas portas.”

Dito isso, Francisco foi ainda mais enfático: “A psicologia da sobrevivência tira força aos nossos carismas, porque leva-nos a «domesticá-los», a pô-los «ao nosso alcance» mas privando-os da força criativa que eles inauguraram; faz com que queiramos mais proteger espaços, edifícios ou estruturas do que tornar possíveis novos processos.”

Em síntese, o Pontífice afirma que “a tentação da sobrevivência transforma em perigo, em ameaça, em tragédia aquilo que o Senhor nos dá como uma oportunidade para a missão”. Esta atitude não é própria apenas da vida consagrada, “mas nós em particular somos convidados a precaver-nos de cair nela”, advertiu o Papa.

Voltando ao Evangelho do dia, contemplando novamente a cena da Apresentação do Senhor no Templo e o cântico de louvor de Simeão e Ana, Francisco ressaltou: “Quando Maria coloca nos braços de Simeão o Filho da Promessa, o ancião começa a cantar os seus sonhos. Quando coloca Jesus no meio do seu povo, este encontra a alegria.”

“Sim, só isto nos poderá restituir a alegria e a esperança, só isto nos salvará de viver numa atitude de sobrevivência, só isto tornará fecunda a nossa vida, e manterá vivo o nosso coração: colocar Jesus precisamente onde Ele deve estar, ou seja, no meio do seu povo.”

Todos estamos conscientes da transformação multicultural que atravessamos, ninguém o põe em dúvida, observou o Pontífice, daí, “a importância de o consagrado e a consagrada estarem inseridos com Jesus na vida, no coração destas grandes transformações”.

“A missão – em conformidade com cada carisma particular – é aquela que nos lembra que fomos convidados a ser fermento desta massa concreta”, prosseguiu Francisco. Por fim, retomando o conceito pouco antes expresso, o Papa explicitou ulteriormente:

“Colocar Jesus no meio do seu povo significa ter um coração contemplativo, capaz de discernir como é que Deus caminha pelas ruas das nossas cidades, das nossas terras, dos nossos bairros. Colocar Jesus no meio do seu povo significa ocupar-se e querer ajudar a levar a cruz dos nossos irmãos. É querer tocar as chagas de Jesus nas chagas do mundo, que está ferido e anseia e pede para ressuscitar.”

Francisco concluiu com um convite e exortação aos consagrados: “Acompanhemos Jesus que vem encontrar-Se com o seu povo, estar no meio do seu povo, não no lamento ou na ansiedade de quem se esqueceu de profetizar (...), mas na paciência de quem confia no Espírito, Senhor dos sonhos e da profecia. E, assim, compartilhamos o que nos pertence: o cântico que nasce da esperança.” (BS/RL)

02 fevereiro, 2017

Francisco: acolher refugiados e marginalizados, não abandoná-los



(RV) "Vivemos em cidades que constroem torres e centros comerciais e que realizam grandes negócios imobiliários, mas que abandonam uma parte de si nas margens, na periferia”, escreve o Pontífice. “Em consequência desta situação, grandes massas de população se vêem excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem horizontes, sem vias de saída”.

Por estas pessoas, o Papa pede:

“Não os abandonem. Rezem comigo por todos os que vivem na provação, sobretudo os pobres, os refugiados e os marginalizados; para que encontrem acolhimento e conforto nas nossas comunidades”.

O vídeo

“O Vídeo do Papa”, lançado em janeiro de 2016, é um projecto pioneiro da Rede Mundial de Oração – Apostolado da Oração -, que tem como protagonista o próprio Santo Padre e marca uma nova era na comunicação das intenções mensais.

Apostolado da Oração

O objectivo da rede é ser apóstolos na vida quotidiana, por meio de um caminho espiritual chamado “caminho do coração”, que transforma o nosso modo de ser ao serviço da missão de Cristo.

A obra foi fundada em 1844, está presente em mais de 100 países e é composta por mais de 35 milhões de pessoas. (Bs/Cm)

01 fevereiro, 2017

A esperança no Novo Testamento


(RV) O Papa Francisco teve na manhã desta quarta-feira, dia 1 de Fevereiro, às 10 horas de Roma, a audiência geral na Aula Paulo VI repleta de fiéis e peregrinos provenientes de diversas partes da Itália e do mundo para assistir à audiência e a catequese do Papa. Tema da catequese de hoje é a esperança cristã.

“Caros irmãos e irmãs, disse Francisco, nas catequeses passadas inciamos o nosso percurso sobre o tema da esperaça à luz da perspectiva de algumas páginas do Antigo Testamento. Hoje queremos evidenciar o aspecto extraordinário que esta virtude assume no Novo Testamento, quando encontra a novidade representada por Jesus Cristo e pelo evento Pascal”.

É quanto emerge, sublinha o Pontífice, de maneira tão clara na primeira carta de S. Paulo aos Tessalonicenses(1Ts 5,4-10). Quando o Apóstolo Paulo escreveu esta carta, a comunidade de tessalônica, uma pequena comunidade, bastante jovem, tinha sido apenas fundada e não obstante enfrentar diversas dificuldades, conseguiu permenecer radicada na fé e a celebrar com entusiasmo e alegria, a ressurreição do Senhor Jesus.

Poucos anos  separavam esta pequena e jovem comunidade cristã do evento da Pásqua de Cristo e vendo os frutos da fé, o apóstolo Paulo procura forticar esta esperança de “filhos da luz e filhos do dia” que lhes advem em vertude da força da sua plena comunhão estabelecida com Cristo. Paulo observa o Santo Padre, procura fazer compreender todos os efeitos e as consequências que o evento da Pásqua de Cristo comporta para a história da humanidade e para a vida de cada um.

De facto, as dificuldades experimentadas por esta pequena comunidade, não eram tanto ligadas ao facto de reconhecer a ressurreição de Jesus, mas em acreditar na ressurreição dos mortos. Neste sentido, disse Francisco, esta carta do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses, revela também uma particular atualidade nos nossos dias.

“Todas as vezes que nos encontramos diante da nossa morte, ou perante a morte de uma pessoa querida, sentimos que a nossa fé é posta à prova. Emergem todas as dúvidas, toda a nossa fragilidade e nos perguntamos: realmente haverá a vida depois da morte? Poderei ainda ver e re-abraçar as pessoas que amei? Também nós, no contexto atual, temos necessidade de regressar à raíz e aos fundamentos da nossa fé, por forma a tomar consciência de quanto Deus realizou para nós em Jesus Cristo e o que signfica a nossa morte. Todos nós, de facto, temos medo da morte por causa desta incerteza. E é precisamente aqui, que nos vem em ajuda, a apalvra do Apóstolo Paulo ”.

O Apostolo Paulo, observou o Papa, perante os temores e as perplexidades da comunidade de Tessalônica, convida a manter-se segura sobre a cabeça como um cimo, sobretudo nas provas e nos meomentos mais difíceis da nossa vida, a esperança da salvação. Eis, sublinha o Pontífice, o que é a esperança. Quanado se fala de esperança podemos ser levados a entendê-la segundo a interpretação comum do termo, isto é, algo de belo que desejamos, mas que pode realizar-se ou não realizar-se. Tudo é reduzido ao âmbito do desejo. Por exemplo, espero que amanhã haja bom tempo; mas também sabemos que poderá haver um mau tempo.

A esperança cristã não é assim. A esperança cristã é a espera de algo que já foi realizado e que certamente se realizará para cada um de nós. Também a nossa ressurreição e a dos nossos defuntos, portanto, não é uma coisa que poderá realizar-se ou não, mas é uma realidade certa, enquanto radicada no evento da ressurreição de Cristo.
Ter esperança para o cristão, significa portanto, para Francisco,  aprender a viver na expectativa, com um coração pobre e humilde, de alguém que não deposita a sua confiança nos seus próprios bens e capacidades, mas em Deus que ressuscitou Jesus dos mortos e há de nos fazer partícipes dessa mesma Ressurreição.

E assim, concluiu dizendo o Santo Padre, estaremos sempre com o Senhor! Vocês acreditam nisso? Perguntou Francisco aos presentes na Aula Paulo VI. Pergunto-vos: vós acreditais nisso? Então convido-vos todos a repetir juntamente comigo, três vezes, a seguinte expressão: e assim para sempre estaremos com o Senhor! E assim para sempre estaremos com o Senhor! E assim para sempre estaremos com o Senhor! Sim, e lá com o Senhor nos encontraremos! Obrigado!

Como habitualmente, não faltou uma saudação do Santo Padre, aos fiéis e peregrinos de língua oficial portuguesa presentes na audiência, na Aula Paulo VI:

“Dirijo uma saudação especial a todos os peregrinos de língua portuguesa, nominalmente aos estudantes vindos de Portugal. Queridos amigos, que a fé na Ressurreição nos leve a olhar para o futuro, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Deus vos abençoe”!