24 janeiro, 2017

Papa convida a entrar na lógica da boa notícia




(RV) Na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais que se celebra hoje, o Papa Francisco convida a comunicar a esperança e a confiança, no nosso tempo. Não devemos ter medo, pois que Deus está connosco, como anuncia o profeta Isaías.

O progresso tecnológico torna instantânea a possibilidade de captar e difundir notícias de forma capilar, muitas vezes misturando as boas e as más, o trigo e o joio.

Cabe aos comunicadores  decidir o material que querem fornecer à mente e humana. A todos  Francisco exorta a oferecer uma comunicação construtiva que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com confiança, a realidade.

Francisco considera que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas).

Recorda que, se por um lado não podemos ignorar o drama do sofrimento, por outro não podemos cair num optimismo ingénuo, ou na apatia do medo de que não seja possível vencer o mal. Não se pode também espectacular o mal ao ponto de anestesiar as consciências ou levar a cair no desespero.

Francisco diz querer contribuir para a busca dum estilo  de comunicação aberta e criativa, que não faça do mal o grande protagonista, mas proponha soluções, ofereça uma abordagem propositiva e responsável às pessoas a quem se comunica a notícia. Enfim, entrar num lógica da “boa notícia”, muitas vezes deixada para trás, porque se diz que não atrai. Até porque a vida é uma história a ser contada e há que encontrar a lente justa para a interpretar, ponde em realce os elementos mais importantes a ser contados, porque “a realidade não tem um significado unívoco”.

Então, quais são as lentas certas? “Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus».  A boa notícia é o próprio Jesus. E é boa não porque nela não se encontra  o sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade.

Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo e que assume as suas fraquezas, dando lugar à esperança.

Trata-se duma esperança que não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações e faz germinar a vida nova. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia – escreve o Papa na sua mensagem.

Jesus morreu e ressuscitou para que tivéssemos as lentes adequadas para nos aproximarmos da lógica do amor da misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo.

Através «da força do Espírito Santo», podemos ser «testemunhas» e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra”. A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa.

O Papa termina convidando a alimentar a esperança com a leitura da Boa Notícia.

23 janeiro, 2017

«TIRE O DEDO DA LENTE!»

 
 
No Sábado publiquei no facebook uma fotografia do Santuário de Fátima, onde estava a fazer a recolecção anual dos Ministros Extraordinários da Comunhão da Diocese de Leiria-Fátima.
Com o meu “particular jeito” para a fotografia, a mesma saiu com uma falha, a qual o Pe Patrício, Vigário Paroquial da “minha” Paróquia da Marinha Grande, meu amigo e meu vizinho, companheiro de muitas orações, logo notou, e com o seu particular humor, que eu muito aprecio, comentou: «Tire o dedo da lente.»

E eu, como sempre, fui rindo e pensando se poderia retirar alguma lição do acontecido para a minha vivência cristã.

Ora bem, o dedo na lente não permitiu, não permite, que a grandeza e beleza do Santuário de Fátima seja vista na sua totalidade, ou seja, retira, mesmo que pouco, a dimensão, (não só de espaço, mas também espiritual), que afinal a fotografia queria mostrar/dar a outros.

Também nós temos vários “dedos” que, colocados nas nossas vidas, não nos deixam “ver” Deus em toda a sua dimensão de amor, não nos deixam, por isso mesmo, viver o nosso Deus que a todos se oferece inteira e continuamente, e não aos “bocados” ou só em certos momentos, como esses “dedos” acabam por provocar.

É o “dedo” do orgulho, o “dedo” da vaidade, o “dedo” da indiferença, o “dedo” da falta de perdão, o “dedo” do medo da mudança, o “dedo” das nossas “certezas”, o “dedo” das nossas vergonhas, e tantos mais “dedos” que cada um, com certeza, reconhece na sua vida.

Então, chegamos à conclusão que esses “dedos” nos retiram a “possibilidade” de “ver Deus por “inteiro”, de viver Deus em todo o seu amor, de comungar Deus em toda a sua entrega, e tal como Pe Patrício comentou, deveremos dizer a nós próprios e aos outros também: «Tira os “dedos” da tua vida … para poderes ver e viver Deus que se faz presente para ti.»


Marinha Grande, 23 de Janeiro de 2017
Joaquim Mexia Alves

Papa encontra Dirigentes do Anti-máfia e Anti-terrorismo


(RV) O Papa Francisco recebeu na manhã desta segunda-feira, dia 23 de Janeiro de 2017, às 11,30 horas de Roma, em audiência na Sala do Concistório, do Vaticano, cerca de 40 membros da Direcção Antimáfia e Anti-terrorismo.

“A função que vos foi confiada, disse o Papa, diz respeito ao perseguimento dos reatos das três grandes organizações criminosas de cariz mafiosa: máfia, camorra e n’drangheta. Estes desfrutam as carências económicas, sociais e políticas, encontram terreno fértil para realizar os seus deploráveis projectos. Mas entre as vossas competências destaca-se também o contraste ao terrorismo, que está a assumir cada vez mais uma dimensão  cosmopolita e um aspecto cada vez mais devastador”, disse Francisco.

Perante todos estes desafios, “desejo por isso, acrescentou Francisco, exprimir-vos a minha apreciação e o meu encorajamento para o exercício da vossa actividade, difícil e cheia de riscos, mas quanto mais indispensável para a retorsão e a libertação do poder das associações criminosas que se tornam responsáveis de violências manchadas de sangue humano”.

A sociedade, observou ainda o Santo Padre, precisa de ser libertada da corrupção, das extorsões, do tráfico ilícito de estupefacientes, de armas, do tráfico de seres humanos entre os quais, as crianças, reduzidas à escravidão. São estas, sublinhou Francisco, as chagas sociais e ao mesmo tempo, desafios globais que a colectividade internacional é chamada a enfrentar hoje com determinação.

Recomendando mais uma vez a necessidade de trabalhar em colaboração com os outros países do mundo inteiro nesta luta, Francisco recordou aos presentes que a sociedade deposita muita confiança na sua professionalidade e experiência de magistrados e investigadores empenhados em combater e  desenraizar o crime organizado.

E o Papa exortou–os sobretudo, a dedicar, disse, “todos os esforços, especialmente no contraste do tráfico das pessoas e no contrabando dos migrantes: estes sãos reatos gravíssimos que atingem os mais débeis de entre os fracos. A este respeito, disse, é necessário incrementar as actividades de tutela das vítimas, prevendo assistência legal e social destes nossos irmãos e irmãs em busca de paz e de futuro. Todos aqueles que fogem dos próprios países por causa da guerra, das violências e das perseguições têm o direito de encontrar um acolhimento adequado e uma protecção idónea que se possa definir civil.

“Caros irmãos e irmãs, o Senhor vos dê a força de prosseguir sempre avante, de nunca se desencorajarem, mas de continuarem a lutar contra a corrupção, a violência, a máfia e o terrorismo. Estou consciente do facto que o trabalho que desempenhais, comporta o risco da vida ou outros perigos para vós e para as vossas famílias. Eu sei disso. Por isso requer um suplemento de paixão, de sentido do dever e força de animo. Ao mesmo tempo peço a Deus justo e misericordioso, de tocar o coração dos homens e das mulheres das diversas máfias, para que parem de praticar o mal, convertam-se e mudem de vida. O dinheiro de negócios sujos e dos delitos mafiosos é dinheiro cheio de sangue e produz um poder iníquo. Para vós, as vossas famílias e o vosso trabalho, invoco o apoio do Senhor e enquanto peço-vos também de rezar por mim, de todo o coração abençou-vos”.  

Papa: maravilha do sacerdócio de Cristo, deixemo-nos perdoar por Deus




(RV) O Papa Francisco iniciou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta segunda-feira (23/01). A homilia do Pontífice foi dedicada ao sacerdócio de Cristo, inspirando-se na Carta aos Hebreus proposta na Primeira Leitura.

Jesus é o sumo sacerdote. E o sacerdócio de Cristo é a grande maravilha, a maior maravilha que nos faz cantar um canto novo ao Senhor, como diz o Salmo responsorial.

O sacerdócio de Cristo se realiza em três momentos, explicou o Papa. O primeiro é a Redenção: enquanto os sacerdotes na Antiga Aliança tinham que oferecer sacrifícios todos os dias, “Cristo ofereceu a si mesmo, uma vez por todas, pelo perdão dos pecados”. Com esta maravilha, “nos levou ao Pai”, “recriou a harmonia da criação”, destacou Francisco.

A segunda maravilha é a que o Senhor faz agora, isto é, rezar por nós. “Enquanto nós rezamos aqui, Ele reza por nós”, “por cada um de nós”, ressaltou o Papa: “agora, vivo, diante do Pai, intercede” para que não falte a fé. Quantas vezes, de facto, se pede aos sacerdotes que rezem porque “sabemos que a oração do sacerdote tem uma certa força, justamente no sacrifício da Missa”. A terceira maravilha será quando Cristo voltar, mas esta terceira vez não será em relação ao pecado, será para “fazer o Reino definitivo”, quando nos levará a todos com o Pai:

“Há esta grande maravilha, este sacerdócio de Jesus em três etapas – quando perdoa os pecados uma vez por todas; quando intercede agora por nós; e quando Ele voltar – mas tem também o contrário, ‘a blasfémia imperdoável’. É duro ouvir Jesus dizer essas coisas, mas Ele falou disso e, se o diz, é porque é verdade. ‘Em verdade Eu digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens – e nós sabemos que o Senhor perdoa tudo se abrirmos um pouco o coração. Tudo! – os pecados e também todas as blasfémias serão perdoadas! – mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado eternamente’”.

Para explicar isso, o Papa faz referência à grande unção sacerdotal de Jesus: foi o que fez o Espírito Santo no seio de Maria, afirmou, e também os sacerdotes na cerimónia de ordenação são ungidos com o óleo:

“Também Jesus como Sumo Sacerdote recebeu esta unção. E qual foi a primeira unção? A carne de Maria com a obra do Espírito Santo. E quem blasfema contra isto, blasfema o fundamento do amor de Deus, que é a redenção, a recriação; blasfema contra o sacerdócio de Cristo. ‘Mas como é mau o Senhor, não perdoa?’ – ‘Não! O Senhor perdoa tudo! Mas quem diz essas coisas está fechado ao perdão. Não quer ser perdoado! Não se deixa perdoar!’. Este é o aspecto negativo da blasfémia contra o Espírito Santo: não deixar-se perdoar, porque renega a unção sacerdotal de Jesus, que fez o Espírito Santo”.

Concluindo, o Papa retomou as grandes maravilhas do sacerdócio de Cristo e também a “blasfémia imperdoável”, “não porque o Senhor não queira perdoar tudo, mas porque esta pessoa está tão fechada que não se deixa perdoar: a blasfémia contra esta maravilha de Jesus”:

“Hoje nos fará bem, durante a Missa, pensar que aqui sobre o altar se faz a memória viva, porque Ele estará presente ali, do primeiro sacerdócio de Jesus, quando oferece a sua vida por nós; há também a memória viva do segundo sacerdócio, porque Ele rezará aqui; mas também, nesta Missa – o diremos depois do Pai-Nosso – há aquele terceiro sacerdócio de Jesus, quando Ele voltará e a nossa esperança da glória. Nesta Missa, pensemos nessas belas coisas. E peçamos a graça ao Senhor de que o nosso coração jamais se feche – jamais se feche! – a esta maravilha, a esta grande gratuidade”.

22 janeiro, 2017

Apelos do Papa depois do Angelus




Depois da oração das Ave Marias, o Papa recordou que estamos a viver a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que este ano tem por tema um breve extracto da Carta de São Paulo aos Coríntios: “O amor de Cristo nos leva à reconciliação”. Francisco anunciou que quarta-feira próxima, em conclusão da Semana de Oração, haverá uma celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo Fora de Muros em Roma, com a participarão de todos os irmãos e irmãs das outras Igrejas e comunidades cristãs presentes em Roma. E convidou a rezar para que se concretize o desejo de Cristo “Que todos sejam um”.

*

O Papa exprimiu mais uma vez a sua proximidade em relação às populações da Itália central, afectadas nos dias passados por mais um terramoto e por fortes caídas de neve, o que as submeteu mais uma vez a uma dura provação.

Estou próximo com a oração e com o afecto às famílias que tiveram vítimas entre os seus entes queridos. Encorajo aqueles que estão empenhados, com grande generosidade, nas obras de socorro e de assistência, assim como as igrejas locais que fazem de tudo para aliviar os sofrimentos e as dificuldades. Muito obrigada por esta proximidade e pelo vosso trabalho”.

E Francisco convidou a rezar uma Ave Maria pelas vítimas e pelos socorristas.  

O Senhor revela-se a nós na quotidianidade - Papa no Angelus


(RV) Domingo 22 de Janeiro. Na sua reflexão antes da oração do ângelus da janela do Palácio Apostólico, o Papa Francisco falou da passagem do Evangelho que narra o início da pregação de Jesus na Galileia. Jesus deixa a aldeia montanhosa de Nazaré e estabelece-se em Cafarnaum, importante centro urbano nas margens do Lago, habitado essencialmente por pagãos e ponto de encruzamento entre o Mediterrâneo e a Mesopotâmia. A “Galileia das gentes” como era chamada.

Vista de Jerusalém a Galileia era considerada uma periferia, religiosamente impura. Dela não se esperavam grandes coisas para a história da salvação. Mas paradoxalmente, precisamente dali, da periferia, veio a luz de Cristo.

O Papa continuou dizendo que a mensagem de Jesus anuncia o Reino de Deus que não comporta a instauração de um novo poder político, mas a concretização da aliança entre Deus e o seu povo que dará inicio a uma estação de paz e justiça. Uma aliança que requer a conversão de cada um transformando o próprio modo de pensar e de viver -  a transformação do pensamento e dos costumes - insistiu Francisco, dizendo que a diferença entre Jesus e o profeta João Baptista  - que nos foi apresentado nos domingos anteriores - está no estilo e o no método.

Jesus opta por ser profeta itinerante. Não fica à espera das pessoas, mas vai ao seu encontro. As suas primeiras saídas missionárias  dão-se  ao longo das margens do lago da Galileia, em contacto com a multidão, de modo particular os pescadores”.

Ali Jesus proclama a vinda do Reino de Deus e procura companheiros para a sua missão de salvação. Ali encontra dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João. Convida-os a segui-lo, pois que “os fará pescadores de homens”
A chamada – sublinhou Francisco chega enquanto estão em plena actividade quotidiana, porque “o Senhor se revela a nós não de forma extraordinária ou estrondosa, mas na quotidianidade da nossa vida”.

É ali que devemos encontrar o Senhor, dialogar com Ele na nossa quotidianidade e mudar a nossa vida – acrescentou,  fazendo notar que a resposta dos quatro pescadores foi imediata e sem hesitação: abandonaram as redes e seguiram Jesus. 

Assim, nas margens do lago, numa terra impensável, nasceu a primeira comunidade de discípulos de Cristo. E nós cristãos, temos  hoje a alegria de proclamar e dar testemunho da nossa fé, graças àquele primeiro anúncio e àqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente  à chamada de Jesus – disse o Papa, com este desejo:

A consciência destes inícios suscite em nós o desejo de levar a palavra, o amor, a ternura de Jesus a todos os contextos, mesmo nas mais impérvias e refractárias. Levar a palavra a todas as periferias. Todos os espaços da vida humana são terrenos onde deitar a semente do Evangelho, a fim de que dê frutos de salvação”.

E terminou pedindo a Nossa Senhora que nos ajude, com a sua materna intercepção, a responder, com alegria, à chamada de Jesus a pormo-nos ao serviço do Reino de Deus.
 
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Depois da oração das Ave Marias, o Papa recordou que estamos a viver a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que este ano tem por tema um breve extracto da Carta de São Paulo aos Coríntios: “O amor de Cristo nos leva à reconciliação”.  Francisco anunciou que quarta-feira próxima, em conclusão da Semana de Oração, haverá uma celebração das Vésperas na Basílica de São Paulo Fora de Muros em Roma, com a participarão de todos os irmãos e irmãs das outras Igrejas e comunidades cristãs presentes em Roma. E convidou a rezar para que se concretize o desejo de Cristo “Que todos sejam um”.
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O Papa exprimiu mais uma vez a sua proximidade em relação às populações da Itália central, afectadas nos dias passados por mais um terramoto e por fortes caídas de neve, o que as submeteu mais uma vez a uma dura provação.

Estou próximo com a oração e com o afecto às famílias que tiveram vítimas entre os seus entes queridos. Encorajo aqueles que estão empenhados, com grande generosidade, nas obras de socorro e de assistência, assim como as igrejas locais que fazem de tudo para aliviar os sofrimentos e as dificuldades. Muito obrigada por esta proximidade e pelo vosso trabalho”.

E Francisco convidou a rezar uma Ave Maria pelas vítimas e pelos socorristas.  

O Papa recordou também que no Extremo Oriente, milhões de homens e mulheres se preparam para festejar no próximo dia 28 deste mês, a festa do fim do Ano Lunar. Enviou saudações e votos de que a alegria do amor possa difundir-se no seio de cada família e dali a toda a sociedade, esperando que haja respeito uns pelos outros, comunicação e o cuidar-se uns dos outros desinteressadamente.

Francisco concluiu o sua alocução dominical, saudando todos os fieis e peregrino reunidos na Praça de São Pedro para ouvir as suas palavras, referindo-se de modo particular a um grupo de meninas do Panamá [onde se vai realizar a próxima JMJ] e à União Católica de Professores, Dirigentes, Educadores e Formadores que estão a realizar o seus 25º Congresso, desejando que façam sempre um bom trabalho, sempre em colaboração com as famílias.

No final, despediu-se pedindo orações para ele. 

(DA)

21 janeiro, 2017

Anunciada a data da próxima Jornada Mundial da Juventude

 

(RV) Anunciada a data da próxima Jornada Mundial da Juventude. Será de 22 a 27 de Janeiro de 2019.

Será de 22 a 27 de Janeiro de 2019. O anúncio foi dado pelo arcebispo de Panamá, D. José Domingo Ulboa Medieta, numa conferência de imprensa. O prelado agradeceu ao Santo Padre por ter escolhido o Panamá para sede da JMJ 2019, que terá por tema “Eis aqui a servo do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavras”.

O arcebispo justificou depois a escolha do mês de Janeiro, dizendo que de entre os factores levados em consideração havia a questão climática. Nesse período é, de facto, Verão no Panamá, o que permite garantir as condições climáticas para a realização do evento mundial da juventude.

D. José Domingo Ulboa Medieta disse também ter consciência de que nalguns países não é período de férias, mas declarou-se convicto de que isto não será um impedimento para que milhares de jovens dos outros continentes possam ir ao Panamá encontrar-se com Nosso Senhor Jesus Cristo, sob a protecção da Virgem Maria, e com o Sucessor de Pedro.

Dirigindo-se directamente aos jovens de todos os continentes, o Prelado  disse saber que quando os jovens se propõem metas, e especialmente se estas têm a ver com sua fé, são criativos e se adaptam às realidades, para podê-las alcançar.

E concluiu dizendo que os esperam de braços abertos para compartilhar a fé, para se sentir Igreja, trazendo cada um a sua riqueza étnica e cultural nesta grande festa espiritual, onde – afirmou - “mostraremos ao mundo o rosto jovem de uma Igreja.

Católica em saída, disposta a fazer barulho para anunciar a alegria do Evangelho, aos distantes, aos excluídos, aos que se encontram nas periferias existenciais e geográficas”.

Por fim convidou a rezar e garantiu que trabalharão para que a Jornada Mundial da Juventude seja oportunidade de um renovado envio para a Igreja Católica e o mundo inteiro.

(DA)

Papa à Rota Romana: necessária formação antes e depois do matrimónio



(RV) O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado (21/01), os Juízes, Funcionários, Advogados e Colaboradores do Tribunal da Rota Romana, para a inauguração do Ano Judicial. No seu discurso o Papa falou da relação entre fé e matrimónio e, em particular, das perspectivas de fé presentes no contexto humano e cultural em que se forma a intenção matrimonial. E, citando São JPII Francisco enfatizou que existe uma unidade profunda e indissolúvel entre o conhecimento da razão e da fé", de tal maneira que, quanto mais o ser humano se afasta da perspectiva da fé tanto mais ele se expõe ao risco de falhar, acabando por se encontrar na condição do “insensato”.

Também o Papa Bento XVI – prosseguiu o Papa - recordou que só quando nos abrimos à verdade de Deus podemos compreender e dar-nos conta, também na vida conjugal e familiar, da verdade do homem enquanto seu filho, regenerado pelo Baptismo, sublinhando a importância de aprofundar a relação entre amor e verdade:

“Se o amor não tem relação com a verdade, ele está sujeito à mudança dos sentimentos e não supera à prova do tempo. O amor verdadeiro, ao invés, unifica todos os elementos da nossa pessoa e se torna uma nova luz para uma vida grande e plena. Sem a verdade o amor não pode oferecer um vínculo sólido, não consegue levar o “eu” para além do seu isolamento, nem libertá-lo do instante fugaz para edificar a vida e dar frutos”.

Perante a mentalidade difusa em que a fé é enfraquecida e já não é critério interpretativo e operativo para a existência pessoal, familiar e social, Francisco propôs dois remédios: o primeiro, a formação dos jovens mediante um adequado caminho de preparação para redescobrir o matrimónio e a família segundo o plano de Deus. Trata-se de ajudar os futuros esposos a compreender e apreciar a graça, a beleza e a alegria do verdadeiro amor, salvado e redimido por Jesus, disse o Papa, reiterando que a comunidade cristã é chamada a anunciar cordialmente o Evangelho a estas pessoas, para que a sua experiência de amor se possa tornar um sacramento, sinal eficaz de salvação. E Francisco explica:

“É necessário, portanto, que os operadores e os organismos responsáveis pela pastoral familiar sejam animados por uma forte preocupação de tornar cada vez mais eficazes os itinerários de preparação ao sacramento do matrimónio, para o crescimento não apenas humano, mas sobretudo da fé dos noivos. E a finalidade fundamental dos encontros é de ajudar os noivos a realizar uma inserção progressiva no mistério de Cristo, na Igreja e com a Igreja”.

Daí, a necessidade de pessoas com competência específica e devidamente preparadas para tal serviço, numa oportuna sinergia entre sacerdotes e casais, disse ainda Francisco reiterando a necessidade de um "novo catecumenato", em preparação para o matrimónio para que tal preparação se torne parte integrante de todo o processo sacramental do matrimónio, o que servirá de antídoto para impedir a multiplicação de celebrações matrimoniais nulas ou inconsistentes.

O segundo remédio indicado por Francisco é ajudar os recém-casados a continuar o caminho na fé e na Igreja, mesmo depois da celebração do matrimónio. Será necessário – sublinha Francisco - identificar com coragem e criatividade, um projecto de formação para os jovens casais, com  iniciativas destinadas a aumentar a consciência do sacramento recebido. E a comunidade cristã é chamada a acolher, acompanhar e ajudar os jovens casais, oferecendo-lhes ocasiões e instrumentos adequados para cuidarem da sua vida espiritual, tanto na vida familiar, como na programação pastoral da paróquia ou nas agregações.

E Francisco exorta os párocos a serem cada vez mais conscientes da delicada tarefa que lhes é confiada na gestão do percurso sacramental do matrimónio dos futuros esposos, passando de uma visão puramente jurídica e formal da preparação dos futuros esposos, a uma fundação sacramental já a partir do início. “Isso vai exigir a contribuição generosa de cristãos adultos, homens e mulheres, que se coloquem ao lado do sacerdote na pastoral familiar para construir a "obra-prima da sociedade, a família, o homem e a mulher que se amam, o plano luminosos de Deus” – ressaltou o Papa.

Que o Espírito Santo assista e sustente a todos os que, sacerdotes leigos, se empenham e se empenharão neste campo para que nunca percam o impulso e a coragem de trabalhar para a beleza das famílias cristãs, apesar das insídias ruinosas da cultura dominante do efémero e do provisório.

Como tenho dito várias vezes, precisa muita coragem para se casar no tempo em que vivemos. E aqueles que têm a força e a alegria de fazer este passo importante devem sentir ao seu lado o afecto e a proximidade concreta da Igreja – concluiu Francisco.