26 julho, 2018

Bispos da Nicarágua escrevem ao Presidente Ortega

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 Manifestações na Nicarágua  (AFP or licensors)
  
Os bispos querem esclarecimento sobre o papel da Conferência Episcopal como mediadora e testemunha da crise. Da resposta dependerá o prosseguimento do Diálogo Nacional. 

Cidade do Vaticano 

Por enquanto nenhum comunicado público, mas uma carta privada ao presidente Daniel Ortega. Desse modo os bispos nicaraguenses tentam alimentar a fraca chama do diálogo Num país onde a violência e o terror dominam cada vez mais por causa dos ataques das forças paramilitares. Depois de terem reconquistado Masaya na semana passada, estão prestes a atacar um outro foco de resistência, a cidade de Jinotega, retirando do bairro Sandino os últimos bloqueios de manifestantes do país. 

Prosseguimento do Diálogo Nacional

Na quarta-feira (25/07) foi noticiado de que os bispos tinham escrito diretamente ao Presidente. O conteúdo da carta é reservado, mas evidentemente, foi solicitado ao Presidente se ainda é aceite o papel da Conferência Episcopal como mediadora e testemunha. Foi o próprio Presidente, no final de abril, a pedir aos bispos para que assumissem o papel de mediação durante o Diálogo Nacional. Mas na semana passada Ortega dirigiu um pesado ataque aos bispos, definindo-os como “golpistas” e desautorizando todo o trabalho que tinham tentado organizar para o pleno restabelecimento da paz e da vida democrática, a começar pela antecipação das eleições presidenciais para os primeiros meses de 2019. Enfim, uma contradição que o episcopado pede esclarecimentos a título preliminar. 

Manifestação de apoio à Igreja

Enquanto isto as oposições proclamaram para o próximo sábado, uma manifestação de apoio à Igreja Católica nicaraguense depois dos últimos ataques, físicos e verbais, de Ortega e das forças paramilitares ligadas ao governo. 

Dom Abelardo Mata: cessem as profanações das igrejas

No entanto continua dramática a situação em Jinotega, onde os paramilitares tomaram o controle da cidade e chegaram a dar alguns tiros durante o enterro de uma das vítimas dos últimos dias, um jovem de apenas 16 anos. Notícia dada com coragem por D. Carlos Enrique Herrera no seu Twitter.

Ontem (25/07), dia de São Tiago Apóstolo, o cardeal Leopoldo Brenes, arcebispo de Manágua, celebrou uma Missa de Reparação pelas recentes profanações na cidade de Jinotepe. O cardeal convidou todos os fiéis para que não cedam às provocações e não respondam com gestos violentos aos ataques, explicando que o ódio só pode ser vencido com o amor.

No mesmo dia, o bispo de Estelí, D. Abelardo Mata, apresentou um comunicado, no qual convida a população a manifestar-se de modo pacífico e a responder aos ataques, com a oração. Ao mesmo tempo pede que cessem as profanações das igrejas por parte das forças paramilitares.

Enfim, há uma controvérsia entre o governo de Manágua e o brasileiro, que pediu explicações claras sobre a dinâmica da morte da jovem estudante Raynéia Lima, ocorrida na segunda-feira (23/07).

VATICAN NEWS

25 julho, 2018

«QUE QUERES?»*

 
 
 
 
Sabes o que eu quero,
Senhor?

Deixa-me preparar a minha lista,
de pedidos vários,
de desejos que tenho em vista,
de coisas que preciso para mim,
talvez para os outros,
também,
de riquezas e alegrias,
de coisas boas,
enfim!

Mas a lista é tão comprida,
Senhor,
que desisto,
e não a faço,
talvez não a queira,
afinal,
na minha própria vida.

Sabes, então, o que eu quero,
Senhor,
o que eu quero,
por fim?

Quero apenas o que Tu queres,
todos os dias,
para mim!


* Mt 20, 21

Monte Real, 25 de Julho de 2018
Joaquim Mexia Alves

50º aniversário da "Humanae vitae" do Papa Paulo VI



Nesta quarta-feira, 25 de julho, celebra-se o 50º aniversário da Encíclica "Humanae vitae". O Papa Paulo VI faz um apelo aos esposos cristãos para que o documento meticulosamente realizado não seja visto como uma série de proibições, mas como uma contribuição para a sua vocação.

VATICAN NEWS

Arcebispo de Atenas: responsabilidades humanas nos incêndios

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Rodovia nas proximidades de Atenas  (AFP or licensors)

Dom Sebastianos Rossolatos, arcebispo de Atenas, não exclui que o fogo seja doloso e nesta entrevista, fala da responsabilidade humana e do Estado.  

Cidade do Vaticano 

Há 24 horas do início do devastador incêndio nas duas grandes florestas que circundam a capital grega, contam-se mais de 70 mortos e 550 feridos, entre os quais muitas crianças. Dom Sebastianos Rossolatos, arcebispo de Atenas, não exclui que o fogo seja doloso e fala de responsabilidade humana e do Estado.

Entrevistado por Luca Collodi, da Rádio Vaticano Itália, o arcebispo diz que houve dois incêndios, a leste e a oeste da capital. A Cáritas Grécia está em contcto com as autoridades e pronta para enviar ajudas, olaborando na remoção de detritos incendiados e liberar as estradas:

“Além da origem dolosa, vejo também responsabilidades humanas, porque as construções na Grécia, principalmente em Attica, são muitas vezes irregulares. O Estado regulamenta mas as cidades não são bem construídas e não existem vias de fuga em caso de incêndios ou enchentes. Por isso, também tivemos muitos afogados por causa das chuvas”.

Questionado sobre as causas destas calamidades, o arcebispo responde:

“Muitas vezes, são os turistas que tentam preparar comida nas montanhas e provocam incêndios. Outras, são certamente intencionais. Não sabemos o porquê disto, mas sim que grupos organizados queimam os bosques para poder construir depois. E infelizmente o Estado, que declara que a área incendiada deve ser replantada, não se esforça muito em controlar e alguns anos depois, começam a reconstruir”.

A respeito das perspetivas do país, o bispo fala da realidade do tecido social:

“Na Grécia, as relações familiares são fortes e isto salvou muita gente, porque um ajuda o outro. Mas ainda não vemos uma luz, uma esperança de que cheguem ajudas, no sentido de financiar novas empresas que dêm empregos às pessoas. Promete-se muito, mas ainda não vemos mudanças”.

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 Ventos de 100 km/h propagaram o fogo

VATICAN NEWS


24 julho, 2018

Pesar do Papa Francisco pelos incêndios na Grécia

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Incêndios florestais na Grécia  (AFP or licensors)

O Patriarca dá voz à "profunda solidariedade e apoio da Igreja Mãe" também aos "habitantes de Creta e outras regiões da Grécia que sofrem por causa dos incêndios".   

Cidade do Vaticano 

“Sua Santidade o Papa Francisco ficou profundamente entristecido ao saber dos recentes incêndios na Grécia, manifestando a sua sincera solidariedade a todos os afetados por esta tragédia”, diz o telegrama enviado nesta terça-feira às autoridades eclesiais e civis gregas.

Em particular – diz o telegrama assinado pelo cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin - o Santo Padre “encomenda as almas dos falecidos ao amor misericordioso do Deus Todo-Poderoso e encoraja as autoridades civis e o pessoal de emergência enquanto continuam nos seus esforços de resgate”.

Sobre todos os que choram, o Papa Francisco “invoca as bênçãos do Senhor de consolo e força” 

Pesar de Bartolomeu I

"Olhamos com tristeza para os dramáticos acontecimentos na região da Ática em consequência dos grandes incêndios que destroem vidas humanas,  propriedades dos habitantes e queimam a riqueza vital das florestas": foi o que escreveu nesta manhã de terça-feira (24/07) o Patriarca Ecuménico Bartolomeu. "As nossas orações intensificam-se e unem-se às do arcebispo de Atenas, Ieronymos e dos metropolitas das regiões afetadas", para que "Deus ajude a deter esse enorme desastre humano e ecológico, que sem dúvida tem consequências incalculáveis" e "dê forças aos parentes das vítimas e aos feridos ". 

Solidariedade e apoio

O Patriarca dá voz à "profunda solidariedade e apoio da Igreja Mãe" também aos "habitantes de Creta e outras regiões da Grécia que sofrem por causa dos incêndios". As vítimas dos incêndios na Grécia já são mais de cinquenta e a mídia local fala de "uma situação trágica com milhares de pessoas evacuadas". 

Pêsames e orações pelas vítimas

Também o arcebispo de Atenas e presidente dos bispos católicos gregos, Dom Sebastianos Rossolatos, exprime a sua tristeza: "Um verdadeiro inferno. É uma carnificina". "O balanço das vítimas e dos feridos aumenta a cada hora. A intensidade e a vastidão dos incêndios - disse o arcebispo, nestes dias em Siros, mas em constante contacto com a capital – estão a provocar uma verdadeira carnificina. Rezemos por todos aqueles que perderam as suas vidas, que ficaram feridos e privados de tudo. O meu pensamento, em particular, - afirmou o arcebispo -, gostaria de dirigir também às muitas pessoas que estão a  trabalhar nos socorros, colocando em risco as suas vidas". 

Refletir sobre o cuidado da criação

"Estes factos - sublinhou Dom Rossolatos – devem fazer-nos questionar sobre o respeito do meio ambiente que passa também através do respeito pelas regras. Na verdade, não pode haver uma expansão de habitações sem controle e sem a autorização necessária. Desastres como estes - concluiu - encontram as suas causas também na ação indiscriminada do homem". 

Solicitada a ajuda da Europa

Mati, uma localidade turística costeira na região de Rafina, a cerca de 40 km a nordeste de Atenas, ficou totalmente queimada. Os incêndios destruíram pelo menos mil casas até agora. O fumo chegou a Atenas e o Parthenon está envolvido por uma nuvem espessa. Um segundo incêndio está a devastar um bosque de pinheiros a 50 quilómetros a oeste de Atenas. Os sete aviões de combate a incêndios e os quatro helicópteros são incapazes de afrontar os incêndios, junto com os bombeiros. O governo grego pediu a ajuda da Europa. (SIR)

VATICAN NEWS

Nicarágua: o Papa Francisco reza, os bispos pedem a reabertura do diálogo

 
 Protestos na Nicarágua
 
O diálogo é o caminho a ser seguido para levar a reconciliação à Nicarágua. Esta é a convicção reafirmada ontem, segunda-feira, no final de um encontro, pelos bispos nicaraguenses. O Papa Francisco assegura a sua oração ao amado povo da Nicarágua.
 
Amedeo Lomonaco - Cidade do Vaticano
 
Os bispos da Nicarágua esperam que a mesa de negociações, aberta com a mediação da Igreja, possa ser reativada quanto antes. Depois dos protestos contra o governo e a dura repressão que custou a vida a pelo menos 360 pessoas, o país vive dias de tensão e angústia. O Papa Francisco segue com atenção a situação e continua a assegurar a sua oração. "Renovando a minha oração pelo amado povo da Nicarágua - disse no dia 1º de julho durante o Angelus –, desejo unir-me aos esforços que os bispos do país estão realizar, assim como tantas pessoas de boa vontade".

O governo rejeita o pedido de eleições antecipadas

Mas aos esforços ligados em particular à promoção do diálogo nacional seguiu-se a dura resposta do governo de Daniel Ortega. Por ocasião do 39º aniversário da revolução sandinista, o presidente nicaraguense acusou os bispos de "manobras de golpe contra o governo". Em entrevista à emissora "Fox News", o presidente rejeitou os pedidos de demissão e de eleições antecipadas. As próximas eleições - acrescentou ele - serão realizadas como previsto, em 2021.

Orações pela Nicarágua

Enquanto isto, no país, milhares de pessoas saíram novamente às ruas de Manágua para protestar contra o seu governo. Continuam a chegar também notícias de igrejas invadidas e profanadas. Neste doloroso cenário, a oração é a verdadeira esperança da Igreja. No domingo, realizou-se o Dia de Oração, organizado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano. Iniciativas semelhantes foram promovidas em todo o mundo para manifestar proximidade e solidariedade ao povo da Nicarágua.

VATICAN NEWS

A mensagem da Santa Brígida para a Europa

 
 
A Igreja recorda neste dia 23 de julho, Santa Brigida, declarada co-Padroeira da Europa em 1999 por São João Paulo II. Na entrevista ao Vatican News, a Madre Hilaria Vieyra, Vigária Geral da Ordem do Santíssimo Salvador, fala sobre essa mulher extremamente moderna e a atualidade de sua mensagem.
 
Debora Donnini - Cidade do Vaticano

"A mensagem de Santa Brígida hoje é tão atual quanto era em sua época: a Europa é tão marcada pelo secularismo, pelo materialismo e também pelo ódio. Hoje, mais do que nunca, existe a necessidade de viver a mensagem de Santa Brígida, que nos chama à unidade, à paz e à solidariedade".

O forte apelo que a Santa sueca fazia à Europa é reiterado pela Madre Hilaria Vieyra, Vigária Geral da Ordem do Santíssimo Salvador, fundada por Santa Brígida no século XIV e renovada por Santa Maria Isabel Hesslblad no século XX. Mas quem era essa mulher tão moderna e tão importante na história da Igreja, para ser declarada co-Padroeira da Europa? 

Esposa e mãe de 8 filhos
 
Santa Brígida nasceu em 1303 de uma nobre família sueca e, apesar de sentir sua vocação, aceitou casar-se como seu pai queria. Ela tem oito filhos. Com o seu marido Ulf, governador de um importante distrito do Reino da Suécia, ela vive um casamento feliz e de fé. "A vida de Brígida era de oração, de escuta do Evangelho, ela meditou sobre a Paixão de Nosso Senhor e daqui nasce o seu carisma, de união, de paz e de solidariedade", explica Madre Hilaria. 
 
O empenho para o retorno do Papa de Avinhão a Roma
 
A segunda parte da vida de Santa Brígida começa quando fica viúva. "Ele veio a Roma em 1349 para celebrar o Ano Santo de 1350, antes de tudo para ter a aprovação das regras da Ordem que estava a fundar", conta a religiosa.
 
Brígida queria, de facto, fundar uma Ordem composta por freiras e religiosos. "Vindo a Roma, encontra uma situação desastrosa. O Papa estava em Avinhão, não em Roma, o povo romano era como ovelha sem pastor, havia a peste, havia uma guerra entre França e Inglaterra", prossegue Madre Hilaria, sublinhando que “o seu grande amor por Jesus, a levou a fazer com que o Papa  voltasse de Avignon para Roma".

A mulher sueca decide estabelece-se em Roma e nos quartos da Praça Farnese - onde hoje está localizada a Cúria Geral - "recebeu a maior parte das Revelações, mas também em diferentes igrejas de Roma". "Santa Brígida, de facto, tira a sua mensagem do Evangelho, da união com Jesus, do seu ardente amor ao Crucifixo".

O coração da sua missão e da sua contemporânea Santa Catarina da Sena, portanto, será pedir fortemente ao Papa para que retorne ao túmulo de Pedro. Ela não verá o Papa retornar a Roma, porque Urbano V retornará mas apenas por um breve período de tempo. Ela veio a falecer em 1373, enquanto será Catarina a  testemunhar o retorno definitivo do Papa Gregório XI em 1377. "Santa Brígida – recorda Madre Hilaria - não somente rezou e fez sacrifícios, mas falou diretamente com o Papa, os cardeais, os príncipes da Europa". 

A paz na Europa

A outra "frente" em que se empenhou com força, foi a paz na Europa. Intercede para que tenha fim a Guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra. As suas obras de caridade foram decisivas nesse período. Ela, que tinha sido nobre, vivia na pobreza, encontrando-se também a pedir esmolas nas portas das igrejas. São os anos de peregrinação a várias partes da Itália: de Assis a Gargano. E, por fim, de peregrinação em peregrinação, chega à Terra Santa. Ela tinha quase setenta anos, mas isso não a impede. 
 
A mística
 
Central na sua experiência de fé, a Paixão de Cristo e a Virgem Maria. Testemunham isto o rosário brigidino e as orações, ligadas a particulares graças prometidas por Jesus àqueles que as recitassem. 
 
Santa Brígida e os Papas
 
Canonizada em 1391 por Bonifácio IX, Santa Brígida é a santa padroeira da Suécia. Foi declarada em 1999 co-Padroeira da Europa por São João Paulo II. "Indicando-a como co-Padroeira da Europa, tem a intenção de fazer com que a sintam próxima não somente aqueles que receberam a vocação a uma vida de especial consagração, mas também aqueles que são chamados às ocupações comuns da vida laical no mundo e especialmente à alta e exigente vocação de formar uma família cristã", escreveu S. João Paulo II na sua Carta Apostólica em forma de Motu Proprio com a qual a proclamava, de facto, co-Padroeira da Europa, juntamente com Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz.
 
O Papa também salientou que "a Igreja, mesmo sem nunca se ter  pronunciado sobre cada uma das revelações, acolheu a autenticidade do conjunto da sua experiência interior" e cerca de um mês mais tarde, na celebração ecuménica em memória de Santa sueca, recordou o seu empenho "pela unidade da fé e da Igreja".

Bento XVI, em 2010, a ela dedicou uma catequese de uma Audiência Geral, ligando a sua figura à busca da plena unidade de todos os cristãos: "Santa Brígida - disse - testemunha como o cristianismo permeeou profundamente a vida de todos os povos” da Europa.

Maria Isabel Hesselblad, que renovou a Ordem no século XX dando a ela um forte caráter ecuménico, foi canonizada em 2016 pelo Papa Francisco. 

As brigidinas hoje e o ecumenismo

"Nós oferecemos a nossa vida por este propósito: a unidade dos cristãos. Fazemo-lo em silêncio, na oração, na Eucaristia ... em todas as nossas casas praticamos a hospitalidade, acolhemos não somente os peregrinos escandinavos, e oferecemos o nossa serviço de humildade, de caridade e de simplicidade com uma finalidade ecuménica", diz ainda Madre Hilaria, sublinhando que na casa, na Praça Farnese, Santa Maria Isabel Hesselblad durante a Segunda Guerra Mundial, escondeu muitas pessoas, “escondeu judeus. Ela, como Santa Brígida - conclui - era uma mulher forte e corajosa, com um grande amor pelo Senhor, que a levou a fazer o bem, ajudava os pobres, acolhendo-os, com aquele grande amor que se via nela. Ela dizia isto às suas filhas ... e nós tentamos seguir o exemplo dela!"

VATICAN NEWS

22 julho, 2018

Papa pede decisão e prontidão para evitar naufrágios de migrantes

 
Papa Francisco no Angelus
 
Noo término da oração do Angelus o Santo Padre dirigiu o premente apelo à comunidade internacional a fim de que se evite que tais tragédias se repitam e se garanta o respeito aos direitos e dignidade de todos.
 
Raimundo de Lima - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco lançou um novo apelo no Angelus ao meio-dia deste domingo (22/07) diante da dramática situação de migrantes que se aventuram nas águas do Mediterrâneo para chegar à Europa.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco!

 “Chegaram estas últimas semanas notícias dramáticas de naufrágios de barcos carregados de migrantes nas águas do Mediterrâneo. Expresso a minha dor diante de tais tragédias e asseguro aos desaparecidos e às suas famílias a minha recordação e minha oração. Dirijo um veemente apelo a fim de que a comunidade internacional aja com decisão e prontidão, no sentido de evitar que tais tragédias se repitam, e para garantir a segurança, o respeito aos direitos e à dignidade de todos.”

Veja também: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-07/papa-francisco-missa-migrantes.html#play
(Papa sobre a migração: a solidariedade é a única resposta sensata)
 
Enésimo apelo do Pontífice
Trata-se de mais um apelo do Santo Padre diante de tragédias como estas, com o agravar-se de tais situações. Notícias da manhã deste domingo dão conta de que a Guarda Costeira da Líbia divulgou ter interceptado no sábado um barco com 40 migrantes a bordo, nas proximidades das costas do país africano, em direção à Europa.

A bordo da embarcação, que agora está nas costas da cidade de Zuwara, encontram-se 31 homens, 8 mulheres e uma criança, declarou o porta-voz Ayoub Gassim. Os migrantes são provenientes de Marrocos, Egipto, Síria e Nigéria e foram transferidos para uma base naval em Trípoli, capital líbia.

VATICAN NEWS

Papa no Angelus: distantes de Jesus e de seu amor, nos perdemos

 
Fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro
para a oração do Angelus com o Papa  (AFP or licensors)
 
“Com Jesus ao lado pode-se prosseguir com segurança, podem-se superar as provações, progride-se no amor a Deus e aos próximo. Jesus fez-se dom para os outros, tornando-se assim modelo de amor e de serviço para cada um de nós”, disse Francisco.
 
Raimundo de Lima - Cidade do Vaticano

“Sem a verdade, que é mesmo Cristo, não é possível encontrar a justa orientação da vida. Quando nos distanciamos de Jesus e do seu amor, perdemos-nos e a existência transforma-se em desilusão e insatisfação.” Foi o que disse o Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Angelus, ao meio-dia deste domingo (22/07), na qual deteve-se sobre à página do Evangelho proposta para a liturgia do dia.

Ouça a reportagem com a voz do Papa Francisco!

O Evangelho de hoje (Mc 6,30-34), disse o Papa, conta-nos que os apóstolos, após a primeira missão, voltam a Jesus e lhe dizem “tudo aquilo que tinham feito e ensinado”. Após a experiência da missão, certamente entusiasmante, mas também cansativa, frisou Francisco, eles precisam de repouso.

O Pontífice ressaltou que Jesus preocupou-se em assegurar-lhes um pouco de alívio, convidando-os a um lugar deserto onde pudessem recobrar as forças, mas que a multidão, tendo intuído para onde iam, correu chegando ao lugar antes deles, mudando assim o programa.

Flexibilidade e disponibilidade às necessidades dos outros

“O mesmo pode acontecer também hoje. Por vezes não conseguimos realizar os nossos projetos, porque surge um imprevisto urgente que acaba com os nossos programas e requer flexibilidade e disponibilidade às necessidades dos outros.”

Nestas circunstâncias, exortou o Papa, “somos chamados a imitar aquilo que fez Jesus: ‘Tendo descido da barca, ele viu uma grande multidão, teve compaixão dela, porque eram como ovelhas sem pastor, e colocou-se a ensinar-lhes muitas coisas’”.

Francisco destacou que o evangelista oferece-nos aqui um flash de singular intensidade, fotografando os olhos do Divino Mestre e o seu ensinamento. “Observamos os três verbos deste fotograma: ver, ter compaixão, ensinar. Podemos chamá-los os verbos do Pastor.”

“O olhar de Jesus não é um olhar neutro ou, pior, frio e distanciado, porque Jesus olha sempre com os olhos do coração. E o seu coração é tão tenro e repleto de compaixão, que sabe colher inclusive as necessidades mais escondidas das pessoas.”

Jesus Cristo, realização da solicitude e cuidados de Deus para com o seu povo

Francisco frisou ainda que Cristo mostra com isto a atitude e a predisposição de Deus para com o homem e a sua história. “Jesus apresenta-se como a realização da solicitude e cuidado de Deus para com o seu povo”, acrescentou.

O Papa quis evidenciar que o primeiro pão que o Messias oferece à multidão faminta e cansada é o pão da Palavra. “Todos nós precisamos da palavra da verdade, que nos guie e ilumine o nosso caminho”, prosseguiu.

Veja também

 Angelus de 22 de julho de 2018

“Com Jesus ao lado pode-se prosseguir com segurança, podem-se superar as provações,  progride-se no amor a Deus e ao próximo. Jesus fez-se dom para os outros, tornando-se assim modelo de amor e de serviço para cada um de nós.”

Francisco concluiu fazendo votos de que Maria Santíssima nos ajude a assumir os problemas, sofrimentos e dificuldades de nosso próximo, mediante uma atitude de partilha e de serviço.

Saudação a fiéis e peregrinos

Dirigindo-se aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Papa fez uma saudação particular aos fiéis da Diocese de Rio do Sul – SC do Brasil, e aos jovens da Diocese de Sevilha, de Espanha, além de grupos paroquiais e associações.  

O TEMPO QUE TU ME DÁS

 
 
 
Já não me sobra tempo,
do tempo que Tu me dás,
porque o tempo que em mim fazes,
se esgota no tempo,
para me entregar a Ti,
na Tua amorosa paz.

Eu sei e acredito,
que Tu me dás todo o tempo,
mas que faço eu do tempo,
que em todo tempo
me dás?

O Teu tempo é todo amor,
no amor infinito que dás,
procuro eu nesse tempo,
viver nos outros,
para os outros,
o Teu amor,
a Tua paz?

Quero deixar-me tomar,
pelo tempo que me dás,
para que tomado por Ti,
no tempo,
seja eu também,
tempo de amor,
e de paz.

Apenas para Te servir,
no tempo,
e em todo o tempo,
para dar aos outros o amor,
manifestar-lhes a paz,
que agora e sempre,
Tu,
Senhor,
em todo o tempo me dás.


Marinha Grande, 21 de Julho de 2018
Joaquim Mexia Alves