Papa reza diante do relicário de Nossa Senhora de Siracusa
(Vatican Media)
A lacrimação da Virgem, a partir de um
quadro de gesso, remonta ao mês de agosto de 1953 na cidade siciliana.
Em 1994, São João Paulo II consagrou o Santuário que é meta todos os
anos de milhões de peregrinos.
Cidade do Vaticano
A missa do Papa na capela da Casa Santa Marta foi celebrada diante da
presença do precioso relicário com as lágrimas de Nossa Senhora de
Siracusa.
Francisco pronunciou as seguintes palavras:
Trouxeram de Siracusa a relíquia das lágrimas de Nossa Senhora.
Hoje estão aqui, e rezemos a Nossa Senhora para que nos dê, e também à
humanidade necessitada, o dom das lágrimas, para que nós possamos chorar:
pelos nossos pecados e por tantas calamidades que provocam sofrimento ao
povo de Deus e aos filhos de Deus.
O relicário
A lacrimação da Virgem, a partir de um quadro de gesso, remonta ao
mês de agosto de 1953 na cidade siciliana. O quadro estava na casa de
dois jovens esposos, cuja mulher tinha uma grave doença e, mesmo assim,
levou avante uma gravidez. A partir do momento que a esposa viu Nossa
Senhora chorar, a mulher não teve mais problemas e deu à luz uma criança
saudável. No relicário estão as lágrimas e os panos utilizados
pela comissão científica para verificar a autenticidade das mesmas.
Em 1994, São João Paulo II consagrou o Santuário dedicado à Virgem, que é meta todos os anos de milhões de peregrinos.
Papa celebra a missa na Casa Santa Marta
(Vatican Media)
Dedicando a missa na Casa Santa Marta ao
“nobre povo chinês”, que hoje festeja Nossa Senhora de Sheshan,
Francisco exorta a distânciarmo-nos das riquezas que seduzem e
escravizam.
Giada Aquilino – Cidade do Vaticano
Distsnciarmo-nos das riquezas, porque estas foram-nos oferecidas por
Deus para doá-las aos outros. A este tema o Papa Francisco dedicou a
missa celebrada na manhã de quinta-feira (24/04) na Casa Santa Marta.
Na memória de Nossa Senhora Auxiliadora, o Pontífice celebrou a missa
na intenção do “nobre povo chinês”, que festeja a Virgem de Sheshan em
Xangai.
Riqueza apodrecida
O Papa inspirou-se na leitura de São Tiago, apóstolo que fala do salário
não pago aos trabalhadores e o seu clamor que chega aos ouvidos do
Senhor. Francisco destaca que Tiago usa expressões contundentes para
falar aos ricos, sem meias palavras, condenando a “riqueza apodrecida”,
como fez Jesus:
“Ai de vós ricos!”, é o primeiro ataque depois das
Bem-aventuranças na versão de Lucas. “Ai de vós ricos!”. Se alguém fizer
uma pregação assim, no dia seguinte nos jornais aparece: “Aquele padre é
comunista!”. Mas a pobreza está no centro do Evangelho. A pregação
sobre a pobreza está no centro da pregação de Jesus: “Bem-aventurados os
pobres” é a primeira das Bem-aventuranças. E a carteira de identidade
com a qual Jesus se apresenta quando volta à sus terra, a Nazaré, na
sinagoga, é: “O Espírito está sobre mim, fui enviado para anunciar o
Evangelho, a Boa Nova aos pobres, o alegre anúncio aos pobres”. Mas na
história tivemos sempre esta fraqueza de tentar tirar esta pregação
sobre a pobreza, acreditando tratar-se de algo social, político. Não! É
Evangelho puro, é Evangelho puro.
Dois senhores
Francisco convidou a refletir sobre o porquê de uma pregação assim
“tão dura”. A razão está no facto de que “as riquezas são uma idolatria”,
são capazes de “seduzir”. O próprio Jesus, explicou o Papa, disse que
“não se pode servir a dois senhores: ou serves a Deus ou às
riquezas”: dá, portanto, uma “categoria de ‘senhor’ às riquezas, isto é,
a riqueza “o pega e não o larga e vai contra o primeiro mandamento”,
amar a Deus com todo o coração.
As riquezas vão também contra o segundo mandamento, porque destroem a
relação harmoniosa “entre nós homens”, “estragamos a vida”, “estragamos
a alma”. O Papa recordou a Parábola do rico - que pensava na “boa
vida”, nas festas, nas roupas luxuosas – e do mendicante Lázaro, “que
não tinha nada”.
Tiago sindicalista
As riquezas, reiterou, “afastam-nos da harmonia com os irmãos, o
amor ao próximo, faz-nos egoístas”. Tiago reivindica o salário dos
trabalhadores que cultivaram a terra dos ricos e não foram pagos:
“alguém poderia confundir o apóstolo Tiago com um sindicalista”, afirmou
Francisco. E na verdade, acrescentou, o apóstolo “fala sob a inspiração
do Espírito Santo”. Parece uma coisa dos nossos dias, disse o Papa:
Também aqui, em Itália, para salvar os grandes capitais deixam as
pessoas sem trabalho. Vai contra o segundo mandamento e quem faz isto:
“Ai de vós!”. Não eu, Jesus. Ai de vós que exploram as pessoas, que
exploram o trabalho, que pagam de maneira informal, que não pagam a
contribuição para a aposentadoria, que não dão férias. Ai de vós! Fazer
“economias”, fraudar o que se deve pagar, o salário, é pecado, é pecado.
“Não, padre, eu vou à missa todos os domingos e participo naquela
associação católica e sou muito católico e faço a novena disto…”. Mas não pagas? Esta injustiça é pecado mortal. Não estás nas graças
de Deus. Não sou eu que digo, é Jesus, é o apóstolo Tiago. Por
isso as riquezas afastam-nos do segundo mandamento, do amor ao próximo.
Rezar pelos ricos
As riquezas, portanto, têm uma capacidade que nos tornar “escravos”:
por isso Francisco exorta a “fazer um pouco mais de oração e um pouco
mais de penitência” não pelos pobres, mas pelos ricos.
Não és livre diante das riquezas. Para seres livre diante
das riquezas deves tomar distância e rezar para o Senhor. Se o Senhor te
deu riquezas é para distribui-las aos outros, para fazer em seu nome
tantas coisas boas para os outros. Mas as riquezas têm esta capacidade
de nos seduzir e nesta sedução nós caímos, somos escravos das riquezas.
"Para que a vossa alegria seja completa" (Jo 15,11)
XLI ASSEMBLEIA NACIONAL DO RENOVAMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO
Centro Pastoral Paulo VI – Fátima31
Agosto, 1 e 2 de Setembro 2018
SEXTA-FEIRA (31 de agosto)
21,15 h – Salão do “Bom Pastor”
- Encontro com as Equipas Diocesanas de Serviço doRCC, equipas de serviço à Assembleia,
responsáveis e membros de Comunidades Carismáticas, alargado aos irmãos que queiram
estar presentes, limitado à lotação da sala.
SÁBADO (1 de setembro)
09,00 h – Acolhimento/Animação/Oração da manhã
10,00 h – “Jesus, Filho de Deus, Fonte de Alegria e Paz!”
11,00 h – Intervalo
11,30 h – Eucaristia
13,00 h – Almoço
15,00 h – Animação
15,15 h – Ateliê
–Família e Juventude
– Grupo de oração e
pregação e ensinamento, alma do RCC
17,15 h – Grupos de partilha
19,30 h – Jantar
21,15 h – Animação
21,30 h – Ateliê
– A vida oração/oração/intercessão
22,15 h – Adoração ao Santíssimo Sacramento e oração de cura e libertação.
DOMINGO (2 de setembro)
09,00 h – Animação
09,15 h – Laudes
09,45 h – “Espírito Santo, plenificador dos dons, numa Igreja que é casa de
Alegria e Paz!”
11,00 h – Intervalo
11,00 h – Eucaristia de encerramento
Este
programa pode ser alterado por motivos imprevistos
Oreste nasceu em Foggia em 1960. Casou-se com Nunzia em
1988, com quem tem três filhos: Giovanni, Serena e Andréa. Conheceu o
Renovamento Carismática em 1984 através de uma forte experiência espiritual com
Deus, que mudou completamente a sua vida. Seguindo a orientação do Senhor e com o
apoio da Comunidade Magnífica – uma Comunidade Italiana de Aliança da qual
Oreste é Presidente há muitos anos – ele decidiu deixar o seu trabalho em 1991
a fim de se dedicar a tempo inteiro ao Senhor, voluntariamente. Durante três
anos, enquanto passou a maior parte do seu tempo, a pregar, Oreste e a sua
família experimentaram o poder extraordinário da Providência, testemunhando
maravilhas inumeráveis de todo o tipo, milagres pequenos e grandes. Em 1993,
foi chamado pelo Arcebispo de Foggia para assisti-lo como seu secretário
pessoal por aproximadamente três anos. A experiência de servir de forma tão
próxima de um Apóstolo da Igreja foi para ele de uma riqueza extraordinária, dando-lhe
um amor muito grande pela Igreja. É Diretor Executivo dos Serviços
Internacionais do Renovamento Carismática Católica (ICCRS) desde 1996. O ICCRS
é uma organização internacional com direitos pontifícios ao serviço de todas as
realidades Carismáticas da Igreja Católica. O escritório da ICCRS está
localizado na Cidade do Vaticano. Oreste é também um dos líderes da Comunidade
Magnificat, e o editor de "Venite e Vedrete" ("Vem e vê"),
uma revista Italiana que serve Comunidades Carismáticas de Aliança. É o autor
de muitos artigos sobre temas Carismáticos, bem como de livretes e documentos
sobre o Renovamento Carismática. Ele é um pregador conhecido dentro do
Renovamento Carismática Católica em todo o mundo e viaja em missão para todos
os continentes.