11 novembro, 2016

RENDO-ME, SENHOR!

 
 
 
 
Rendo-me, Senhor! Rendo-me!

Dentro de mim lutam as minhas vontades, as minhas certezas, os meus orgulhos, as minhas vaidades, e eu vejo-me a lutar contra elas!

Tenho que vencer, Senhor, ajuda-me, porque me quero render incondicionalmente a Ti!

Quero vencer, Senhor, não pela vitória, mas para me fundir em Ti, ou melhor, para que “já não seja eu a viver, mas Tu a viver em mim”!

É uma força, uma vontade, um poder muito maior do que eu que assim me faz lutar! És Tu, Senhor!

Não quero saber das lágrimas que afloram aos meus olhos, (são lágrimas de alegria por Te ter, de tristeza por Te ofender), não quero saber da voz que me diz que eu não sou digno, que eu não sou nada, que Tu estás longe de mim!

Não, Senhor, porque Te sinto aqui, junto de mim, com esse imenso sorriso de amor, essa imensa paz com que me envolves, com a alegria do pastor que coloca aos seus ombros a ovelha perdida.

Ah, Senhor, rendo-me! Rendo-me!

Eu sei que ainda há em mim muita coisa para atirar fora, muita coisa para mudar, para converter, para purificar, para libertar, mas que interessa isso se a minha vontade é render-me, incondicionalmente, a Ti, Senhor!

Salta-me o coração do peito, sinto-Te aqui, neste momento em que escrevo, e já não sou que escrevo, és Tu que escreves em mim.

Oh, Senhor, obrigado! Precisava tanto, tanto deste momento!

Acalma-se-me o coração, secam-se-me as lágrimas, uma paz imensa invade-me, olho-Te nos olhos e digo-Te: Rendo-me, Senhor! Rendo-me!


Monte Real, 11 de Novembro de 2016
Joaquim Mexia Alves

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