30 dezembro, 2010

Santa Maria, Mãe de Deus (Solenidade)

Dia 1 de Janeiro de 2010









Maria,

Mãe de Deus





Mais um ano que começa!

Neste dia, celebramos várias comemorações:

- O 1º dia do ano;

- A Solenidade de
Maria, Mãe de Deus;

- O
"Dia Mundial da Paz".

 

Vamos reflectir sobre estas motivações:

 


1. Mais um ano, que começa...

Desejo que o novo ano seja para todos vós, cheio de Paz e Prosperidade, com todas as bênçãos de Deus...
Olhando o ANO que termina e o outro que inicia... notamos que muita coisa fizemos, muita coisa deixamos de fazer e muita coisa ainda está por fazer...

* E este momento  leva-nos a uma ATITUDE:
- de GRATIDÃO:
  - a DEUS... pelo dom da VIDA... pela sua GRAÇA... pela sua FORÇA...
  - às PESSOAS, que nos ajudaram na nossa caminhada...
- de PERDÃO: pelas vezes que falhamos... por pensamentos... por palavras... por acções... e omissões...

- de PRECE: Implorando a Bênção de Deus sobre o novo ano...


Na Leitura, encontramos uma linda oração de bênção do Antigo Testamento, sugerida pelo próprio Deus:
"Abençoareis os filhos de Israel. Dizei-lhes:
O Senhor te abençoe e te guarde!
O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça!
O Senhor volte para ti a sua face e te dê a Paz!
Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei!"  
(Nm 6,22-27)


* Sublinha a presença contínua de Deus na nossa caminhada e recorda que a sua bênção nos proporciona a vida em plenitude.

+ Que sentido tem pedir a bênção?
A bênção não é um acto mágico para resolver todos os nossos problemas. Quem a recebe terá as mesmas dificuldades que os outros homens. Entretanto, recebe a força necessária para enfrentá-las  através da nova luz que procede da nossa fé.

Pedir a BÊNCÃO:
 É uma maneira de reconhecer a nossa dependência de Deus,  durante todos os dias do novo ano.
- Pedir a bênção das nossas CASAS, é desejar que o Cristo visite o nosso lar e permaneça sob o nosso tecto.
- Pedir a bênção aos CARROS, não supõe que possamos abusar no trânsito...
- A força da bênção não depende dos poderes do Sacerdote que a profere, mas do poder e da vontade de Deus...


2. Hoje também é o DIA MUNDIAL DA PAZ
A Igreja quer  lembrar-nos desde o primeiro dia do ano, que a paz anunciada pelos Anjos em Belém,  só é possível às pessoas de boa vontade,  que se esforçam dia a dia para construir a Paz,  paz que é antes de tudo obra de justiça e fruto do amor...

- Mensagem do Papa: Liberdade Religiosa, Caminho para a Paz...
"Exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente ..." (Bento XVI)

Para acesso à mensagem intregral, clique aqui.


3.
A Igreja celebra hoje também a festa de MARIA MÃE DE DEUS.
O Evangelho apresenta-nos Maria, recebendo feliz a visita dos pastores... e meditando no seu coração tudo o que falavam do Messias... (Lc 2,16-21)
A reacção dos pastores é numa atitude de acção de graças e de testemunho,  glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham visto e ouvido.

 
A atitude meditativa de Maria, que interioriza e aprofunda os acontecimentos, e a atitude "missionária" dos Pastores, que proclamam a acção salvadora de Deus, manifestada no nascimento de Jesus, são duas atitudes essenciais, que devem estar presentes na vida de todos nós.


Na 2ª Leitura, Paulo lembra o Amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravidão da Lei e para os tornar seus "filhos". Nesta situação, podemos chamar a Deus de "Abbá" (Papá)...

+ E tu, que planos tens para este novo ano de 2011?


Que tal... COMEÇAR O ANO...

- Com um OLHAR novo sobre a casa, a cidade, o trabalho, que a rotina já cansou e desgastou...
Com um AMOR novo: com o pai... com a esposa... os filhos ... o vizinho... que talvez no dia a dia acabou por  arrefecer.. 
- Com um CORAÇÃO novo, disposto a descobrir em tudo e em todos, o rosto e as mãos de um Cristo intensamente presente na nossa vida... 

- E, a exemplo de MARIA, Mãe de Deus e Rainha da Paz, SEMEAR PAZ, ao redor de nós, para que o novo ano seja mais humano, mais fraterno e mais cristão?...

É O QUE DESEJO A TODOS NÓS!...


Meditação: P. António Geraldo Dalla Costa
Ilustração: Nelso Geraldo Ferronatto
Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com
Transcrição, adaptação e passagem para português, de Portugal:  L. Santos

26 dezembro, 2010

Sagrada Família de Jesus, Maria e José

26 de Dezembro de 2010

 


A 1.ª Leitura desenvolve e explica o 4o Mandamento.
Apresenta indicações práticas dos filhos para com os pais. Essa observância é desejada e abençoada por Deus. (Sr 5,2-6.12-14)


A 2.ª Leitura mostra o espírito que deve reinar numa família:
  "Revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente..."  (Cl 3,12-21)
E aplica às esposas, aos maridos aos filhos e aos Pais...
O Evanejelho apresenta-nos a FAMÍLIA SAGRADA, em três momentos da Infância de Jesus:
Belém... Egito... Nazaré... Mt 2,13-15.19-23)
Nessas migrações, JESUS é conduzido por Deus e protegido por seus pais...
+ A FAMÍLIA DE NAZARÉ:
  É uma família como qualquer família de ontem, de hoje ou de amanhã, que se defronta com crises, dificuldades e contrariedades, mas no entanto...
- É uma família, é unida e solidária.
Nela existe verdadeiro Amor e solidariedade.
Não hesita  enfrentar os perigos do  deserto e o desconforto do exílio, quando um de seus membros corre riscos. Os problemas de um são problemas de todos.
- É uma família onde se escuta a Palavra de Deus 
  e onde se aprende a ler os sinais de Deus.
  Nessa escuta, consegue soluções para vencer as contrariedades e descobrir caminhos a percorrer, para assegurar a vida e o futuro a seus membros.
  José aparece como o homem atento às indicações de Deus, que sabe discernir e acatar a vontade de Deus, que tudo sacrifica em defesa da vida daquele menino, que Deus lhe confiou.

- É uma família que obedece a Deus...
  Diante das indicações de Deus, não discute nem argumenta.
  No cumprimento obediente aos projetos de Deus, esta família assegura um futuro de vida, de tranquilidade e de paz.
+ A Sagrada Família, modelo da família cristã?
Costuma-se dizer que a Sagrada Família é modelo da família  cristã, não tanto no seu contexto sócio-cultural e histórico, tão distante do nosso, mas quanto aos seus valores fundamentais, especialmente o Amor, que lhe deram coesão, significado e missão de salvação nos planos de Deus.
+ A Família é uma instituição em mudança ou já superada?
A família é a célula base da Igreja e da sociedade, mas está passando por uma transformação profunda...
É uma instituição divina, por isso permanente...
Mas o modo de viver em família pode mudar através dos tempos.
- Na Família do Passado, primava a relação vertical:
  uma instituição fechada, de cunho patriarcal.
  O Pai detinha a autoridade e era responsável pela parte económica;
  A Mãe atendia aos afazeres domésticos e cuidava dos filhos (numerosos);
  Os filhos submetidos à autoridade paterna.
  = Dava-se muito valor à AUTORIDADE...


- Na nossa Família Actual, primam as relações horizontais dentro da família.
  Dá-se preferência ao DIÁLOGO, à co-responsabilidade, à igualdade, ao companheirismo e à amizade entre marido e esposa, entre pais e filhos.
  = Contudo a família sofre hoje muitas influências negativas e muitos fatcores de desagregação...
+ Quais os valores básicos e permanentes na família?
- Comunhão inter-pessoal de Amor e de Vida...
  O Amor fiel, único, exclusivo, totalizante e para sempre...
  Os Filhos não são vistos como propriedade ou bens adquiridos para o egoísmo possessivo de seus pais, mas como vida e prolongamento vital de um amor pessoal, que educa e orienta para a liberdade responsável.
  "A família é a fonte da vida e o berço da fé." (João Paulo II)


 E a Nossa família, como vai?
 (À moda antiga ou actual?)
Meditação: P. António Geraldo Dalla Costa
Ilustração: Nelso Geraldo Ferronatto
Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com
Transcrição, adaptação e passagem para português, de Portugal:  L. Santos

25 dezembro, 2010

MENSAGEM URBI ET ORBI DE SUA SANTIDADE BENTO XVI

25 de Dezembro de 2010

«Verbum caro factum est – o Verbo fez-Se carne» (Jo 1, 14)

Queridos irmãos e irmãs, que me ouvis em Roma e no mundo inteiro, é com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-Se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o «Emanuel», Deus-connosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus.
Trata-se de uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada. Sobretudo porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um facto sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré! Permanecendo com Ele, observando os seus actos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-Lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigénito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (cf. Jo 1, 14).

«O Verbo fez-Se carne». Fitando esta revelação, ressurge uma vez mais em nós a pergunta: Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e omnipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo.

Na realidade, Deus não muda: mantém-se fiel a Si mesmo. Aquele que criou o mundo é o mesmo que chamou Abraão e revelou o seu próprio Nome a Moisés: Eu sou Aquele que sou… o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob… Deus misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade (cf. Ex 3, 14-15; 34, 6). Deus não muda: Ele é Amor, desde sempre e para sempre. Em Si mesmo, é Comunhão, Unidade na Trindade, e cada obra e palavra sua tem em vista a comunhão. A encarnação é o ápice da criação. Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a acção do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.

«O Verbo fez-Se carne». A luz desta verdade manifesta-se a quem a acolhe com fé, porque é um mistério de amor. Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o «sim» do nosso coração.
 
E que procura, efectivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor? Procura-a a criança, com as suas perguntas tão desarmantes e estimuladoras; procura-a o jovem, necessitado de encontrar o sentido profundo da sua própria vida; procuram-na o homem e a mulher na sua maturidade, para orientar e sustentar os compromissos na família e no trabalho; procura-a a pessoa idosa, para levar a cumprimento a existência terrena.

«O Verbo fez-Se carne». O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho colectivo da humanidade. O «Emanuel», Deus-connosco, veio como Rei de justiça e de paz. O seu Reino – bem o sabemos – não é deste mundo, e todavia é mais importante do que todos os reinos deste mundo. É como o fermento da humanidade: se faltasse, definhava a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça. Acreditar em Deus que quis compartilhar a nossa história, é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão.

A luz do Natal resplandeça novamente naquela Terra onde Jesus nasceu, e inspire Israelitas e Palestinianos na busca duma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emanuel mitigue o sofrimento e console nas suas provas as queridas comunidades cristãs do Iraque e de todo o Médio Oriente, dando-lhes conforto e esperança no futuro e animando os Responsáveis das nações a uma efectiva solidariedade para com elas. O mesmo suceda também em favor daqueles que, no Haiti, ainda sofrem com as consequências do terramoto devastador e com a recente epidemia de cólera. Igualmente não sejam esquecidos aqueles que, na Colômbia e na Venezuela mas também na Guatemala e na Costa Rica, sofreram recentemente calamidades naturais.

O nascimento do Salvador abra perspectivas de paz duradoura e de progresso autêntico para as populações da Somália, do Darfur e da Costa do Marfim; promova a estabilidade política e social em Madagáscar; leve segurança e respeito dos direitos humanos ao Afeganistão e Paquistão; encoraje o diálogo entre a Nicarágua e a Costa Rica; favoreça a reconciliação na Península Coreana.

A celebração do nascimento do Redentor reforce o espírito de fé, de paciência e de coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não desanimem com as limitações à sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do «Deus-connosco» dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminação e perseguição, e inspire os líderes políticos e religiosos a empenharem-se pelo respeito pleno da liberdade religiosa de todos.

Queridos irmãos e irmãs, «o Verbo fez-Se carne», veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproximou de nós. Contemplemos, juntos, este grande mistério de amor; deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém! Boas-festas de Natal para todos!
Fonte: http://www.radiovaticana.org

Mensagem de Natal de D. José Policarpo (difundida pela RTP)

25 de Dezembro de 2010

Na sua mensagem de Natal, o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, apela à solidariedade em tempo de crise e destaca os valores que considera constitutivos dos portugueses.


Deus feito Palavra

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO - Missa do Dia



Prezados amigos, é Natal mais uma vez!...
Uma alegria contagiante domina o coração de todos nós.
Cristo nasceu, ele está entre nós. Montou sua casa entre os homens.

A liturgia deste dia convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado em Jesus, que se faz a "PALAVRA" (Verbo) de Deus, e vem habitar no meio de nós, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de "filhos de Deus".


Na 1ª Leitura, ISAIAS anuncia a chegada do Deus libertador. (Is 52,7-10)

Para vitalizar a esperança dos exilados, o profeta imagina um quadro em que um mensageiro chega à Jerusalém destruída com uma grande notícia: Ele anuncia a "Paz", proclama a "Salvação" e promete o "Reinado de Deus". Em seguida, as sentinelas vêem o próprio Javé de volta para Sião. Os seus gritos de alerta transformam-se em gritos de alegria e festa.

O profeta convida até as ruínas da cidade deserta a cantar em alegre coro, porque a libertação chegou.

* A alegria provocada em Jerusalém pela volta dos exilados, é imagem da alegria de todos os homens que hoje celebram o começo de um mundo novo.
E nós devemos ser as SENTINELAS atentas que descobrem os sinais do Senhor e o anunciam a todos.

A 2ªLeitura apresenta, em resumo, o Plano salvador de Deus. (Hb 1,1-6)

Deus revelou-se aos homens de muitos modos...
Na plenitude dos tempos, enviou-nos o próprio Filho, a sua imagem perfeita, a sua "Palavra", o seu "Verbo".
* Jesus é a revelação mais perfeita do Pai, que devemos escutar e acolher.

O Evangelho ressalta: "O Verbo que se fez carne e habitou entre nós".
A Encarnação do "Verbo" foi a maior das revelações de Deus. Na face de Cristo brilha em plenitude a glória do Pai. (Jo 1,1-18)

É um hino cristológico, pelo qual a comunidade cristã expressava a sua fé em Cristo enquanto Palavra viva de Deus, a sua origem divina, a sua influência no mundo e na história, possibilitando aos homens que o acolhem e escutam, a tornarem-se "filhos de Deus".

- "Verbo" significa Palavra: é o meio através do qual comunicamos o que guardamos na mente e no coração.
- O "Verbo" veio como "Luz" no meio das trevas.
Numa humanidade afundada no pecado, surgiu um homem novo.
É o "Princípio" de uma nova Criação.

* E nós devemos encarnar de tal modo em nós Cristo-Palavra do Pai, que nos tornemos a sua Palavra para o mundo.


* A transformação da "Palavra" em "carne" (na criança de Belém) é a espantosa aventura de um Deus que ama até ao inimaginável e que, por amor, aceita revestir-se da nossa fragilidade, a fim de nos dar vida em plenitude.
- Neste dia, somos convidados a contemplar, numa atitude de serena adoração, esse incrível passo de Deus, expressão extrema de um amor sem limites.

* Acolher a "Palavra" é deixar que Jesus nos transforme, nos dê a vida plena,  a fim de  nos tornarmos, verdadeiramente, "filhos de Deus".
- O Presépio que hoje contemplamos é apenas, um quadro bonito, ou um convite a acolher a "Palavra", para nos tornar um homem novo?

NATAL...

É o Nascimento de Cristo... em Belém que relembramos e revivemos hoje... Cristo nasceu... e está entre nós.
- Algo de NOVO, nasceu dentro de nós?



É um convite à Alegria:
"Eu vos anuncio uma grande alegria... porque nasceu um Salvador"...
- Qual é o motivo de nossa alegria?

É uma lição de Humildade e Pobreza:
Deus feito criança... numa gruta... num lugar perdido no tempo...
- Deus fez-se pequeno... E nós?

É um apelo de Amor e Paz:
- DEUS "tendo amado os seus, enviou-nos o seu próprio filho":
CRISTO: fruto do amor de Deus para com os homens...
- ANJOS: "Glória a Deus... e PAZ na terra..."
Podemos  incluir-nos entre os de boa vontade que promovem a Paz?

+ Olhando para o PRESÉPIO, sentimos emoções fortes e nobres.
Uma criança sempre toca o nosso coração...
- Que dirá de um Deus feito criança?


Desejo-vos um FELIZ NATAL, com muita alegria, muito amor, muita paz... que é possível no humilde presépio de nossas casas, que é possível na pobre manjedoura de nosso coração...


FELIZ NATAL A TODOS !...



 

Meditação: P. António Geraldo Dalla Costa
Ilustração: Nelso Geraldo Ferronatto
Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com
Transcrição/passagem para português, de Portugal:  L. Santos

23 dezembro, 2010

Mensagen de Natal de D. José Policarpo

22 de Dezembro de 2010

O Cardeal-Patriarca de Lisboa convida os cristãos da Diocese a viverem o Natal sem permanecer "na materialidade das expressões", reconhecendo o Menino do presépio como “o Deus que nos visita".
Numa mensagem vídeo aos seminaristas do Seminário dos Olivais, D. José Policarpo desafia os futuros padres a "uma radicalidade de fidelidade e de amor".
 

22 dezembro, 2010

Santo Natal


Santo Natal 

Para nós, Deus não é uma hipótese distante, não é um desconhecido que se retirou depois do "big-bang". Deus mostrou-se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo vemos o rosto de Deus. nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco.
Bento XVI
Fonte: http://o-povo.blogspot.com

19 dezembro, 2010

Tempo de Advento, em Ota

Eucaristias dos 2.º, 3.º e 4.º Domingos
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REPORTAGENS FOTOGRÁFICAS, EM VÍDEO
 

O Sr. Pe. Adelino, Pároco da Paróquia de Abrigada, foi temporariamente o substituto do nosso Prior, Pe. Maneul Silva, que por motivos imperiosos esteve ausente por tempo prolongado. 
Em todo este período entendemos ser de realçar, a sua entrega e grande preocupação relativamente à evangelização da nossa Paróquia, em que publicamente se tornava mais notória, em cada Eucaristia Dominical que presidia. 
Por tal motivo, queremos manifestar-lhe o nosso agradecimento e simultaneamente, louvar a Deus, por não deixar os seus filhos desamparados.
Para acesso às reportagens, clique abaixo na opção que desejar:
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2.º Domingo do Advento, em Ota

3.º Domingo do Advento, em Ota

4.º Domingo do Advento, em Ota

17 dezembro, 2010

IV - Tempo de Advento

4.º Domingo do Advento - (19.12.10)
 


Na 1ªLeitura, ISAÍAS anuncia uma Virgem, que conceberá o "Deus connosco". (Is 7,10-14)
O Rei Acaz confia mais no poder do exército dos assírios, do que na força e na protecção de Deus e sofre um estrondoso fracasso.
Apesar da infidelidade de Acaz, Isaías confirma a fidelidade de Deus e revela um sinal de esperança:
 "Uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de EMANUEL, que quer dizer Deus-Connosco".
- O filho de Acaz, concebido de uma virgem, foi um bom rei, consolidou a dinastia de David e  tornou-se sinal da presença de Deus no meio do povo.
  Mas criou-se a expectativa de um outro rei, um filho de David, que cumprisse plenamente a profecia e fosse realmente "Deus-connosco".
- Desde o início da era cristã, os cristãos viram na figura dessa "virgem" a imagem de Maria, mãe de Jesus; e no "Emanuel" o próprio Jesus, o verdadeiro "Deus-connosco".
Na 2ª Leitura, Paulo lembra que Jesus é a boa-nova de Deus há tempos anunciada pelos profetas, nas Sagradas Escrituras, mas judeu de nascimento, da família de David. (Rm 1,1-7)
No Evangelho, vemos a plena realização da promessa: Jesus é o "Deus-conosco" que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de Salvação.

Ele nascerá de MARIA, esposa de um homem bom, justo e honrado chamado JOSÉ, descendente de David. (Mt 1,18-24)
A narrativa da situação de Maria e José não deve ser vista como uma descrição de factos históricos, mas uma CATEQUESE sobre Jesus.
- Jesus vem de Deus: a sua origem é divina.
   Maria encontra-se grávida por obra do Espírito Santo.
- Missão de Jesus: o nome  "Jesus" significa "Javé salva".
  Ele mostra que vem de Deus com uma proposta de salvação.
- O seu Nascimento de uma "Virgem" afirma que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas, enviado por Deus para restaurar o reino de David.
- José tem um papel importante:
  Pela sua obediência silenciosa, realizam-se os Planos de Deus.
- Maria convida-nos a admirar o que o Senhor operou nela e a acreditar na vitória da vida onde nós só enxergamos sinais de morte.
* No Natal, Deus vem ao encontro dos homens para oferecer a Salvação.
   Esse encontro só será possível se tivermos o coração disponívelmpara o acolher e para abraçar a sua proposta.
O Evangelho mostra-nos DOIS MODELOS: 
José e Maria: duas pessoas que tiveram dúvidas sérias sobre o Plano de Deus, mas plenamente disponíveis na realização desse Plano.
- MARIA está sempre atenta aos apelos de Deus e responde com um "sim" generoso de total disponibilidade...
  Esse "sim" torna possível a presença salvadora de Deus no mundo.
* Sou capaz de dizer "sim" todos os dias, de forma que, através de mim, Deus possa nascer no mundo e salvar os homens?
 - JOSÉ é um homem a quem Deus envolve nos seus planos misteriosos, mas que tudo aceita, numa obediência total a Deus.
* Sou capaz de acolher os projectos às vezes misteriosos de Deus, com a mesma disponibilidade de José, em obediência total a Deus?
+ Somos convidados a preparar o Natal deste ano,
   com MARIA e JOSÉ...
- Se, como Maria e José, acolhermos a mensagem de Deus, acreditando nela, superando o medo e a dúvida...
- Se, como Maria e José, nos deixarmos engravidar pelo Espírito do Senhor, emprestando o nosso ser, o nosso corpo e a nossa mente, nosso espírito e o nosso tempo, a nossa fragilidade e  a nossa força, para que Deus actue em nós...
toda a nossa vida será um NATAL PERENE,
     um contínuo DEUS-CONNOSCO...

Meditação: P. António Geraldo Dalla Costa
Ilustração: Nelso Geraldo Ferronatto
Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com
Transcrição/passagem para português, de Portugal:  L. Santos